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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Diário do Mundial



 Dantes havia cadeias; agora há estabelecimentos prisionais. Antigamente presos eram presos... - Vede! O famoso calcetado do Rossio foi feito pelos grilhetas do Castelo de São Jorge. E a sede da Polícia Judiciária também foi construída com mão de obra dos condenados. Era duro, mas é como se diz: o trabalho liberta e, se não, o pagamento que receberam, tanto os grilhetas do Castelo como os presidiários na Gomes Freire, algum jeito lhes há-
-de ter feito.
 Pois hoje não há presos; há reclusos. Se dantes trabalhavam, agora bailam. Por isso não admira vê-los no pátio do presídio estabelecimento prisional de Aveiro meneando-se ao som dessa mariquice dos Gata-fílins. Diz que é para dar sorte aos queirosianos. Não é uma ternura?




(Imagem da R.T.P.)

10 comentários:

  1. O Caro Bic parece-me um tanto ou quanto retrógrado. Há que evoluir... há lá coisa mais ternurenta do que ver que os residentes dos estabelecimentos prisionais se preocupam com a selecção?!? Assim é que é... comentem-se uns crimes e depois dança-se. A gozar com a cara de quem não comete crimes, trabalha e paga impostois para os sustentar dentro das cadeias, prisões, estabeleciemntos prisionais ou outro nome que lhe queiram dar.... Se bem que... pela amostra, até de paraíso lhe podemos chamar.
    Ai... copiam tanta coisa dos "States" bem que podiam copiar o modelo de uma prisão do Arizona que descobri há juns anos num artigo de uma revoista. Só para ter uma ideia, o director dizia: "Quero que me odeiem. Porque quero que não voltem para cá."
    Isso sim.... são sinais de mudança

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  2. Ser retrógrado é proibido (não tarda dá cadeia) pelos libertadores do fandango alternativo. Viva o 'pugresso'.
    Cumpts.

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  3. Attenti al Gatti16/6/10 01:08

    "...o trabalho liberta..." Tenho muitas dúvidas que assim seja. A frase(Arbeit macht frei) encontava-se (e ainda se encontra) no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Mas "libertação" que este local proporcionava efectivava-se, essencialmente, através dos fornos crematórios.
    Também nos relatos bíblicos, o trabalho aparece como expiação pelo pecado cometido por Adão e Eva.
    Mas se o trabalho não me parece um bom exemplo de libertação, a palhaçada também não me parece melhor. Basta vêr o ar de gôzo dos guardas prisionais. Apoiar a Selecção Nacional ao som de musicata de importação é, no mínimo, estranho. Já a conversa do organizador e do director do estabelecimento, em dueto orquestrado, enquadra-se bastante bem na patetetice do espectáculo. E sendo uma iniciativa tão louvável, porque é que estes dois não actuaram juntamente com os reclusos? Quanto a estes, na ausência das "cameras", terão tido uma actuação bem diferente. Mas não tenho pêna nem de uns, nem de outros. Tenho é pêna dos contribuintes. É que o "políticamente correcto" alimenta-se do ridículo - e aí, nada a opôr - mas também das nossas carteiras. E aí é que a porca torce o rabo.
    A.v.o.

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  4. Bic Laranja16/6/10 18:08

    O 'trabalho liberta' é chavão doutrinário. O bailinho no pátio da cadeia liberta o mesmo mas sem o proveito do trabalho feito. - Salvo o apoio de que serviu à selecção.
    Cumpts.

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  5. será que nas cadeias há vaga para os corruptos e os sem vergonha como um certo treinador de futebol e outros que tais ?

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  6. Bic Laranja18/6/10 10:27

    Se forem poderosos não.
    Cumpts.

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  7. Já não há ladrões como antigamente...

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  8. Bic Laranja20/6/10 11:51

    Agora há-os de 'excelência', tão proactivos que nem apanham cadeia...
    Cumpts.

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  9. Bic Laranja20/6/10 11:52

    :\. Cumpts.

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