Pois é! O mundo dá muita volta e o autocarro que fazia a carreira do aeroporto naquela imagem que julgo ser de 1948, tinha ele esta apresentação assim como vedes, em Mira, perdido nuns canaviais, em 27 de Setembro de 1991. Aprendo na legenda que se trata dum AEC Regal III com carroçaria original Weymann, construído em 1948. Recebeu originalmente o nº 43 da frota da Carris.
Em Novembro de 1970 foi-lhe refeita a carroçaria e recebeu o nº 112. Nesta qualidade ainda andei nele, no 13 ou no 20, que eram as carreiras em que a Carris usava carros AEC de 1 piso. Era dos poucos (série 111-120?) autocarros de 1 piso que tinham bancos duplos. Os restantes adoptaram já nos anos 70 um conceito que fez escola: coxias amplas e uma manhosa meia dúzia de bancos individuais, que é o modo inteligente de transportar mais sardinha em lata...
Adiante. Em Novembro de 87 foi vendido a José Maria dos Santos e passou a ser o 453 da AVIC de Coimbra. Ao depois foi isto. E depois disto, a sucata, talvez.
AEC Regal III (AVIC 453, ex-CCFL 112, ex-CCFL 43), Mira, 1991.
Fotografia: Steve Miles, in AEC Society Webshots.
domingo, 9 de maio de 2010
CI-14-07
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Que pena... A sério.
ResponderEliminarBonita peça,
ResponderEliminarFotografei um destes quando foram apresentados os novos da Carris no Rossio , à cerca de um ano.
Curioso que também tenho um emblema de boné de fiscal do José Maria dos Santos de Coimbra.
O mundo é pequeno
O Autocarro de que falava AEC Regal , esteve em exposição na Praça da Figueira e não Rossio, teve originalmente o Nr . 46, e posteriormente depois da sua recuperação em 1970. passou ao Nr . 109.
ResponderEliminarHoje faz parte do espólio do Museu da Carris.
São saudades. É um tempo que já não volta.
ResponderEliminarCumpts.
Sei desse 109. Mas não teria sido mais interessante pô-lo como o 46?!
ResponderEliminarCumpts.
Bem verdade. Cumpts.
ResponderEliminarSim, Sem dúvida, já que foi fabricado no mesmo ano do 43 ou seja em 1948, seria de todo que na recuperação lhe desse o que era devido.
ResponderEliminarPela aparência das rodas, com os pneus cheios, e pelo estado de limpeza dos vidros é legítimo suspeitar que o velho AEC faz as suas escapadelas de vez em quando...:))
ResponderEliminarCumpts
Já lhe faltava o retrovisor...
ResponderEliminarCumpts.
Em 12 de Setembro de 1998 fotografei em Caria (coincidência!) o AEC Regal FF-14-34, nº de frota 117, que também estava encostado a um canto.Havia sido reparado e pintado de cinzento com listas azuis, pela Carris, na semi-falecida Estação de Cabo Ruivo e oferecido à junta local que, aparentemente já não o utilizava nesta altura. Salvo melhor opinião em contrário, eu chamaría a isto, delapidação do património
ResponderEliminarA.v.o.
Coincidências... ;)
ResponderEliminarAqui! (http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_7QjCV867-2A/S1M-zlw5giI/AAAAAAAABtM/Go1KCPn18FA/s320/DSCF2439%255B1%255D.JPG&imgrefurl=http://saladasmaquinas.blogspot.com/2010/01/um-bilhete-para-uma-nova-vida-um-aec.html&usg=__ZhdFGln8k0litdODoHgu3yp0Cac=&h=240&w=320&sz=33&hl=pt-PT&start=4&um=1&itbs=1&tbnid=gg6zJblgAaqI4M:&tbnh=89&tbnw=118&prev=/images%3Fq%3Daec%2Bportuguese%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26safe%3Doff%26sa%3DN%26rlz%3D1R2ADRA_pt-PTPT356%26tbs%3Disch:1)
Antes de ser o 117 era o 19.
ResponderEliminarGrato pela menção que, parece, sugeriu comentário a seguir.
Cumpts.
Uma grande novidade. E como irá ser restaurado?
ResponderEliminarCumpts.
Coincidência das coincidências! Se o facto de ter fotografado o autocarro em Caria era uma coincidência curiosa em relação ao nome de Carlos Caria, que mais acima postou o seu comentário, que dizer do facto de, ainda por cima, não lhe ser estranha a recuperação desse mesmo veículo, como venho agora a saber. Coincidências àparte, se o autocarro tivesse sido estimado com devia, não necessitaria de ser recuperado. Mas a noção de preservação do património como legado para as gerações futuras, ainda é muito incipiente entre nós. E no que toca aos transportes, ainda é menos que incipiente. Por exemplo: o Museu Nacional Ferroviário só há pouco tempo foi concretizado. Vai fazendo o que pode, mas pode pouco e por esse país fora, como em Foz-Tua, no Pocinho, em Sernada e no próprio Entroncamento, o material vai apodrecendo. O Museu da Carris, modesto, nem sequer tem dimensão para albergar todo o acervo. Mentalidades mais evoluídas, planearam-no para a defunta Estação do Arco do Cego, ela própria um museu. Mas, mais uma vez, venceu a tacanhez e, desta Estação, resta apenas, ao abandono, a estrutura básica do car-barn, depois de todas as vicissitudes por que passou. Nota positiva: o Museu dos STCP, na antiga Estação de Massarelos, no Porto. Infelizmente, não teve seguidores.
ResponderEliminarIsto que diz é verdade.
ResponderEliminarCumpts.