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sexta-feira, 7 de maio de 2010

A mania do disparate

 Nesta era superlativa as minhoquices mais simples tomam uma desproporção e um descaminho tais que chega a fazer aflição.
 Sobre o deputado dos dedos leves apregoam já uns aos sete ventos que "ai a liberdade de imprensa!" e que violou a sagrada Constituição; outros gemem que, coitadinho, os jornalistas são umas pestes e estavam a judiar com o pobrezinho (admira-me como ainda não chamaram para aqui o bullying).
 Ora as coisas são o que são e nada mais: um fulano, sem autorização, meteu ao bolso o que lhe não pertencia; merece 3 anos de cadeia, diz o Código Penal. Dúvidas só tenho se um apregoado 'fiel depositário' não será ele um receptador. O juiz que decida.
 Quanto ao mais, parecem zaragateiras na praça.


F.A.F. da Silva Ferrão, Theoria do Direito Penal, Lisboa, Typ. Universal, 1856-57
F. A. F. da Silva Ferrão, Theoria do direito penal applicada ao codigo penal portuguez comparado com o codigo do Brazil, leis patrias, codigos e leis criminaes dos povos antigos e modernos, Lisboa, Typ. Universal, 1856-1857.

4 comentários:

  1. É por isso que os nossos políticos são imputáveis a penas até 3 anos de prisão...quando se prova que se corromperam...por vezes até chegam a ser indemnizados...

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  2. Carlos Caria7/5/10 19:01

    Qualquer dia, e antevejo já não muito longe, mesmo respirar será um criem e atentado ao ar disponível para os outros cidadãos.

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  3. O mais sustentável é parar de respirar, sim. Os ambientalistas haviam de começar a dar esse exemplo.
    Cumpts.

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  4. Nenhum político da nossa praça, que eu veja, é imputável. Salvo o Salazar...
    Cumpts.

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