« Não estava previsto [pelos E.U.A. o pagamento do empréstimo feito a Portugal ao abrigo do Plano Marshall]. Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia [de não ser preciso pagar] seria bem recebida, sobretudo numa altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo!"»
Luís Soares de Oliveira, A bem da Nação, apud Corta-fitas, 27/IV/2010.
Stand da firma "Casa Portuguesa", Feira das Indústrias Portuguesas, 1950.
Mário Novais in Biblioreca de Arte da F.C.G..
(Revisto às 25 para o meio-dia.)
Em que século foi isso? No séc. passado, ainda haviam pessoas de palavra........mas poucas, nas ultimas décadas.
ResponderEliminarAssim é. Mas agora há mais democratas.
ResponderEliminarCumpts.
Nesses tempos o povo vivia pobrezinho mas trabalhador.
ResponderEliminarO Estado tinha os cofres cheios de ouro.
Por falar em ouro, desde a "democracia" quanto dele é que já "voou"?
A alguém que me apresente essas contas dir-lhe-ei que esse é o preço dos democratas.
ResponderEliminarCumpts.
O ambiente é cinzento demais (embora goste do cinzento associado a outras cores).
ResponderEliminarA personagem central,(bafienta) teve a virtude de, à época, ter revitalizado as finanças. Devia contudo, ter ficado por ali. De resto, não passa de um pretérito-menos- que- perfeito.
cumprimentos
Pois segundo diz, um pretérito que não chega a ser imperfeito, portanto.
ResponderEliminarCumpts.
A tão virtuosa democracia teve o condão de fazer surgir mais que muitos "pretéritos menos que perfeitos", para utilizar uma expressão de uma leitora acima.
ResponderEliminarA diferença, comparando com o senhor ao centro da fotografia, é que os de hoje apresentam todos os seus defeitos, mas nenhuma das suas virtudes.
Há mais demo......quê?
ResponderEliminarÉ isso que diz; dantes havia gente de palavra; agora há democratas. Isso é que é o diabo.
ResponderEliminarCumpts.
Olhe que não. Cuido que têm defeitos que ele nunca teve...
ResponderEliminarCumpts.
Pois é mas o mais importante é que se hoje temos blogue e podemos falar livremente mesmo dizendo asneiras, seguramente não foi pelos bafientos.
ResponderEliminarOnde é que eu li....... " Sufixo de origem grega, derivado de um verbo que queria dizer dominar ou exercer o poder pela força"?
ResponderEliminarJá vê. É o diabo ou não é?
ResponderEliminarCumpts.
Pois com certeza.
ResponderEliminarCumpts.
De facto, o senhor endireitou as finanças, mas há que analisar outra face do problema económico. Se consultarmos às estatísticas da OCDE, à época, Portugal ficava muito mal na fotografia nos índices de desenvolvimento humano, porque em economia não se faz análises apenas por deficit, PIB e dívida pública. Há outras coisas bem mais importantes para um economista quando analisa o bem-estar e o desenvolvimento de uma sociedade. Por exemplo, a Taxa de mortalidade infantil, a esperança de vida, o acesso da população a cuidados de saúde, a protecção social, o acesso ao saneamento básico, as condições de habitação, taxa de analfabetismo, etc. Nestes indicadores o senhor em causa foi um desastre e fico-me por aqui…
ResponderEliminarCom certeza.
ResponderEliminarCumpts.
Eu, modéstia à parte, também ajudei o tal sr. da foto a sustentar a tão propagandeada prosperidade económica do país, nomeadamente, descontando para um "Fundo de Desemprego" que, à data, nem sequer existia.
ResponderEliminarA.v.o.
Como era possível? Descontar para um fundo que não existia. Pois se descontava, logo existia.
ResponderEliminarSó com o que me diz custa a entender.
E também custa a perceber como é que descontar para um fundo de desemprego sustenta a prosperidade de quem quer que seja, a não ser dos beneficiários do próprio fundo - isto, claro, dando de barato que receber dum fundo de desemprego pode dar prosperidade.
Cumpts. :)
Várias cousas:
ResponderEliminar1. Tirar um país da bancarrota implica poupar. Havia uma frase "trabalhar e poupar" que a igreja, chefiada por Cerejeira, completou "trabalhar, poupar e dar". Querem repetir hoje?
2. Ter os cofres cheios de ouro (as 4as. reservas mundiais, depois dos EUA, URSS e África do Sul, à data do 25 do a) é obra de bom negociador; sobretudo porque a grande fatia se fez durante uma guerra (mundial), negociando com alemães, ingleses e americanos.
3. Este ouro foi gamado após o 25 do a, pois não se compreende que o país estivesse à beira da bancarrota no tempo da AD, e não se tivesse gasto nada em apoio às ex-colónias, nem aos retornados, nem no país (a metrópole). A "Baixa" foi isolada pela PM para tirar o tal ouro do banco de Portugal para "não ser roubado pelos fascistas" (que já se tinham pirado há um ano). Mais tarde apareceu a fábula do ouro nazi. Chatisses com os banqueiros suiços...
País de safados, como dizia o Velho.
Pois das reservas de ouro é como disse: é o preço por que nos ficam os democratas.
ResponderEliminarCumpts.
Simples: o tal "Fundo de Desemprego" existia apenas para descontarem uma percentagem do ordenado dos trabalhores. Se alguém ficasse na situação de desemprego - e, naquela altura era fácil isso acontecer - não tinha direito a qualquer subsídio, i.e., ficava com uma mão à frente e outra atrás, como se costuma dizer. Para onde ía o dinheiro, não sei. E queixar-se ao sindicato não adiantava nada, porque eram todos controlados pelo Estado. Ah!E o horário de trabalho era de quarenta e nove horas e meia por semana e férias eram só uma semana, após 8 anos de serviço e muito juizínho. Bons tempos aqueles, sim senhor!
ResponderEliminarA.v.o.
Ter os cofres cheios de ouro quando os indicadores de desenvolvimento humano eram dos piores da OCDE pode revelar transtornos psicológicos graves como a avareza. O apego mesquinho e excessivo ao dinheiro, transformando-o num ídolo e não num meio instrumental para cria riqueza, desenvolvimento e bem-estar é um erro de quem não sabe lidar com dinheiro ou, pior, revela deficiências de carácter. Como o senhor em causa de ignorante não tinha nada, talvez o dilema se resolva esmiuçando as profundezas do seu carácter. “Pobrezinhos mas honrados” era o lema, mesmo que a mortalidade infantil fosse a mais elevada da OCDE. Hoje estamos na vertigem do oposto: “ricos” e endividados e com uma das menores taxas de mortalidade infantil da OCDE. É o eterno problema político: a arte da escolha ou arte do possível e a gestão das expectativas…
ResponderEliminarNão me parece que o sentido do verbete seja a avareza. O apego ao dinheiro sem perspectiva de criação de riqueza vejo-o sobretudo na plutocracia em que vivemos.
ResponderEliminarCumpts.
Do que diz e parece-me esse 'fundo' uma vigarice. grosseira. Mas acredite que os governos neste género de coisas são sempre mais elaborados.
ResponderEliminarCumpts.