Do Cais das Colunas aos escritórios da Pan-Am, passando pelo Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo (o nome oficial). Pedaços de filme do arquivo norte-americano montados por Spielberg. O que se passava no Tejo em Abril de 1943 e que suscitou interesse aos norte-americanos ia dos grandes navios fundeados ou acostados, ao suave vogar das fragatas. E também, claro, a actividade no mar da Palha à roda da doca de Cabo Ruivo e dos hidroaviões de carreira – ou clippers, à americana – da Pan-Am, aqui apresentados em bucólicas cenas tomadas dos Olivais. O filme acaba nos escritórios da Pan-Am em Lisboa, que não sei ao certo onde eram.
O filme é mudo, tem só aquele ruído característico das máquinas de projectar, por isso vai sem som...
Porto de Lisboa, Abril de 1943
(Spielberg, Lisboa, Encruzilhada da Europa, U.S.H.M.M.)
Adenda: Jane Froman, That Old Feeling.
Belo documento histórico! Ainda me lembro de ir ver os hidroaviões ao "Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo". Boa Pascoa.
ResponderEliminarComo é que descobriu esta preciosidade? Os escritórios da Pan Am foram durante muitos anos no edifício de gavêto da Av. Liberdade para a R. dos Condes, frente ao antigo cinema Condes. Mas não me parece serem estas instalações as que aparecem no filme. Provavelmente serão as da Agência Arnauds, no nº 152 da R. Augusta (bate certo com a passagem do "eléctrico", com o formato da porta e com a data)representante em Lisboa da Pan Am (Duas Inglesas Em Portugal - Uma Viagem Pelo País Nos Anos 40, Ann Bridge & Susan Lowndes. Ed. Quidnovi, pág.313, 12ª linha).
ResponderEliminarObrigado pela hiperligação. Levou-me a um blogue extremamente interessante, sob todos os pontos de vista.
Votos de uma boa Páscoa.
A.v.o.
Em Fevereiro de 43, afundou-se um na manobra de amaragem.
ResponderEliminarTerá o filme relação com isso?
Abraço
Obrigado! Boa Páscoa também!
ResponderEliminarCalhou enquanto andava no rasto dos 'clippers'.
ResponderEliminarDeixei a Pan Am no ar... A sua hipótese da Rua Augusta faz sentido. Não me ocorreu procurar nesse livro.
Cumpts.
Exactamente. Foi o Yankee Clipper. Uma manobra mal calculada na amaragem, parece, levou o avião a bater com a asa esquerda na água e deu-se o desastre.
ResponderEliminarPodem partes do filme ter sido motivadas (também) pelo desastre, sim. Outras parecem-me dirigidas ao esforço de guerra norte-americano. Esta montagem foi realizada sob o tema do Holocausto; neste caso versa sobre Portugal e o trânsito dos refugiados. É com certeza uma selecção de material do arquivo a condizer.
Cumpts.
Esta história dos hidros de Cabo Ruivo tem-me dado que pensar. Pontos assentes: existiram três hidro-aviiões na doca que eu conhecía como de Cabo Ruivo mas que, actualmente, é mais nomeada como dos Olivais. Os aparelhos (Sunderland - como vim a saber mais tarde) perteceram à empresa Aquila Airwais. O nome estava esctito nos planos verticais das caudas, em letras sumidas mas perfeitamente legíveis. Isto eu ví, claramente visto, como disse Camões. Além de haver fotos que o documentam. Mas nos filmes e fotos dos Clipper dos anos 40, não aparecem as muralhas da doca, apenas mar aberto e quanto aos edifícios, nunca os conhecí. Concluo que, provávelmente, nessa época a Doca de Cabo Ruivo ainda não tinha sido construída e a gare aero-portuária situar-se-ía na margem do Tejo, mais coisa, menos coisa, no local onde, mais tarde, sería construída a doca ou talvez um pouco mais a jusante. Permanece o mistério da aero-gare. Tería sido demolida aquando da construção da doca? Não sei. Mas gostava de saber. Haverá alguém que me elucide?
ResponderEliminarNão sei dizer. Deste filme dá impressão que o desembarcadouro é mais chegado à Matinha (a jusante): pela posição da chaminé da fábrica do gás e pelos depósitos da mesma. Mas o filme não esclarece. O mais certo é a aerogare ter sido onde parece que é certo que foi. Os (des)arranjos que sofreu não sei.
ResponderEliminarCumpts.
Bom dia,
ResponderEliminarNa Biblioteca arte da Gulbenkian (Flickr) existem algumas fotografias da construção do aeroporto marítimo de Cabo Ruivo (Mário Novais – álbum de Transportes marítimos).
Estas fotos referem-se à projectada construção de um novo aeroporto marítimo na doca dos Olivais, iniciadas pela AGPL em 1947.
Em relação aos hidroaviões da Aquila Airways que estavam em Cabo Ruivo, eram Short Solent e não Short Sunderland.
Havendo interesse pela nossa história da aviação, vale a pena o registo no fórum Voaportugal.
PF
Grato por mais estas indicações também. Cumpts.
ResponderEliminarGostava de saber se é possível obter este filmne e em caso afirmativo, onde.
ResponderEliminarO filme está em
ResponderEliminarhttp://media.ushmm.org/FilmVideo/mp4/RG601157_09142004_1243.mp4
Leva algum tempo a descarregar.
Cumpts.