« Eu estava a quatro passos – confirma o pintor [Artur de] Melo. – Um homem subiu às traseiras do carro, olhou o rei cara a cara e deu-lhe um tiro de revólver. Vi um fumozinho branco sair-lhe do pescoço e, cem anos que eu viva, nunca mais me esquece a expressão de espanto daquela máscara. »
Raul Brandão, Memórias, Tomo I, Relógio d'Água, Lisboa, 1998, p. 148.

Achille de Beltrame, Domenica del Corriere, 9-16/2/1908.
[O regicídio foi há 102 anos...]
Só que o assassino não olhou o Rei cara-a-cara, não teve essa coragem, mas sim atingiu-o pelas costas, com um tiro de espingarda americana Winchester, e não com um revólver. O Príncipe D. Luís Filipe é que, depois de ter abatido um dos assassinos, foi morto com um tiro de revólver que lhe desfez parte da cara. E assim, Caro Bic, através um acto infame, deu-se início àquilo que viria a ser a república.
ResponderEliminarQualquer coisa que comece com um acto bárbaro - ainda por cima tratava-se de um Rei honesto e competente, ao contrário dos canalhas (republicanos) que hoje nos desgovernam - nunca será coisa boa, como aliás a História nos tem vindo, infelizmente, a provar.
E dois anos depois, em 1910, houve aquela encenação vergonhosa na Praça do Município, com uma «aclamação» que contou apenas com meia-dúzia de carbonários, tão poucos que cortaram a foto oficial para que não se visse que a república só era desejada por um punhado de fanáticos e de oportunistas.
Assim, Caro Amigo, este dia é, para mim, e julgo que para o País, um dia de luto. Pelo Rei, pelo Príncipe, e pela Pátria. E comemorações republicanas que as façam os traidores que se têm vindo a banquetear com a carne e o suor da Pátria.
Como dizia um grande Amigo, já falecido, aquando de uma missa por alma de D. Carlos e de D. Luís Filipe: «O Rei não precisa de missas, pois está muito bem, junto ao Pai; quem precisa de missas, e muitas, são os assassinos, pois as suas almas não deverão estar nada bem, pelo crime que cometeram...»
Um grande abraço, e perdoe-me, meu Caro, este desabafo num dia para mim muito triste.
Julgo que tem razão. Consultei o «Dossier do Regicídio» (cap. 5, O Instante Fatal) que diz que el-rei foi atingido fatalmente no pescoço, por trás, pelo Buiça. Por engano põe um diagrama que lhe dá o ferimento no pescoço como tendo entrado pela frente.
ResponderEliminarO Costa, quando saltou para o estribo do landó, também alvejou D. Carlos, já sem vida. Cuido que o pavor que fez fugir o pintor Melo o ajudou a misturar tudo. Ou então foi o Raul Brandão ao transcrever.
Ouvi hoje que os do barrete frísio retiraram o Buiça e o Costa do foguetório do centenário - disse um comentarista encartado de manhã no Rádio Clube. Mas ele achava mal. O Buiça e o Costa merecem - segundo o comentarista - figurar na comemoração da República.
Eu também acho. Eles - e já agor o comentarista - ajudavam muito a compor o ramalhete.
Cumpts.
como diz o povo, "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita"...e , citando uma frase da obra Frei Luis de Sousa que memorizei na escola, " voz do Povo, voz de Deus, senhora minha mãe!".
ResponderEliminarum crime infame
ResponderEliminarNo dia 1 de Fevereiro de 2008 o regime republicano teve um oportunidade única de se reconciliar com História de Portugal na Assembleia da República.Circulava na net uma petição de milhares de cidadãos a pedir isso. Não o fez a pretexto de não querer re-escrever a História. Por recomendação da ASAE da História de Portugal, o Bloco de Esquerda.
ResponderEliminarCumpts,
Afonso Henriques
Odioso. Cumpts.
ResponderEliminarA historiografia contemporânea e o bloco têm muito para recomendar.
ResponderEliminarCumpts.
Talvez haja de ser à paulada, que é maneira popular.
ResponderEliminarCumpts.
e graças a ele estamos como estamos
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