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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Metro: Campo Pequeno

 Como uma banal fotografia duma saída do Metro nos dá uma cidade completamente transfigurada! O quarteirão da Avenida da República ao fundo, entre o Campo Pequeno e a Barbosa du Bocage, está irreconhecível. Foi todo demolido.

 Gente bem apresentada saindo do Metro.

 Nem a cidade nem a gente têm hoje tão bom ar, parece-me... - A cidade, decididamente, não tem!



Metro: Campo Pequeno (H. Novais, anos 60)

Metro: Campo Pequeno, na esquina da Av. de Berna, Lisboa, anos 60.

Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

25 comentários:

  1. Carlos Portugal27/2/10 16:33

    Tem toda a razão, Caro Bic! Nem a cidade, nem as gentes... Resvalamos da civilização para a barbárie, para as «Eras Negras» que sobrevieram à queda do Império... (Romano, há 1500 anos, Português, no presente).

    Bela e nostálgica foto (bem no início da década de 60, pelos carros e trajes).

    Cumprimentos.

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  2. Também noto sinais de fim de ciclo. Pode ser só impressão.
    Cumpts.

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  3. Carlos Portugal27/2/10 18:37

    Não será só impressão, Caro Bic. Infelizmente, pois a degradação nada tem de agradável, e ainda menos de épico.

    Cumprimentos.

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  4. Nestes tempos havia patriotismo e muito orgulho em ser português...havia menos bandalheira e mais civismo...sem ser saudosista ou fascista, todos sabemos que Portugal era um País...afinal a liberdade de Abril pouco nos trouxe de bom, uma vez que foi confundida muitas vezes com a liberdade de tudo se poder fazer ao abrigo da "democracia"...

    Será que os genes lusitanos são os mesmos ou degeneraram em "tuguismo"??

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  5. Caro Gastão mas há lá coisa mais bonita do que ver a roupoa interior de garotos e garotas, ou até a falta daquela nestas?!?! Há lá coisa melhor do que ir na rua e ver garotas vestidas como meninas frquentadoras de casas duvidosas e moços a segurarem com as mãos as calças (com certeza que as compraram folgadas já a contar poderem engordar!)?!? Há lá coisa melhor que ver ruas sujas, paredes riscadas ao abrigo da liberdade?!?!
    Eu não sou saudosista, eu não sou fascista, eu não comparo a Lisboa de hoje (ou outro sítio qualquer) à Lisboa de há 50, 40 ou 30 anos, pois só tenho 27. E considero que o facto de ter nascido em plena liberdade não me dá o direito de abandalhar a cidade onde vivi 8 anos ou andar na rua como se fosse um palhaço ou ignorando por completo o significado de pudor...

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  6. Ah! Tenho que acrescentar, gostei muito da imagem. Lisboa seria mais bonita se ainda tivesse o Campo Pequeno assim.

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  7. Cara Luísa:
    Como tenho o dobro da sua idade, posso-me dar ao luxo de ser saudosista. Não por ser fascista - não sou, mas também o Estado Novo não o era (mais uma cretinice propalada, dos bárbaros que nos tomaram de assalto), pois era corporativista - mas por poder comparar; e, asseguro-lhe, o sentimento de opressão e vigilância policiesca de agora é muito maior e pesado do que era na altura. Quanto a liberdade de expressão, vai pelo mesmo caminho. E nos dias de hoje há que acrescer a bandalheira generalizada que refere, a ausência total de ética, honra e escrúpulos, e a falta daquela luz tão clara que tornava Lisboa tão especial. Por isso é que se chamava assim (de Lux Buna ou Luz Boa, e não Olissipo).

    Cumprimentos.

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  8. Carlota joaquina28/2/10 12:02

    Também tenho o dobro da idade da Luisa E já lá diz o povo e muito bem ."Atrás de mim virá quêm justiça me fará "

    Afinal continuamos na mesma ou ainda pior .

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  9. Que bonitas moradias, parecem autênticas casas de bonecas. Até a claridade de Lisboa (famosa cá e lá fora), bem patente nesta fotografia, parece ter desaparecido para sempre, como muito do que era normal e corrente na sociedade portuguesa, como por exemplo e só para referir dois aspectos fundamentais, o civismo absoluto e o respeito total pela autoridade e pelo próximo e que tanta falta nos fazem e a enorme saudade que nos deixam. De facto este troço da cidade está completamente irreconhecível, como diz. A cidade de Lisboa está uma autêntica desgraça. A famosa democracia trouxe-nos muita coisa "boa" - como os democratas não se cansam de proclamar, mentindo alarvemente, há 36 anos para convencer os incautos e o bom povo crente - principalmente uma degradação total das instituições, uma violência como nunca se viveu em Portugal, roubos diários dos mais simples aos mais violentos, mega corrupções e traficâncias nas mais altas instâncias do Estado e da sociedade civil, libertinagem da mais desbragada, desrespeito absoluto pelos mais velhos, etc., etc. Já para não falar na reles classe política e não só, que mais parecem salteadores de estrada. Quanto à justiça que nos devia proteger como povo (é para isso que ela existe) e que tão carente está dela, é simplesmente inexistente. Se isto não são bençãos "magníficas" que os democratas nos trouxeram, então não sei o que lhes hei-de chamar. Na verdade devemos-lhes tantos e tão grandes favores que nem uma vida inteira nos chegaria para lhos agradecer. Sim, não há dúvida, nós povo português estamos-lhes eternamente gratos. Dito doutro modo, estamos-lhes eternamente gratos sem dúvida alguma mas por nos darem motivos de sobra para os amaldiçoarmos enquanto nos restar um sopro de vida.
    Maria

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  10. Fomos reeducados nisso do tuguismo, fomos. Foi um êxito: Portugal ficou uma migalha, mas assaz nutrida de professores mais ou menos scolaris. E figos...
    Cumpts.

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  11. Quando não havia liberdade havia o dever de não abandalhar. Já viu a opressão?!...
    Cumpts.

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  12. Attenti al Gatti28/2/10 22:37

    Curiosa foto, sem dúvida. Dos edifícios que se avistam em fundo, só resta o palacete à direita, junto ao autocarro. E mesmo esse, esteve, vai não vai, para dar a alma ao criador. Os restantes marcharam todos. Não eram obras-primas arqitectónicas, é certo, mas os pardieiros a armar ao pingarelho que vieram a seguir são, seguramente, bem piores.
    Note-se o sinaleiro, figura práticamente extinta nos dias de hoje. Com o fim dos do Grilo e de Xabregas, só restam os do Museu dos Coches e do Principe Real. Este será, provalvelmente, o último a ser extinto. Devido à proximidade, seguirá dalí, directamente, para o Museu de História Natural.
    Atente-se, também nas pessoas que estão no acesso ao Metro: parecem manequins. Demasiadamente bem vestidos para o dia-a-dia e em pose pouco natural (veja-se o fulano de cabeça encostada ao gradeamento). Dá a impressão deuma foto encenada.
    A.v.o.

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  13. Carlos Portugal28/2/10 22:52

    Nem mais, Caro Bic!

    Cumprimentos.

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  14. Carlos Portugal28/2/10 22:54

    «Dá a impressão de uma foto encenada». É bem provável. O que não invalida o ambiente geral.

    Cumprimentos

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  15. Na mesma não estamos.
    Cumpts.

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  16. Como há-de Lisboa ter a mesma luz se os mamarrachos que plantam só fazem sombra?
    A democracia trouxe-nos os democratas, para começar. Portugal é que não teve a essa sorte porque acabou logo aí.
    Cumpts.

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  17. O palacete que diz foi demolido; é na Av. da República, nº 50, na esquina com a Barbosa du Bocage, onde há uma consultora ou algo assim.
    A fotografia parece ter figurantes, sim, mas não teve grande trabalho de encenação; esse fulano que diz mais parece um curioso atrevido a quem o fotógrafo ignorou. E os figurantes ignoraram o fotógrafo, claro.
    Cumpts.

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  18. Attenti al Gatti1/3/10 23:36

    O palacete sobrevivente de que falo, é o que se situa na esquina da Av. de Berna com a Av. da República, do lado do Saldanha e que, num primeiro olhar me pareceu ser o que está junto ao autocarro.
    A.v.o.

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  19. Esse conserva-se. Mas há-de ver como o irão abafar...
    Cumpts.

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  20. Anónimo7/4/13 19:17

    Esse palacete meio Arte-Nova ainda lá está e creio pertencer à Câmara de Lisboa, era/é onde está/va instalada a EMEL...
    Maria

    Nota: Só agora li estes comentários (após o meu), seguindo a ligação que deixou hoje, 7/4/13...

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  21. Anónimo7/4/13 19:21

    Leia-se "amaldiçoar" e não amaldiçoarmos.

    Só hoje e agora:), depois de reler o meu comentário, reparei no erro verbal na última linha.
    Maria

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  22. Esse palacete não está na imagem. Também não sei de a E.M.E.L. habitar ali.
    Cumpts.

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  23. Anónimo8/4/13 02:20

    É o palacete que faz esquina da Av. de Berna para a Av. da República. E sim, parece-me aquele que vejo na imagem. É de cor esverdeada, meio desmaiada. Pelo menos era quando eu lá passava, já vai algum tempo.
    Maria

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