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domingo, 10 de janeiro de 2010

Estrada de Chelas, 204...

Estrada de Chelas 204...
Estrada de Chelas, 204-210, Lisboa, 2009.
In Vistas de rua do Google.

10 comentários:

  1. Attenti al Gatti10/1/10 19:04

    De tenra idade, andei por aquí, pela mão da minha avó materna, mais precisamente pelo Beco das Taipas, que quase se vê nas fotos. Era um tempo em que este local tinha gente, em que o autocarro dava a volta no largo, metendo a traseira na azinhaga, ajudado na manobra pelo cobrador. Era um tempo em que à entrda da Fábica da Pólvora existia um posto da PSP (foi antes de existir a tal Polícia de próximidade) e em que os "magalas" da guarnição militar da fábrica se reuniam,à noite, na "tasca" que ainda hoje existe, onde também paravam umas pequenas que, dizia-se, lhes davam conforto espiritual e físico. Era um tempo em que ainda não se tinham substituido as condutas dos esgotos, cujos trabalhos quase atiraram a ponte dos caminhos de ferro ao chão. Já então existia trafulhice nas obras públicas. Daí as vigas em X que agora unem os pilares. Antes disso, qualquer chuvada mais forte, tornava a Estrada de Chelas num rio caudaloso. Numa dessas ocasiões, um Ford Cortina vermelho, foi arrastado desde a porta do Convento até encalhar entre a padaria (a porta entaipada da foto) e o marco do correio, cujo topo também se vê. Contava-se até que, num dia em que as águas subiram mais rápidamente, a padeira teve de ser retirada pelo teto da padaria.
    Mais valia acabar com esta lenta agonía, arrasando tudo de uma vez por todas, à semelhança do que se fez com a fábrica e área contígua, salvando apenas o painel de azulejos, talvez setecentista, que naquele triste Bêco das Taipas, lembra restos de uma antiga grandeza arrabaldina.


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  2. É mais uma daquelas zonas, como quase todas as de Lisboa, que está há muito ao abandono por causa dos incontáveis planos urbanísticos que nem atam nem desatam!

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  3. O que diz é interessantissimo. Dá vida a uma imagem de nada. Obrigado!

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  4. Estes lugares têm um pitoresco inigualável. Não fora a desgarça em que aciram. Cumpts.

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  5. Adoro ouvir estas histórias! Só fiquei a conhecer este local quando abriu a Av. Central de Chelas e passei a ir/vir para os Olivais utilizando a Estrada de Chelas. São relamente muitissimo pitoriescos. Como gostava que alguém me contasse estas histórias no local...
    Obrigado!

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  6. O problema não é dos planos, mas das pessoas e das instituições que são feitas de pessoas e fazem os planos e também de todos nõs que não somos o suficentemente exigentes para com esses e participamos pouco na vida da nossa sociedade.
    É pena que os planos não aproveitem o que de pitoresco estes locais têm.
    Lembro-me de um exemplo na Alta de Lisboa - a Estrada de S. Bartolomeu era uma das "antigas", com muros, oliveiras, etc, etc...posi já nõa está praticamente lá nada. Não se podia ter feito a ligação entre a Ameixoeira, a nova Alta, o acesso ao Eixo NS numa via nova e deixada a Estrada de S. Bartolomeu para peões e ciclistas?

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  7. Pois...
    No caso em questão (Estrada de Chelas - e, já agora, todo o vale de Chelas), nem se mantém nem se derruba para se construir novos mamarrachos. Espera-se que o tempo faça alguma coisa e vai ficando tudo assim.

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  8. Bic Laranja13/1/10 18:46

    O vale de Chelas seguirá o padrão da tábua rasa que vigora desde os anos 30. Se vigorasse há mais tempo não tínhamos as ruas de São José, de Santa Marta, de S. Sebastião, do Salitre, dos Anjos, de Arroios, de Arroios &c.
    Cumpts.
    (Aquela 'desgarça em que aciram' parece escrita em ruínas; como o vale de Chelas.)

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  9. fernando carvalho rodrigues1/7/10 16:22

    eu posso contar-lhe algumas dessas historias e bastantes. teria muito gosto nisso. Nao vivo nem trabalho em Portugal mas vou muitos fins de semana a Lisboa e terei muito prazeer em contar-lhe historias de Chelas; cresci na Calcada do Teixeira numero 16, com os meus avos; fui aa escola na voz do operario na estrada de chelas 155 por cima da padaria e os meus pais viviam no numero 157. fico aa espera de um email; fcr@hq.nato.int;esqucia-me eu sou de 1947

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  10. Carlos Duarte11/9/11 10:15

    Bem sei do que fala; eu também recordo esses tempos em que o autocarro 13 fazia essa tal manobra; a minha avó viveu no pátio em mostra na foto na barra 1; quando se entrava no pátio era a barra em frente à minha avó - era a Aida deve de conhecer. Obrigado pela foto fez-me recordar velhos tempos que aí passei

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