Esta coisa do ambiental do verde e do sustentável nem sei bem se é uma religião em si mesma se um catecismo (é catecismo por certo, para estimular o consumo, este sim, a verdadeira religião).
Aqui há dias deram na TV um alegado despedido da Qimonda (se não faço confusão) que sublimou o infortúnio publicando um livro de catequese para isto do ambiental e do sustentável (deu nas notícias para não parecer publicidade). Uma prédica deste catecismo agora era todos enchermos baldes e baldes com água fria enquanto o esquentador não aquece o banho. Confesso que me senti cidadão capaz de despejar uns garrafões de água do Luso que guardo ali na despensa para poder aprovisionar toda a água desperdiçada na banheira. (Mais amigo do ambiente, ainda, seria... regar campos de golfe e poupar a água do autoclismo, mas é pouco curial, convenhamos.)
Em tempos era eu mais incréu: certa vez que manifestei a minha descrença no aquecimento global, fundado em que fazia em Portugal um frio dos antigos, recebi réplica dalguém dizendo que - imagine-se - o aquecimento global desviava a corrente do Golfo de fluir para este lado deixando-nos cá sujeitos a um frio mais rijo que dantes. Estranho fenómeno: o aquecimento era global mas Portugal esfriava. - Estaria fora do globo?
Cuido que foi depois disso que os paineleiros da O.N.U. deram pela falha da designação e logo adoptaram as alterações climáticas. Azada mudança: pouparam-nos em Portugal do trauma da exclusão e o ex-aquecimento global tornou-se mais democrático (como a indústria dos cosméticos quando inventou os metrossexuais): serve tanto quando aquece como quando arrefece...
A mim é que já nem uma nem outra.
(Postal in A Filatelia Portuguesa Digital, nº 122, 2004/05.)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Da insalubridade climática
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Nem mais, Caro Bic. O dito «aquecimento global» (ou as «alterações climáticas») de origem antropogénica são uma treta das grandes. E um atestado de ignorância a todos os ditos «cientistas» que enfiem o barrete.
ResponderEliminarComo engenheiro, toda esta fraude global me repugna pois, para começar, viola as leis da Física: o inofensivo (e imprescindível) CO2 é 1,5 vezes mais pesado que o ar, e por isso nunca poderá subir às altas camadas da atmosfera para fazer o tal «efeito de estufa». Limita-se a ficar junto ao solo, a ser reciclado na fotosíntese das plantas (sem ele não haveria flora) e o remanescente a diluir-se nas águas dos rios e oceanos.
Também, se os gelos polares derretessem, um simples cálculo mostraria que a subida do nível dos oceanos seria apenas devida a gelo assente sobre placa continental, e não passaria de um ou dois centímetros. E para isso seria preciso que a Terra aquecesse mais de 50º C. Estaríamos assados antes disso.
Assim, o festival de ignorância e má-fé que é o encontro de Copenhaga destina-se apenas a:
1 - Impedir a industrialização do 3º Mundo, para que não faça concorrência às multinacionais do 1º e lhes continue a fornecer mão-de-obra quase escrava;
2 - Lançar impostos extorsionários sobre as populações, com a desculpa estúpida (a todos os níveis) da «pegada climática»;
3 - Abrir novos nichos de mercado para as energias ditas «renováveis», a maior parte das quais são um autêntico «bluff» para qualquer engenheiro ou físico que saiba analisar as coisas. Estas apenas se destinam a encher os bolsos das «corporations» dos amigos...
E para que esta impostura pegue, criam uma «religião» de fanáticos, reconduzidos do «New Age», tão cegos e violentos quanto os extremistas xiitas ou os Torquemadas do Santo Ofício espanhol. É a religião do «Greening», como já foi apelidada e, como o meu Caro muito bem escreve, apenas serve o consumo, a favor dos grandes lobbies do «ambiente».
Mas a Natureza está-se nas tintas para o «politicamente correcto» e para o «greening» (thank God!) e prepara-se para nos brindar com mais uma das suas glaciações cíclicas, com toda a força de que dispõe, perante a qual toda a influência humana (com sistemas HAARP, bobinas Tesla gigantes, pulverização de aerossóis) terá o peso de um grão de ervilha.
Por isso, os trapaceiros da ONU e de Copenhaga alteraram a designação. De resto, a cassete é a mesma...
Preparemos as nossas lareiras, Caro Amigo, e talvez desfrutemos de alguns Natais brancos...
Cumprimentos
Aqui no Cais Sodré, o observatório da toxicodependência foi edificado bem Tejo a dentro. Tomarão drogas? Na Expo ninguém se preocupa em ficar com os pés molhados. Serão casas lacustres? E a sociedade Frente Tejo não se chateia da 'requalificação' que pariu para o Terreiro do Paço vir a ficar submersa.
ResponderEliminarSó temo que no fim os contentores da Liscont/Mota-Engil se tornem submarinos...
Grato pela explicação. Cumpts.
E nunca ninguém fala no facto de há 1000 anos (mais semana, menos semana)os vikings terem chegado a uma terra do outro lado do mar e à qual lhe deram o nome de Grønland (terra verde para os mais distraídos), a actualmente conhecida Gronelândia!
ResponderEliminarBem lembrado. Cumpts.
ResponderEliminarNem mais, Caro Ricardo! Terra essa que foi abandonada cerca de um século depois por se ter tornado inabitável devido ao avanço do gelo. Entretanto, o navegador viking Leif Ericson já tinha chegado às costas da que ele chamou Vineland (possivelmente a Terra Nova ou as costas do continente norte-americano), fundando uma pequena colónia, em breve abandonada por motivos... não-ambientais.
ResponderEliminarE, muito mais tarde, pelo Séc. XVII, tivemos na Europa um «ante-arremedo» do «big freeze», com a Pequena Glaciação, em que o rio Tamisa gelou todo o Inverno, e Portugal estava sob o jugo filipino, com Invernos tão frios que a fome grassava no interior.
Cumprimentos.
Essa Pequena Glaciação durou até ao início da Revolução Industrial, pelo que há quem defenda que o aumento das temperaturas registado a partir de 1850 (mas antes já haveria registos fidedignos?) se deve não só à actividade humana, mas também (e nalgumas teses chega-se a dizer que apenas) a variações naturais.
ResponderEliminarConfesso que senti dificuldade em entender o objectivo deste artigo!
ResponderEliminarSeja como for, algumas correcções (nada relevantes), o "alegado despedido", não foi despedido mas sim encontra-se em layoff.
O "livro de catequese" não se debruça em assuntos relacionados com "isto do ambiental e do sustentável", mas está sim relacionado com a micro-poupança ou poupança doméstica.
Dado que conheço pessoalmente o autor, que infelizmente se encontra numa situação profissional instável, achei por bem deixar aqui essas correcções.
Fez bem, obrigado!
ResponderEliminarO louvável conselho de poupar água num livro sobre economia doméstica, empolado pelos arautos do Apocalipse dum qualquer jornal da tarde, ecoa logo como prédica para a Salvação, há-de concordar; é o livro aqui, portanto, um mero exemplo dum abominável estilo de noticiário doutrinário - tanto pior quando (e por analogia) se atapeta caladamente o país de campos de golfe sorvedores de rios de água (e daqui a imagem).
Socorri-me da notícia do livro como exemplo da doutrinação que por aí vai para essa nova religião 'ecológica'. Contra o livro em si mesmo e o seu autor, nada me move, bem entendido.
Cumpts.