Mera curiosidade que permite circunscrever a data duma fotografia.
« A segunda versão da carreira 1A nasceu oficialmente (em 25 de Março de 1960) para colmatar o desvio da carreira 1 para a Ameixoeira, mas de facto os desdobramentos para a Rotunda da Encarnação já existiam [havia] bastante. A importância desta carreira levou a que fosse autonomizada em 1964 com o número 45, dando origem à terceira família de descendentes da carreira 1.»
Entretanto outro dado talvez pudesse circunscrevê-la (a fotografia) apenas de 25 de Março, como vimos acima, a 11 Outubro de 1960...
« Por forma a melhorar o serviço de autocarros na Avenida da Liberdade, a partir do dia 11 de Outubro de 1960 (3ª feira) a paragem da carreira 1A a meio desta avenida é substituída por duas novas paragens, junto aos cruzamentos com a Rua das Pretas e com a Rua Alexandre Herculano. Mantêm-se as paragens nos Restauradores e no topo Norte da avenida, junto à Praça Marquês de Pombal.»
O 1A sobe aqui a Avenida um pouco acima da Rua das Pretas. Não me parece haver por lá ainda a paragem nova (guio-me pelo lado descendente, o mais visível). Mas talvez esteja escondida...
Avenida da Liberdade, Lisboa, 1960-64.
Original: Estúdio de Horácio de Novais, in Galeria da Biblioteca de Arte da F.C.G.
Notas: dados sobre as carreiras da Carris colhidos em Cruz-Filipe, História das Carreiras da Carris (resumo); a cantiga do Nat King Cole é para dar (se tocar) ambiente a essas imagens antigas por aí abaixo...
Isto é maravilhoso!
ResponderEliminarObrigado! Cumpts.
ResponderEliminarJá repararam na senhora que está atravessar a Avenida .
ResponderEliminarIsto hoje seria impensavel , ou então alguém com têndencias suicidas .
Carlota Joaquina
Que saudades! De 57 a 59 (4 de Abril) quando fui para a tropa, trabalhei numa loja na Rua das Pretas. Morava no Campo Grande (Bairro de Alvalade). Ainda havia eléctricos mas viajei algumas vezes no 1 para vir até à Avenida. Velhos tempos. Querida Lisboa, já não és a minha cidade. Deram cabo de ti!
ResponderEliminarTalvez não. Repare.
ResponderEliminarCumpts. :)
Pois deram. Cumpts.
ResponderEliminarEsse período de tempo de 25 de Março a 11 de Outubro, parece ser confirmado por alguns indícios da foto: As árvores cobertas de folhagem, as roupas leves dos personagens, a começar pelo que está no limite esquerdo e pelo pára-brisas do autocarro, levantado, o que indica tempo quente. Quanto às paragens nos locais indicados, se alguma vez lá estiveram, não tenho disso recordação. Sempre as conhecí no lugar que actualmente ocupam.
ResponderEliminarA.v.o.
Sim. A chap parece ter sido batida nos meses quentes.
ResponderEliminarCumpts.
Gosto especialmente dos toldos que surgem ao lado direito; das pessoas sentadas nos bancos do outro lado da rua; dos carros que “inundam” a Avenida (agora é mais um maremoto…) e do senhor à esquerda, que parece tirar qualquer coisa duma carrinha (seria para uma das lojas ali perto?). Se fosse hoje em dia estaria por certo “espalmado” no chão!...
ResponderEliminarQue maravilhosa viagem no tempo (e a música então...)! :-)
Abraço
se fosse a patrícia lousinha seria pior.
ResponderEliminarO senhor que diz estacionou carro na avenida sem qualquer problema. Tal como os que se v~eem do lado dos toldos. Isto sim, era um 'boulevard' á grande e à francesa. Algo que o Rosa Araújo e o Ressano Garcia sonharam.
ResponderEliminarCumpts.
?
ResponderEliminarCumpts.
Curioso....como uma coisa tão banal também têm uma história tão engraçada....a história das carreiras dos autocarros em Lisboa...excelente post...
ResponderEliminarAh! Muito obrigado!
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