Houve hoje notícia da recuperação dumas pistolas fabricadas em 1817 para uso pessoal do rei D. Pedro IV. A bem do rigor, melhor seria dizer 'para uso do príncipe D. Pedro'. Em 1817 reinava D. João VI (aclamado no Rio de Janeiro em 1816 rei de Portugal, Brasil e Algarves...). D. Pedro casou justamente naquele ano de 1817 com a arquiduquesa D. Leopoldina da Áustria e é bem possível que a manufactura das pistolas pelo mestre armeiro do arsenal de Lisboa, Tomás José de Freitas, tenha que ver com o casamento do príncipe, mas não garanto.
Foi uma boa notícia, porém.
D. Pedro de Alcântara (1798-1834) - Imperador do Brasil (de 1 de Dezembro de 1822 a 7 de Abril de 1831), Rei de Portugal por breves dias (20 de Março a 8 de Abril de 1826), duque de Bragança e regente de Portugal (2 de Fevereiro de 1832 a 19 de Agosto de 1834).
Nota:
Quereria publicar aqui a prova original contemporânea (ou prova actual de negativo original) de S.M.I. o Senhor D. Pedro, da colecção de Eduardo Nobre (in Família Real: Álbum de Fotografias, 2ª ed., Quimera, [s.l.], 2003, p. 20), mas é expressamente proibida a reprodução das imagens a partir da obra. Em alternativa fica a reprodução duma litografia de D. Pedro, da autoria de Grevedon, do Museu Imperial de Petrópolis, publicada na biografia de D. Pedro IV recentemente editada pelo Círculo de Leitores.
Essa notícia vem acordar a esperança na recuperação das jóias do Tesouro Real roubadas na Holanda.
ResponderEliminarSim. Mais toda a arte sacra que se tem sumido tanta vez por negligência quase criminosa. Cumpts.
ResponderEliminarIncrível história! De 1973 para cá, muito teriam para contar…
ResponderEliminarRealmente, é bem triste o fadário - e o desrespeito - do património em - e de - Portugal…
Abraço
Portugal acabou. Os seus despojos andam a saque.
ResponderEliminarPor curiosidade: as pistolas andaram sumidas 36 anos; D. Pedro faleceu no ano que faria 36 anos; este verbete saiu-me em 13 de Outubro (publicado a 14) e D. Pedro nascera em 12 de Outubro.
Cumpts.