
Campanha eleitoral: palco com rodas, Saldanha, 2009.
Fotografia: Quero andar a pé! Posso?
Uma reclamação ao M.E.P. obteve uma resposta em redondilha maior que quando cantada dá a já costumeira cacofonia democrática:
Com o devido respeito pela sua opinião, gostaria de lhe dizer que o Movimento Esperança Portugal não "estaciona” o autocarro em cima do passeio. O Movimento Esperança Portugal está em campanha eleitoral [...] Considere o nosso autocarro um palco com rodas. É isso mesmo que andamos a fazer e não tem nada a ver com estacionamento.
Rui Nunes da Silva, M.E.P..
(*) Crismado por Carlos Medina Ribeiro.
Lisboa está cheia de "palcos com rodas" em cima dos passeios e o MEP está no bom caminho para não ir a lado nenhum.
ResponderEliminarPalco, barraca de circo ou abóbora da Gata Borralheira tanto dá. Nas campanhas eleitorais suspende-se o Código da Estrada. Cumpts.
ResponderEliminarEste palco tem uma boca de cena algo acanhada! Para compensar tem uns bastidores grandotes!
ResponderEliminarDe facto, não há esperança, Portugal!
Tudo isso é muito bonito… Só é pena que seja Lisboa o palco de tão grandes palhaçadas!… :-X
ResponderEliminarAbraço
O interesse dos passeios livres é que as pessoas possam passar. Contudo, por vezes, por circunstâncias devidamente justificadas, os passeios podem ser usados para outros fins (obras, feiras, espectáculos, campanhas eleitorais, etc.).
ResponderEliminarUmas vezes esse uso reduz o passeio disponível, outras vezes elimina mesmo a possibilidade de usar o passeio.
No caso do autocarro do MEP , trata-se de uma forma de divulgar publicamente uma mensagem política que justifica uma utilização temporária (sim, de uma hora ou duas em geral, e mudando diariamente de local, apenas durante a campanha oficial). Como se pode ver pela foto o autocarro não ocupa todo o passeio e, para quem estiver habituado a andar a pé na zona do Saldanha, saberá que se trata de uma placa central pouco usada no sentido N-S .
Vendo a foto com atenção poderão também reparar que o autocarro não está abandonado mas que está acompanhado de alto-falantes usados para difundir a mensagem política.
Globalmente parece-me que reduzir a discussão a saber se está ou não um autocarro em cima do passeio é tão adequado como dizer que não se deviam fazer obras do Metro em Lisboa porque ocupam o passeio durante mais de uma hora.
Curiosamente logo à esquerda do autocarro do MEP podem ver-se os tapumes das obras de extensão do Metro que obstruíram gravemente os passeios da Av. da República durante muitos meses.
Está certo!
ResponderEliminarJá agora, estará o chão por baixo daquela calçada devidamente compactado para aguentar com aquelas toneladas em cima? É que já assisti a várias paragens destas, todas por pouco tempo, e que resultaram em passeios abatidos, claro que por mais tempo!
Li os seus argumentos, mas pergunto. Uma campanha eleitoral suspende o Código da Estrada? Se sim...
ResponderEliminarAs obras e o condicionamento do trânsito estão previstas. Cumpts.
Não tenho qualquer indicação de que tenha havido danos nos passeios provocados pelo autocarro.
ResponderEliminarBic
ResponderEliminarUma campanha eleitoral está ao abrigo de princípios mais fundamentais do que a mera ordenação do trânsito. Tal como uma manifestação na via pública provoca cortes de trânsito, por exemplo.
Suponho também que tenha tacógrafo e o I.M.V. em dia. Cumpts.
ResponderEliminarÉ uma festa. Cumpts.
ResponderEliminarSem dúvida que são elevados princípios a que nos devemos todos vergar.
ResponderEliminarCumpts.
Essa do M.E.P - Movimento Estaciona no Passeio, a ilustrar a foto foi de mestre. O resto são desculpas de mau pagador. Tería sido mais airoso aceitar, desportivamente, a "estocada".
ResponderEliminarA.v.o.
Mérito do sr. Carlos Medina Ribeiro digno de louvor, sim senhor.
ResponderEliminarCumpts.