Não, a memória destes sítios já há muito que estava conspurcada. Pelo menos desde os meados do século passado, em que estes palacetes se tornaram colmeias humanas. E não tem a vêr com a pior ou melhor fama dos bairros que sucederam a estas quintas arrabaldinas. Ainda está viva muita gente que almoçou ao ar livre onde hoje é a piscina das Olais. Ou no pinhal que ficava (ainda existe uma amostra) na confluência da Av. do Brasil com a Gago Coutinho, junto ao Relógio. Tem a vêr com a perda de identidade e com o lucro fácil. Os fantasmas do passado ainda lá estão, tal como mostra a foto. E ainda lá está (nem sei como!) o magnífico lago, com duas ilhotas ligadas à margem por pontes com decoração vegetalista que, dizia-se, desenhava o perfil do Marquês de Pombal. Mas, com a erva alta que tem, nem dá para perceber que era um lago, quanto mais para saber se tem, realmente, o perfil do Marquês. A.v.o.
A má fama adensou-se pelo estúpido plano de guetos levado a cabo na Lisboa Oriental. Ainda me admira que a desgraça social amplificada seja objecto de peneiras de arquitectos ignorantes. É tudo uma ruína: do mau gosto pós-moderno às velhas quintas apalaçadas. No fundo continuamos ali a cricular em azinhagas. Agora mentais. Cumpts.
É uma pena, até porque tem todo o ar de ter sido um sitio lindo!
ResponderEliminarSim. A memória destas quintas bucólicas de Chelas e Marvila anda conspurcada pelos bairros danados que lhes herdaram os nomes. Cumpts.
ResponderEliminarE principalmente pela incúria da Câmara, claro.
ResponderEliminarNão, a memória destes sítios já há muito que estava conspurcada. Pelo menos desde os meados do século passado, em que estes palacetes se tornaram colmeias humanas. E não tem a vêr com a pior ou melhor fama dos bairros que sucederam a estas quintas arrabaldinas. Ainda está viva muita gente que almoçou ao ar livre onde hoje é a piscina das Olais. Ou no pinhal que ficava (ainda existe uma amostra) na confluência da Av. do Brasil com a Gago Coutinho, junto ao Relógio. Tem a vêr com a perda de identidade e com o lucro fácil.
ResponderEliminarOs fantasmas do passado ainda lá estão, tal como mostra a foto. E ainda lá está (nem sei como!) o magnífico lago, com duas ilhotas ligadas à margem por pontes com decoração vegetalista que, dizia-se, desenhava o perfil do Marquês de Pombal. Mas, com a erva alta que tem, nem dá para perceber que era um lago, quanto mais para saber se tem, realmente, o perfil do Marquês.
A.v.o.
São os fantasma de Lisboa… um pouco por todo o lado! :-(
ResponderEliminarAbraço
A má fama adensou-se pelo estúpido plano de guetos levado a cabo na Lisboa Oriental. Ainda me admira que a desgraça social amplificada seja objecto de peneiras de arquitectos ignorantes. É tudo uma ruína: do mau gosto pós-moderno às velhas quintas apalaçadas. No fundo continuamos ali a cricular em azinhagas. Agora mentais.
ResponderEliminarCumpts.
Uma assombração. Só a falta de gosto e de memória se não assustam. Cumpts.
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