« O largo de Arroios - diz Vilhena Barbosa - é célebre na história moderna de Lisboa pelas cenas populares de que foi teatro por ocasião da invasão francesa de 1810. A capital encheu-se de gente fugida das diversas terras do reino ao aproximar-se o exército do general Massena. Algumas praças de Lisboa, e entre elas o largo de Arroios, transformaram-se em acampamentos obstruídos de bagagens, por meio dos quais se aninhavam as famílias desoladas.
O habilíssimo lápis do nosso querido pintor Domingos António de Sequeira fêz um quadro de uma dessas cenas, que consternaram tôda a cidade, desenhando o largo de Arroios, no momento em que se distibuía aos míseros fugitivos, por ordem do Govêrno, a sopa diária. Deste desenho de Sequeira fêz uma grande e excelente gravura Gregório Fernandes de Queiroz, discípulo do célebre Bartolozzi.»
Vilhena Barbosa, Arquivo Pitoresco, vol. VIII, p. 26, apud Luiz Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. I, 3ª ed., Pub. Culturais da C.M.L., Lisboa, 1981, p. 184.
Sopa de Arroios, Lisboa, 1810.
Buril e água forte: Domingos António de Sequeira, Gregório. Francisco de Queiroz, 1813, in Biblioteca Nacional Digital.
E metade da Portugália já se foi.
ResponderEliminarSim. Infelizmente aquele centro comercial duvidoso permanece.
ResponderEliminarCumpts.
E vi estranhas movimentações perto do hospital. Será desta?
ResponderEliminarViu lá o 'Aprovado' da Lisboa 'melhoobra'? Ou terá sido o alcatroamento apressado da Pereira Carrilho para as eleições?
ResponderEliminarCumpts.
Como diz um colega meu: tudo tem a ver com o impasse de Outubro!
ResponderEliminarAli na Portugália fica quase um quarteirão para construir! Fiquei parva com a área, vim de lá agora.
ResponderEliminarUm maná. Melhor que cerveja. Cumpts.
ResponderEliminarTambém o interior da Portugália, junto ao balcão, tem tapumes disfarçados que lhe reduzem o espaço e alteram a fisionomia típica,à excepção do aquário de gosto duvidoso, conhecida de gerações. O que se lá vai passar, ninguém o soube dizer e estes mistérios são sempre inquietantes.
ResponderEliminarA.v.o.
Bem sei. Ficou todavia o balcão pegado aos tapumes para saborear tremoços a 30 cm da 'remodelação'. Cumpts.
ResponderEliminarPelo que disseram ao César Ramos, há respostas se se telefonar. Nada como o fazer.
ResponderEliminarTelefonar a quem? Quem é o César Ramos? Cumpts.
ResponderEliminarDeixe estar. Deixe estar. Já vi. Cumpts. :)
ResponderEliminarO César telefonou para a Portugália para saber. Eu já lá não vou há meses. Há uns bifes deliciosos numa tasquita da Cavaleiro de Oliveira.
ResponderEliminarVim parar aqui ao meio da conversa, sem saber ler nem escrever! Bem, escrever é uma desgraça... meter palavras dentro das caixas de texto é sempre uma surpresa quando a 'arte finaal' sai publicada! Nunca está nada como devia de ser!!...
ResponderEliminarEscrevinhei agora isto tudo, como identificação da minha pessoa: «peixe espada»: 'comprido e chato'!... isto é: um dos visitantes do Dias... o César! Hoje, no "raio de jornalismo" deixei um comentário sobre o que sinceramente penso. E escusava de dizer 'sinceramente', porque o que não sinto, não digo.
Esqueci de dizer à T, aquando o meu telefonema para a Portugália, que o Empregado que atendeu também me disse que eles vão fazer uma remodulação, deixando mais ou menos tudo com a mesma traça [não é traça dos bitoques], modernizndo o ambiente geral em conformidade com o aspecto tipo "chapa 1" do grupo Portugália!
De facto, quando vi o 'cliché' que a T captou daquilo tudo, temi pela Portugália! Parece que estava para ir... a seguir!... daí, eu ter telefonado para tentar saber algo!
Gostei de ter estado aqui um bocadinho a conversar no seu Blog!
Um abraço do César
Juntamente com os muitos alvos a abater naquela desgraçada Avenida!.. .
ResponderEliminarNão haverá por aí um qualquer plano de “remodelação” para o horrendo edifício do Banco de Portugal, na esquina com a Febo Moniz?
Abraço
E com melhor recheio que os míticos croquetes!... :-)
ResponderEliminarAbraço
Já está tudo "em baixo"!... Não resta nada daquilo que eu ainda cheguei a ver.
ResponderEliminarAgora é rezar para a coisa não “descambar”!
Abraço
Então é 'chapa 1 do grupo'? Há-de ser melhoria de vulto, estou certo. E necessária...
ResponderEliminarO restando diz que vai dar 220 fogos mais garage para quinhentos e tal popós. Um imperativo dos quarteiros urbanos devolutos nos dias de hoje.
Gosto em conhecê-lo. Volte quando queira.
Esse!... Ninguém lhe despeja o inquilino, sequer...
ResponderEliminarCumpts.
:) Cumpts.
ResponderEliminarTaambém lá fui registar o vazio. Vai dar no que tiver de ser. Cumpts.
ResponderEliminarEssa coisa do "chapa 1" é deveras inquientante. Deve ter sido uma dessas "chapas" que alterou a sala do rés-do-chão, acabou com os bilhares no primeiro andar, colocou aquele aquário fuleiro à entrada, baixou o nível(e o tamanho) dos croquetes, etc. E eu já não sou do tempo do cinema ao ar livre, no terraço. Contudo isso, aumentou o número de lugares sentados mas diminui-se a clientela. Isto de locais populares se "armarem ao fino" tem os seus custos.
ResponderEliminarOxalá me engane, mas também não estou a vêr pessoas com dinheiro suficiente para comprar andares dos que se irão construir, a irem viver para um sítio tão decadente como a Almirante Reis.
A.v.o.
Toda a uniformização é inquietante por redutora, embora muitas vezes necessária. No mais há idiotas para tudo. É pena, mas há. Cumpts.
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