No tempo das férias grandes as tardes de Verão eram a perder de vista. Muitas vezes a lazeira do calor não dava para nada de jeito. Do meio da pandilha pasmada contra a sombra dos prédios punha-se então um mais vivaço armando aos cucos:
- Oito e sete são catorze ou quatorze (entoado qu-atorze)?
Lá de vez em quando a aritmética dalgum ingénuo atirava de ouvido à sorte:
- São... catorze.
Vinha daí logo um calduço do vivaço, mais dos outros à boleia, com sentença estridente gritada por todos:
- Que grande burro! OITO E SETE SÃO QUINZE!
Crianças pobres, Portugal, [s.d.].
Fotografia: Arquivo Fotográfico da C.M.L..
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Problema de aritmética
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
As pessoas que hoje se queixam porque não têm dinheiro para comprar a última consola de jogos para o filho (que por acaso na escola não tem aproveitamento e se calhar até já agrediu algum professor)ou que o Algarve está caríssimo e quase não se pode fazer férias, que a vida está difícil,etc, etc deveriam ver esta fotografia e reflectir...dizem-se tantos disparates! O meu avô fala-me muitas vezes das crianças descalças e das casas onde entravam sete sardinhas para onze bocas. Nada comparável com a actualidade, em que se furta para ter os ténis da moda e o telemóvel de última geração!
ResponderEliminarSA
Passámos da lei da sobrevivência para o Estado de direitos. É o pugresso. Cumpts.
ResponderEliminar
ResponderEliminarPodia ser o "Era Uma Vez na América" se não desse mais ares ao "Porcos, Feios E Maus".
A.v.o.
Anikibobó, talvez. Cumpts.
ResponderEliminarPor todos, sem dúvida.
ResponderEliminarA.v.o.
:) Cumpts.
ResponderEliminarSó se me oferece dizer uma coisa - que horror!
ResponderEliminarOs petizes? Não vejo os actuais com melhor postura. Talvez andem melhor calçados...
ResponderEliminarCumpts.