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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quartier Suisse


A Câmara de Lisboa aprovou hoje o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suiça, no Rossio, num hotel de cinco estrelas [...]



 Não se podia refazer as casas? Para morar Gente.
Com uma campanha certa nas iholas e nas Caras Notícias, com gente chique e cheia de charme ditando o bom gosto que é morar no Rossio, mostrando casos que é como se faz lá fora, em New York ou em Paris, sei lá!...
 Com tantas iniciativas não há marketeer camarário que pense nisto? Fazer da Baixa uma luxuosa downtown, com Gente bonita, sofisticated, com as melhores cadeias de lojas mundiais que logo haveria. Isso sim, é que seria. Vá, coragem!
 Agora turistas contentorizados... Ora que chatice!

Xé-Xé, figura proeminente do Carnaval (Rossio, 1898?)
O Xé-Xé: figura proeminente do Carnaval, Rossio, [1898?].
LISBOA. Câmara Municipal. Arquivo Municipal - Rocio-Rossio: terreiro da cidade. Porto : Edições Asa, 1990.

8 comentários:

  1. Infelizmente os "!!!!hoteis de charme!!!!" viraram moda.Infelizmente não conseguem ver (políticos) mais longe e entender que a cidade é para ser vivida pelas pessoas...melhores dias virão.... esperemos.

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  2. Todos os problemas da Baixa Lisboeta começam pela desertificação e abandono. Se os decisores camarários andassem a pé, olhassem e percebessem a realidade, talvez tudo fosse diferente. Não lhes chegou 1988.
    Chega o cargo e a logística inerente.

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  3. A gente “chique e cheia de charme” das revistas quer lá saber de Lisboa! Mais depressa paga para aparecer na capa de revista, durante uma viagem às Maldivas ou ao Rio de Janeiro, do que dar o nome pela “sua” capital.
    Mais do que estarem “fora cá dentro”, estão mesmo fora... Massa cinzenta incluída! :-x

    Abraço

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  4. Essa revoada de hotéis de charme, parece ser mais um truque para uns tipos encherem os bolsos com autorizações de remodelação, construção, etc. Ora veja o que querem fazer no príncipe Real, com o palacete neo-mourisco. E agora o bloco da Suíça. Tem razão, Bic, sem gente a viver nas casas, a cidade morre. Sou mais radical. Urge expulsar TODOS os escritórios e afins dos prédios de habitação. Existem numeroso edifícios feitos de raiz para o terciário que se encontram completamente vazios. Uma pouca vergonha. Veja ainda o que foi feito no Saldanha nos últimos anos.

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  5. Pois já vê: 'decrete-se' morar na Baixa devia dar capa de revista... A massa cinzenta nem sequer é chamada.
    Cumpts.

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  6. Se tiramos o terciário então a Baixa acaba, porque a seguir seca o comércio. Olhe a mossa que o tribunal da Boa-Hora vai fazer. Mas devia haver critérios equilibrados na proporção de alvarás de escritório a conceder face ao nº de habitantes nas freguesias.
    Povoar tudo de hotéis é um disparate pegado (e o adjectivo 'charme' usado a granel é propaganda descarada que fere a inteligência).
    Cumpts.

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