Inaugurar o Largo Dr. Salazar no dia 25 de Abril é idêntico à apropriação do nome da ponte sobre o Tejo. Cuido que há forma mais elevada de fazer as coisas. No caso do largo em de Santa Comba Dão seria inaugurá-lo na data de nascimento do homenageado, dia 28 de Abril. Temo é que não haja gente à altura.
Também entendo assim.
ResponderEliminarFaço minhas as suas palavras.
ResponderEliminarSe não se importar.
É exactamente o mesmo. Assino por baixo.
ResponderEliminarAbraço
Obrigado pelo vosso apreço. Cumpts.
ResponderEliminarhoje escutei as declarações do presidente da câmara, e suponho que tenha simplesmente havido uma coincidência. lapso, descuido, inconsciência... ou mero acaso. decidi acreditar no homem - para além do mais, não faz sentido fugir da História.
ResponderEliminarUma das vantagens que é tão aclamada e tão associada ao 25 de Abril é o da conquista da liberdade. E com essa liberdade ganharam-se não só direitos, mas também deveres.
ResponderEliminarDesculpe-me Sr. Bic mas, independentemente das implicações políticas do acto, as pessoas de Santa Comba Dão têm o direito de fazer esta inauguração neste dia e todos nós temos o dever de respeitar esse direito, quer gostemos quer não.
Os melhores cumprimentos.
Penso o mesmo sr Bic. Chamem-lhe o que quiserem. Foi um homem digno.
ResponderEliminarTodos os homens são dignos, mas há (houve)os que impediram outros de serem dignos.
ResponderEliminarcaro biclaranja,
ResponderEliminarDepois de ver a quase unanimidade de opiniões, em defesa da liberdade de escolha do nome e do dia,da dita praça não resisto em pensar o que teria acontecido se em algum local deste País durante a vigência salazarista/marcelista alguém pretendesse atribuir o nome a uma praça de um resistente antifascista.
Um abraço
Há ou só houve?
ResponderEliminarCumpts.
Gostava de ter essa estatística: a toponímia mudada por razão ideológica no Estado Novo e depois dele. E na viradeira da 1ª República, já agora, também. Para ter uma medida da liberdade dos regimes e da sua voracidade sobre a memória colectiva.
ResponderEliminarSe souber dalguma obra ou tese agradeço.
Cumpts.
Têm direito têm. E eu tenho direito de sugerir veladamente um modo elegante de a levar a cabo.
ResponderEliminarCumpts.
Tão digno que discordou do seu nome na ponte. Tão arguto que contradisse: - ponham lá o nome na ponte, mas depois de mim não há-de durar...
ResponderEliminarEle percebia os homens e a História; a ponte era um cartaz demasiado grande para exibir a sua memória.
Do mesmo modo acredito que rejeitaria, não o nome no pequeno largo da sua terra, mas o 'folclore' da liberdade. Desta liberdade...
Cumpts. :)
Houve e há.
ResponderEliminarMas o meu houve é para o Salazar.
ResponderEliminarPensei não manter esta polémica, pois acho que todas as pessoas tem desde 25 de Abril de 1974, de expressar a sua opinião, e respeito como fiz sempre as opiniões diferentes da minha. Mas este caso da Praça de Santa Comba Dão, a inaugurar num data como hoje,obriga-me a fazer esta réplica:
Portugal antes de Abril de 1974 , era uma realidade diferente do que hoje é. Existia censura nos orgão de comunicação social, não havia liberdade de imprensa, tinha um único partido politico (ANP), havia a Legião Portuguesa que defendia o Ocidente da ameaça comunista,havia a PIDE/DGS que defendia o Estado, rodeado por uma rede de informadores pagos que denunciavam quem quer que fosse suspeito de ser um agente subversivo, PIDE que assassinou Humberto Delgado candidato pela oposição às eleições presidenciais do regime Salazarista,(ele próprio fundador da Legião Portuguesa) havia cadeias cheias de presos politicos, havia tribunais plenários que condenavam sem que os direitos dos presos politicos tivessem minimamente assegurados, havia a Mocidade Portuguesa organização Salazarista de que Marcelo Caetano foi comissário entre 1940 e 1944.Os sindicatos eram oficiais.Durante treze anos houve uma guerra colonial...Estávamos orgulhosamente sós!
O Portugal em que hoje vivemos aproximou-se da Europa, e parece-me absurdo que uma Câmara Municipal do PSD (partido que nasceu depois do 25 de Abril de 1974), faça uma homenagem a um conterrâneo chamado Salazar que esteve no poder deste "jardim à beira-mar plantado" desde 1932 até aos anos 60, tendo Marcelo Caetano dado continuidade com pequenas nuances á politica de salazar,até 25 de Abril de 1974.
E seria aceitável em nome da liberdade de opinião que tantos parecem agora defender que a familia de Barbieri Cardoso( ou seus amigos) pretendessem que o forte de caxias passasse a ser de denominado com o nome daquele agente da PIDE????
Um abraço
Apesar de já bastante divulgada, cá fica, pois a sua opinião.
ResponderEliminarCumpts.
Não é importância demasiada ao Salazar, principalmente se ainda há...?
ResponderEliminarCumpts.
Também o ouvi. Soou-me demasiado cândida a explicação.
ResponderEliminarFaz sentido fugir da História quando se visa apagá-la, reescrevê-la. Daí o 25 de Abril na ponte...
Cumpts.
É importante não esquecer o passado, vamos todos viver o futuro.
ResponderEliminarBem haja a todos.
Paulo
A apropriação da memória torna-se absurda quando, em nome de uns, se quer - inutilmente - apagar a memória de outros.
ResponderEliminarNão será já hora dos portugueses saberem respeitar – mesmo – todos os pontos de vista? Não foi para isso o 25 de Abril?
Apagar nomes não é – nunca é - apagar memórias. Que o digam os egípcios… De cada vez que vinha um faraó com novas ideias, ou com um novo deus, lá apagava – e à picareta! – tudo o que o outro tinha deixado...
Infelizmente não é só no Egipto que existem múmias. Ao menos que se ouvissem umas às outras!... :-X
Abraço
A cada regime Portugal torna-se mais faraónico. Na mesma medida vem mirrando...
ResponderEliminarCumpts.
Cumpts.
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