Há dias as senhoras lá no trabalho apareceram quase todas vestidas de roxo ou lilás, uma cor assim. Perguntei a uma se o roxo estava na moda (foi mais afirmar que perguntar) e recebi a resposta:
o que eu já me fartei de rir a pensar em como Cesário Verde estava avançado para a sua época...
imaginando uma natural de Lisboa vestida dessa forma, não fica nada prático - alfacinha acondicionando uma beringela... não se poderia descomplicar com um dois-em-um?, uma prosaica couve-roxa?
Será que é desta? Veremos se finalmente consigo colocar um comentário neste calmo e tão agradável Blog, repleto de lindas fotografias da adorável cidade de Lisboa. Devo dizer-lhe que certas respostas que volta e meia dá aos seus leitores envoltas numa fina ironia umas vezes, noutras, cheias de subtileza, são uma delícia. A mesma que encontro em alguns dos seus escritos. Ironia fina que na minha modesta opinião é a mais inteligente.
Parabéns pelas imensas fotografias que tem reproduzido, de prédios, moradias, palacetes e até d'algumas das nossas principais avenidas ainda em fase de construção na primeira metade do séc. XX, todas elas são um gosto para a vista. Construções, algumas com a assinatura de grandes arquitectos, de cuja traça exemplar só nos restam belos registos fotográficos devido ao criminoso camartelo que, a mando de tiranetes armados em senhores feudais e os verdadeiros culpados destes crimes imperdoáveis de lesa-património, tem sido rei e senhor por todo o país mas muito particularmente nas nossas outrora magníficas cidades e até vilas, muitas das quais irremediàvelmente desfiguradas para sempre. Afinal o vivo retrato de quem tem presidido às câmaras do país nas últimas três décadas.
Concordo consigo, MARIA, em tudo excepto "...retrato de quem tem presidido às câmaras deste país nos últimos trinta anos." Pode parecer que os atentados ao património edificado sejam recentes, mas não é verdade. Mudou apenas a mentalidade (parcialmente) e fala-se mais nisso, o qué é positivo. O velho mercado da praça da Figueira, a Cêrca Fernandina (nomeadamente os arcos da Graça e do Marquês do Alegrete, o Martim Moniz, etc., são atentados que têm mais de cinquenta anos. Sabe que se não tivessemos a sorte de termos D. Fernando II que, talvez por ser austríaco, estava muito acima da mentalidade vigente na época e hoje não teríamos os Jerónimos ou a Batalha? Dê uma volta pelo país e veja o pouco que sobrou do nosso património medieval. Foi arrazado há mais de cem anos em nome do progresso, fora o que o desleixo típico também delapidou. Não tenha dúvidas, o mal já vem de trás. o que não desculpa as atrocidades do presente. Pelo contrário. A.v.o.
Tem razão. Acontece que o óbvio erro da demolição da Mouraria não ensinou nada aos últimos, sempre lestos a condenar os do 28 de Maio. São todos escravos da mesma 'massa'. E em suma, os últimos, não aprendendo com o erro, demonstram hipocrisia e só agravam o pior que têm feito. Grato pela sua simpatia! Cumpts.
No liceu havia quem me chamasse carinhosamente “Roxinha”, porque vestia muito de roxo (e ainda visto, independentemente das modas). Para se meterem comigo chamavam-me “Senhora dos Passos”. :-) Confesso que, quando ciclicamente vem a moda do roxo, me divirto a ironizar com as senhoras que, quando não “está na moda” (argumento completamente pateta), nunca pegam numa peça de roupa de tal cor! :-)
Olá Sr.Bic...há quanto tempo! Não pude deixar de comentar... para fazer um pequeno reparo... roxo e beringela eram a cores da estação anterior... agora impera mais o lilás e o azulão arroxado...lol Mas este movimento de cores, há muito que vejo nas ruas, inclusive nas gravatas de muitos "ilustres senhores da nossa praça"...estranho é que o Engenheiro Sócrates ainda não tenha aderido à moda, e ande tão "old fashion" com as suas "simples" gravatas azuis
(risos)
ResponderEliminarPor aqui dá-lhes de vez em quando a mesma "fotossíntese" ;)
o que eu já me fartei de rir a pensar em como Cesário Verde estava avançado para a sua época...
ResponderEliminarimaginando uma natural de Lisboa vestida dessa forma, não fica nada prático - alfacinha acondicionando uma beringela... não se poderia descomplicar com um dois-em-um?, uma prosaica couve-roxa?
:) Cumpts.
ResponderEliminarMenos mal que arranjei um bouquet, que pôr aqui uma beringela ou uma couve-roxa poderia indispor as senhoras contra mim.
ResponderEliminarCumpts. :)
Será que é desta? Veremos se finalmente consigo colocar um comentário neste calmo e tão agradável Blog, repleto de lindas fotografias da adorável cidade de Lisboa.
ResponderEliminarDevo dizer-lhe que certas respostas que volta e meia dá aos seus leitores envoltas numa fina ironia umas vezes, noutras, cheias de subtileza, são uma delícia. A mesma que encontro em alguns dos seus escritos. Ironia fina que na minha modesta opinião é a mais inteligente.
Parabéns pelas imensas fotografias que tem reproduzido, de prédios, moradias, palacetes e até d'algumas das nossas principais avenidas ainda em fase de construção na primeira metade do séc. XX, todas elas são um gosto para a vista. Construções, algumas com a assinatura de grandes arquitectos, de cuja traça exemplar só nos restam belos registos fotográficos devido ao criminoso camartelo que, a mando de tiranetes armados em senhores feudais e os verdadeiros culpados destes crimes imperdoáveis de lesa-património, tem sido rei e senhor por todo o país mas muito particularmente nas nossas outrora magníficas cidades e até vilas, muitas das quais irremediàvelmente desfiguradas para sempre. Afinal o vivo retrato de quem tem presidido às câmaras do país nas últimas três décadas.
Talvez este seja o comentário mais gratificante que cá recebi.
ResponderEliminarMuito obrigado!
Concordo consigo, MARIA, em tudo excepto "...retrato de quem tem presidido às câmaras deste país nos últimos trinta anos." Pode parecer que os atentados ao património edificado sejam recentes, mas não é verdade. Mudou apenas a mentalidade (parcialmente) e fala-se mais nisso, o qué é positivo. O velho mercado da praça da Figueira, a Cêrca Fernandina (nomeadamente os arcos da Graça e do Marquês do Alegrete, o Martim Moniz, etc., são atentados que têm mais de cinquenta anos. Sabe que se não tivessemos a sorte de termos D. Fernando II que, talvez por ser austríaco, estava muito acima da mentalidade vigente na época e hoje não teríamos os Jerónimos ou a Batalha? Dê uma volta pelo país e veja o pouco que sobrou do nosso património medieval. Foi arrazado há mais de cem anos em nome do progresso, fora o que o desleixo típico também delapidou. Não tenha dúvidas, o mal já vem de trás. o que não desculpa as atrocidades do presente. Pelo contrário.
ResponderEliminarA.v.o.
Tem razão. Acontece que o óbvio erro da demolição da Mouraria não ensinou nada aos últimos, sempre lestos a condenar os do 28 de Maio. São todos escravos da mesma 'massa'. E em suma, os últimos, não aprendendo com o erro, demonstram hipocrisia e só agravam o pior que têm feito.
ResponderEliminarGrato pela sua simpatia!
Cumpts.
Olhe que não... Já existem ramos de couve-roxa para oferecer às senhoras! :-)
ResponderEliminarAbraço
No liceu havia quem me chamasse carinhosamente “Roxinha”, porque vestia muito de roxo (e ainda visto, independentemente das modas). Para se meterem comigo chamavam-me “Senhora dos Passos”. :-)
ResponderEliminarConfesso que, quando ciclicamente vem a moda do roxo, me divirto a ironizar com as senhoras que, quando não “está na moda” (argumento completamente pateta), nunca pegam numa peça de roupa de tal cor! :-)
Abraço
Deve ser coisa pós-moderna. Demasiado eleaborada para o meu entendimento simples. Cumpts.
ResponderEliminarPois se a moda não manda...
ResponderEliminarCumpts. :)
Olá Sr.Bic...há quanto tempo!
ResponderEliminarNão pude deixar de comentar... para fazer um pequeno reparo... roxo e beringela eram a cores da estação anterior... agora impera mais o lilás e o azulão arroxado...lol
Mas este movimento de cores, há muito que vejo nas ruas, inclusive nas gravatas de muitos "ilustres senhores da nossa praça"...estranho é que o Engenheiro Sócrates ainda não tenha aderido à moda, e ande tão "old fashion" com as suas "simples" gravatas azuis
beijinho
São cores extravagantes. Talvez seja para não chocar os eleitores. Ou talvez seja das ralações...
ResponderEliminarCumpts.