António Balestra, Adoração dos Pastores, c. 1707.
Óleo sobre tela, 564 x 261 cm, São Zacarias, Veneza.
Um dos problemas de escrever este blogo há três anos é não me repetir. Porém o Natal repete-se todos os anos, tal como o hábito que tenho de enviar cartões de Natal à família mais distante. Sucede que é uma grande dificuldade encontrar cartões de Natal com o motivo óbvio. Já não há. Há do Pai Natal, do barrete do Pai Natal, de árvores de Natal, de gatinhos de Natal, de ursinhos de Natal, de sininhos de Natal, de prendinhas de Natal de bonecos de neve de Natal, de bolas de Natal, eu sei lá. Do Natal não consigo achar. Temo que já nem me esforce o devido a procurar porque, deveras, não acredito que ainda haja tipógrafo que saiba imprimir uma Sagrada Família ou o Presépio. Qual a razão de ninguém se dar conta que a representação do Natal não é ursos nem bonecos de neve?
Caro Bic
ResponderEliminarÉ por essas e por outras (por o natal ter perdido já tantas características que o tornavam realmente especial) que eu fotografo e amplio o meu próprio postal de natal. Passo um ano à procura da Tal imagem, aquela que fará sentido quando o envelope for aberto. Ao menos os meus amigos e familiares ficam com a certeza que não recebem um equívoco de natal!
Cumps e um excelente Natal para si e para os seus
Ana
Tem toda a razão! Nem o Natal são os presentes, Caro Bic; quando muito, seriam em Dia de Reis. Esta gente, com a ganância ímpia dos «mercados», aproveitou os costumes das festas pagãs das saturnais romanas, agitou e misturou tudo, sempre em nome do «good business»...
ResponderEliminarAssim, paulatinamente, vão tentando eliminar o verdadeiro significado do Nascimento de Cristo, pois «desvia» as pessoas do consumismo desenfreado que eles desejam, virando-as para Horizontes bem mais luminosos.
Quanto à Árvore, não me oponho, desde que acessória. Só que a lenda da Yggradsil nórdica, que crescia iluminada pelos seus frutos sobre o Pólo Norte, símbolo da Luz na Noite Ártica, descambou em mais mercantilismo bacôco, ainda por cima conjugada com um Pai Natal decalcado dos anúncios da Coca-Cola. Pobre grande Rei do Norte, tão vilipendiado também ele!
De qualquer modo, um Santo Natal para si e para os Seus!
uma constatação partilhada por aqui Caro Bic .. nos últimos anos tenho optado pelo clássico da Unicef ..
ResponderEliminar:) Desejo-lhe um Feliz Natal
Já me lembrei de mandar imprimir qualquer coisa também. Mas ainda não foi desta.
ResponderEliminarObrigado e feliz Natal!
Parece que há um propósito, não é?
ResponderEliminarFeliz Natal também para si e para os seus!
Obrigado!
Grato pela sugestão!
ResponderEliminarFeliz Natal lá no paradisíaco!...
:)
Tem toda a razão. Os ursinhos então...
ResponderEliminarFeliz Natal! Tudo de bom!
Abraço
Idem!
ResponderEliminarAbraço
Confesso que não resisto a uma bela árvore de Natal. Em pequena era das coisas que mais me fascinava e ficou-me daí o encantamento. Tudo o resto – tirando o presépio - dispenso.
ResponderEliminarUm Feliz Natal, Sr. Carlos Portugal!
Abraço
Obrigado! Feliz Natal! :)
ResponderEliminarAfinal não. pensei que era só eu que tinha essa impressão! um Santo e Feliz Natal.
ResponderEliminarE há-de haver mais gente.
ResponderEliminarObrigado! Feliz Natal também!
Muito obrigada, Bic Laranja!
ResponderEliminarVotos de um bom Natal também para ti e para a tua família!
Um abraço amigo (aqui do Mercado)
Um Feliz e Santo Natal também para Si, Cara Luciana!
ResponderEliminar:) Cumpts.
ResponderEliminarBic,
ResponderEliminarconcordo em absoluto.
De facto o Natal está sufocado pelo consumismo. Infelizmente muitos preferem-no assim, laico e pagão. Comercial e consumista.
Por cá ainda vive o verdadeiro Natal. Nada de pai natal muito menos ursos e coelhos.
É bom saber! Bom ano!
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