« A Rua Larga de S. Roque foi mandada abrir por carta de D. Sebastião para o Senado da Câmara, datada de 8 de Janeiro de 1569 (1). Sucedeu a um antigo caminho que das Portas de Santa Catarina subia pela encosta do monte de S. Roque para os moinhos de vento e arrabaldes ao norte da cidade.
Chamava-se, como já vimos, Rua Direita do Mosteiro de S. Roque, ou Rua pública que vai de N. Sr.ª do Loreto para S. Roque, ou Rua de S. Roque (2), ou Rua Larga de S. Roque(3), denominação esta que perdurou até à implantação do regime republicano. Mudou-se-lhe então o topónimo para Rua do Mundo, e depois para Rua da Misericórdia (4).»A. Vieira da Silva, A Cerca Fernandina de Lisboa, vol. I, 2.ª ed., [C.M.L.], Lisboa, 1987, pp. 150, 151.
N. do A:
(1) Livro 2.º de El-Rei D. Sebastião, p. 49, apud Matos Sequeira, O Carmo e a Trindade, vol. I, p. 278.
(2) Summario, por C.R. de Oliveira, ed. de 1755, p. 22.
(3) Corografia Portugueza, pelo P.e A. Carvalho da Costa, t. III, 1763, p. 473.
(4) Deliberações camarárias respectivamente de 29 de Outubro de 1910 e de 12 de Agosto de 1937, e editais respectivamente de 18 de Novembro de 1910 e de 19 de Agosto de 1937.
Rua da Misericórdia, Lisboa, 1968.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Esta rua deve ser uma das que mais casos tem daquilo a que chamo “fachadas fantasma” – por fora uma coisa, por dentro outra completamente diferente!
ResponderEliminarAinda cheguei a conhecer muitos destes prédios por dentro e tive muita pena de os ver desaparecer - isto depois de anos de abandono.
Fica a questão: Não poderiam muitos destes interiores ser salvos?
Abraço
Não fazia ideia.
ResponderEliminarJulgo que poucos se podem salvar. Muito poucos se importam com isso.
Cumpts.