No guião do simulacro de resposta a um terramoto que a protecção civil vai fazer e que circula aí pelas caixas de correio electrónico não encontro menção a ruínas ou edifícios arruinados. Antes noto por lá um certo barbarismo, espécie de carne picada do amaricano (é tão fácil almoçar no MacDonald), que parece derivado de colapso. Na realidade não é. O substantivo colapso entrou no Português por via erudita sem necessidade de vertê-lo em verbo; havia melhor vocabulário para se dizer ruir. E eis-nos, pois, chegados à progressiva sociedade do co-
nhecimento, mais justa e igualitária; aquela que dos escombros do odioso regime das palavras caras democratizou o colapso em regular verbo da 1ª conjugação e foi tornando inteligente qualquer mentecapto.
Dicionário da Lingua Portuguesa 2004, Porto Editora, 2003.
Texto ligeiramente revisto às 8h30 da noite porque aqui, pelos vistos, também se mete água.
A mim incomoda-me a colecção de imagens do Virtual Earth sem propósito algum.
ResponderEliminarNão sei onde é actualmente a cantina de Agronomia. Ou a cantina ao pé do Observatório. Mas uma coisa é certa, o Observatório não aparece na imagem! Coisa estranha.
Um dia que seja a sério...
Abraço
Tem razão. Mas mesmo assim fica vistoso.
ResponderEliminarCumpts.
Ora, Amigo Bic, sendo o exercício um simulacro, não combina com um outro, linguístico?
ResponderEliminarAbraço
Claro. O potencial demonstrado assusta...
ResponderEliminarCumpts.