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domingo, 19 de outubro de 2008

Marcas da civilização: ¼ de vigor

 O ¼ de vigor vem agora em pacotes Tetrapak com o desenho do ¼ de vigor.

 


qol_large_vigor.jpg ¼ de Vigor em Tetrapak


 


 


(Imagens do Monóculo e do Restaurante.)


 


 

27 comentários:

  1. E até as vaquinhas são normalizadas que é para não assustar muito o pessoal! :-)

    Abraço

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  2. Vacas ISO 9000 adaptadas a 'robots' mugidores para gáudio do sr. Presidente.
    Cumpts.

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  3. Carlos Portugal19/10/08 16:45

    Caro Bic:

    Tenho imensas saudades do Vigor de outros tempos (no sentido estrito e figurado), em garrafas de vidro.

    Agora, em «vasilhame de papel plastificado, nem o sabor nem a apetência visual se comparam. Na verdade, o «novos» processo de prolongar a data de validade não é mais do que um camuflado processo de alta temperatura (UHT), que destrói o sabor e as qualidades nutritivas do leite.

    Depois, para minha consternação, verifiquei através de um antigo densímetro que guardo dos tempos do leite «à bilha», que o Vigor «gordo» é, afinal, desnatado, e que o «meio-gordo não passa de magro «baptizado». Para além de ser resultado de «homogeneização», ou seja, da mistura de leites de várias proveniências.

    E quanto aos UHTs, nem cheirá-los! (cheiram a leite estragado - e são-no).

    Enfim, já não há leite que preste à venda neste pobre país, onde os chavões ridículos da «modernidade» e do «progresso» apenas designam um retrocesso, uma fraude e uma abismal degradação de qualidade.

    Cumprimentos.

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  4. Confesso que o leite é sensaborão e parece-se cada vez mais com água. Mas será possível isso que diz?!
    Cumpts.

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  5. Carlos Portugal20/10/08 00:03

    Infelizmente, é, Caro Bic. E acontece com praticamente todas as marcas. A Vigor nem é das piores, mas não se compara com o que era antigamente.

    Cumprimentos.

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  6. é a lei do mercado toxico que temos...
    meu rico leitinho!

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  7. agora recuei 30 anos e vi-me de novo à porta de casa, em tempo de férias, à espera da leiteira .. leite de ordenha vendido às 06h da manhã porta a porta na aldeira de Monsanto.

    Culpa sua :)
    Obrigada

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  8. Margarida Pereira20/10/08 20:59

    E pronto! Uma pessoa entra aqui... e perde-se!
    O leite começou por ser ao quartilho, numa vasilha de alumínio, que o sr. Joaquim, da quinta em frente, entregava todos os dias. Chamava lá do gradeamento:"pssst, pssst!" e a minha mãe atravessava a rua (em paralelipípedo) enqaunto eu ficava ao portão:"Não saias daí, Guidinha!" (mas nem havia carros, até se brincava no meio da rua). O sr. Joaquim só tinha uma vaquinha e era dela o leite lá para casa.
    Depois ele adoeceu e abriu um'super-mercado' - que era uma mercearia maiorzinha, e o leite chegava em sacos plásticos cinzentos e gordinhos.
    E só havia iogurtes Longa Vida, em boiões de vidro e com tampinhas coloridas, segundo os aromas (eu gostava muito dos de chocolate...)
    Anos volvidos, fui para Lisboa e conheci 'o quarto-de-Vigor' (entre outras coisas, como bife de cavalo, conquilhas, 'bicas', 'bitoques' e assim...). Amei.
    E o nome do local? - Odrinhas, Sintra. 'Odrinhas'! Não é um mimo absoluto?!
    Mais uns anos e regressei ao Porto.
    E os hiper-mercados (grandes, grandes) tinham 'Vigor'. E matavam saudades do meu leite 'fresquinho' lisboeta.
    Já não garrafinhas?!
    Ohhhhhhh...

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  9. Mas não deviam os mamíferos cuidar melhor do leite?!...
    Cumpts.

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  10. E ainda lá vai, a leiteira? Cumpts. :)

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  11. São Miguel de Odrinhas, muito bem! Uma terra adorável. Não desfazendo do Porto.
    E os iogurtes não eram Grande Ponto?
    Cumpts.

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  12. Carlos Portugal20/10/08 23:42

    Cara Margarida:

    Eram bons tempos, esses! A propósito, tem na caixa de comentários do postal sobre o relógio de desoras da Encarnação mais um episódio de geometrização da Capital do Reino. Se quiser por lá passar, com a devida licença do Caro Bic...

    Beijinhos (e cumprimentos ao Caro Bic).

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  13. Margarida Pereira21/10/08 12:43

    ... isso já não me lembro..., falo da segunda metade dos anos sessenta. Se calhar eram...:)

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  14. Margarida Pereira21/10/08 12:44

    Passo logo, ao fim do expediente, OK?
    Obrigadíssima!:)

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  15. Margarida Pereira21/10/08 14:42

    Cá está a nota deixada atrás: De Margarida Pereira a 21 de Outubro de 2008 às 14:38
    Já está tudo copiadinho, para ler com calma.
    E fazer os TPC!
    Obrigada por tanta gentileza...
    Xi-coração.
    M.
    (e podia lá esperar 'o fim do expediente'?! :))

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  16. Carlos Portugal21/10/08 17:13

    De nada, Cara Margarida!

    Beijinhos.

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  17. Margarida Pereira21/10/08 18:40

    ... lamento, não sei nada dos 'navios de pedra'...:(
    A expressão é bonita, porém..., de que se trata?

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  18. Carlos Portugal21/10/08 19:35

    Cara Margarida:

    Quando certas ordens monástico-militares desejavam imprimir uma dinâmica específica a um grande empreendimento, davam à sua fortaleza a forma de uma carraca de pedra, geralmente orientada segundo os pontos cardeais (geralmente com a «proa» virada a sul, no caso dos «navios de pedra» da Reconquista Cristã). Em Portugal temos vários exemplos, com especial relevo para o castelo de Guimarães. Quando tiver um pouco de tempo, descrevo-lhe em pormenor este aspecto curiosíssimo de alguns dos nossos castelos.

    Beijinhos.

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  19. Ou calhando, não... Cumpts. :)

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  20. Margarida Pereira22/10/08 14:26

    .. hum.., V.Exa. é professor de História?
    Estudioso? Investigador?
    Tem blogue?

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  21. Carlos Portugal22/10/08 22:59

    Cara Margarida:

    A minha «excelência» não é professora de História, mas apenas estudiosa e entusiasta do assunto.

    A minha profissão é tão prosaica e enfadonha quanto possa ser a Engenharia de Sistemas, daí os escapismos. Para a leitura, para a pintura, para a investigação. Mas, como sou geralmente «contra-corrente» e o «mainstream» me causa urticária, não tenho blogue - ainda. Mas já fui professor - de Informática.

    Beijinhos.

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  22. Margarida Pereira23/10/08 19:03

    Ui! mas isso é precioso! INESC?!... tantas histórias, ai...
    Aplausos de uma analfabeta informática....
    Eu gosto tanto de canetas de tinta permanente e lacre...
    De pairos.
    De papel colorido e perfumado...
    Mas a informática é incontornável. Parabéns, pois.
    E este 'escape' é formidável.
    Conseguisse eu semelhante...
    - Hoje elenquei-o como um dos meus 'colegas comentadores' de eleição.
    Vá..., descubra onde... :))))

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  23. Margarida Pereira23/10/08 19:04

    'pairos' = papiros.
    (bolas!) :(

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  24. Carlos Portugal23/10/08 23:06

    Cara Margarida:

    Faço minhas - com a devida vénia ao Autor - as palavras escritas pelo meu Caríssimo Amigo Paulo Cunha Porto acerca das Suas qualidades, ao apreciar o Seu excelente Criativemo-nos; contudo, discordo Dele no que se refere ao Seu Bom-Gosto: acho muito bem que aprecie um Espírito Elevado como o do Paulo.

    Creio pois que descobri onde... :) Os meus sinceros agradecimentos.

    Três notas: Não, não passei pelo INESC, apenas pelo IST e pela IBM, embora tenha amigos do INESC.

    E sim, prefiro mil vezes a sensação táctil de um aparo a escrever sobre um bom papel (que saudades do «almaço» e do «papel de ofício») do que a mecânica e insensível de um teclado.

    Por fim, curiosamente, já passei pela informática da banca, alguns anitos...

    Beijinhos (e cumprimentos agradecidos ao Caro Bic, que me permite esta troca de comentários).

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  25. Margarida Pereira24/10/08 15:46

    Tem razão..., cabe aqui um imenso agradecimento pela generosidade do excelso 'Bic Laranja' que permite este 'conversê' lateral.
    Ainda ontem pensei nisso (juro!), que falta de elegância...
    Mas presumo que o magnânimo anfitrião perceba que é o entusiamo pelo seu labor que reune aqui devotos do belo.
    E necessitados de aprendizagem, como eu.

    Pequenina adenda ao retroquir de ontem, pois: 'IST??! ui, ui, 'pior' um pouco... :))))
    Vamos a ver e temos muita gente conhecida em comum...
    Aliás, tenho a certeza (sem ter)...

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  26. De nada.
    Sempre ao dispor.
    Cumpts.

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