Tenho imensas saudades do Vigor de outros tempos (no sentido estrito e figurado), em garrafas de vidro.
Agora, em «vasilhame de papel plastificado, nem o sabor nem a apetência visual se comparam. Na verdade, o «novos» processo de prolongar a data de validade não é mais do que um camuflado processo de alta temperatura (UHT), que destrói o sabor e as qualidades nutritivas do leite.
Depois, para minha consternação, verifiquei através de um antigo densímetro que guardo dos tempos do leite «à bilha», que o Vigor «gordo» é, afinal, desnatado, e que o «meio-gordo não passa de magro «baptizado». Para além de ser resultado de «homogeneização», ou seja, da mistura de leites de várias proveniências.
E quanto aos UHTs, nem cheirá-los! (cheiram a leite estragado - e são-no).
Enfim, já não há leite que preste à venda neste pobre país, onde os chavões ridículos da «modernidade» e do «progresso» apenas designam um retrocesso, uma fraude e uma abismal degradação de qualidade.
agora recuei 30 anos e vi-me de novo à porta de casa, em tempo de férias, à espera da leiteira .. leite de ordenha vendido às 06h da manhã porta a porta na aldeira de Monsanto.
E pronto! Uma pessoa entra aqui... e perde-se! O leite começou por ser ao quartilho, numa vasilha de alumínio, que o sr. Joaquim, da quinta em frente, entregava todos os dias. Chamava lá do gradeamento:"pssst, pssst!" e a minha mãe atravessava a rua (em paralelipípedo) enqaunto eu ficava ao portão:"Não saias daí, Guidinha!" (mas nem havia carros, até se brincava no meio da rua). O sr. Joaquim só tinha uma vaquinha e era dela o leite lá para casa. Depois ele adoeceu e abriu um'super-mercado' - que era uma mercearia maiorzinha, e o leite chegava em sacos plásticos cinzentos e gordinhos. E só havia iogurtes Longa Vida, em boiões de vidro e com tampinhas coloridas, segundo os aromas (eu gostava muito dos de chocolate...) Anos volvidos, fui para Lisboa e conheci 'o quarto-de-Vigor' (entre outras coisas, como bife de cavalo, conquilhas, 'bicas', 'bitoques' e assim...). Amei. E o nome do local? - Odrinhas, Sintra. 'Odrinhas'! Não é um mimo absoluto?! Mais uns anos e regressei ao Porto. E os hiper-mercados (grandes, grandes) tinham 'Vigor'. E matavam saudades do meu leite 'fresquinho' lisboeta. Já não garrafinhas?! Ohhhhhhh...
Eram bons tempos, esses! A propósito, tem na caixa de comentários do postal sobre o relógio de desoras da Encarnação mais um episódio de geometrização da Capital do Reino. Se quiser por lá passar, com a devida licença do Caro Bic...
Cá está a nota deixada atrás: De Margarida Pereira a 21 de Outubro de 2008 às 14:38 Já está tudo copiadinho, para ler com calma. E fazer os TPC! Obrigada por tanta gentileza... Xi-coração. M. (e podia lá esperar 'o fim do expediente'?! :))
Quando certas ordens monástico-militares desejavam imprimir uma dinâmica específica a um grande empreendimento, davam à sua fortaleza a forma de uma carraca de pedra, geralmente orientada segundo os pontos cardeais (geralmente com a «proa» virada a sul, no caso dos «navios de pedra» da Reconquista Cristã). Em Portugal temos vários exemplos, com especial relevo para o castelo de Guimarães. Quando tiver um pouco de tempo, descrevo-lhe em pormenor este aspecto curiosíssimo de alguns dos nossos castelos.
A minha «excelência» não é professora de História, mas apenas estudiosa e entusiasta do assunto.
A minha profissão é tão prosaica e enfadonha quanto possa ser a Engenharia de Sistemas, daí os escapismos. Para a leitura, para a pintura, para a investigação. Mas, como sou geralmente «contra-corrente» e o «mainstream» me causa urticária, não tenho blogue - ainda. Mas já fui professor - de Informática.
Ui! mas isso é precioso! INESC?!... tantas histórias, ai... Aplausos de uma analfabeta informática.... Eu gosto tanto de canetas de tinta permanente e lacre... De pairos. De papel colorido e perfumado... Mas a informática é incontornável. Parabéns, pois. E este 'escape' é formidável. Conseguisse eu semelhante... - Hoje elenquei-o como um dos meus 'colegas comentadores' de eleição. Vá..., descubra onde... :))))
Faço minhas - com a devida vénia ao Autor - as palavras escritas pelo meu Caríssimo Amigo Paulo Cunha Porto acerca das Suas qualidades, ao apreciar o Seu excelente Criativemo-nos; contudo, discordo Dele no que se refere ao Seu Bom-Gosto: acho muito bem que aprecie um Espírito Elevado como o do Paulo.
Creio pois que descobri onde... :) Os meus sinceros agradecimentos.
Três notas: Não, não passei pelo INESC, apenas pelo IST e pela IBM, embora tenha amigos do INESC.
E sim, prefiro mil vezes a sensação táctil de um aparo a escrever sobre um bom papel (que saudades do «almaço» e do «papel de ofício») do que a mecânica e insensível de um teclado.
Por fim, curiosamente, já passei pela informática da banca, alguns anitos...
Beijinhos (e cumprimentos agradecidos ao Caro Bic, que me permite esta troca de comentários).
Tem razão..., cabe aqui um imenso agradecimento pela generosidade do excelso 'Bic Laranja' que permite este 'conversê' lateral. Ainda ontem pensei nisso (juro!), que falta de elegância... Mas presumo que o magnânimo anfitrião perceba que é o entusiamo pelo seu labor que reune aqui devotos do belo. E necessitados de aprendizagem, como eu.
Pequenina adenda ao retroquir de ontem, pois: 'IST??! ui, ui, 'pior' um pouco... :)))) Vamos a ver e temos muita gente conhecida em comum... Aliás, tenho a certeza (sem ter)...
E até as vaquinhas são normalizadas que é para não assustar muito o pessoal! :-)
ResponderEliminarAbraço
Vacas ISO 9000 adaptadas a 'robots' mugidores para gáudio do sr. Presidente.
ResponderEliminarCumpts.
Caro Bic:
ResponderEliminarTenho imensas saudades do Vigor de outros tempos (no sentido estrito e figurado), em garrafas de vidro.
Agora, em «vasilhame de papel plastificado, nem o sabor nem a apetência visual se comparam. Na verdade, o «novos» processo de prolongar a data de validade não é mais do que um camuflado processo de alta temperatura (UHT), que destrói o sabor e as qualidades nutritivas do leite.
Depois, para minha consternação, verifiquei através de um antigo densímetro que guardo dos tempos do leite «à bilha», que o Vigor «gordo» é, afinal, desnatado, e que o «meio-gordo não passa de magro «baptizado». Para além de ser resultado de «homogeneização», ou seja, da mistura de leites de várias proveniências.
E quanto aos UHTs, nem cheirá-los! (cheiram a leite estragado - e são-no).
Enfim, já não há leite que preste à venda neste pobre país, onde os chavões ridículos da «modernidade» e do «progresso» apenas designam um retrocesso, uma fraude e uma abismal degradação de qualidade.
Cumprimentos.
Confesso que o leite é sensaborão e parece-se cada vez mais com água. Mas será possível isso que diz?!
ResponderEliminarCumpts.
Infelizmente, é, Caro Bic. E acontece com praticamente todas as marcas. A Vigor nem é das piores, mas não se compara com o que era antigamente.
ResponderEliminarCumprimentos.
é a lei do mercado toxico que temos...
ResponderEliminarmeu rico leitinho!
agora recuei 30 anos e vi-me de novo à porta de casa, em tempo de férias, à espera da leiteira .. leite de ordenha vendido às 06h da manhã porta a porta na aldeira de Monsanto.
ResponderEliminarCulpa sua :)
Obrigada
E pronto! Uma pessoa entra aqui... e perde-se!
ResponderEliminarO leite começou por ser ao quartilho, numa vasilha de alumínio, que o sr. Joaquim, da quinta em frente, entregava todos os dias. Chamava lá do gradeamento:"pssst, pssst!" e a minha mãe atravessava a rua (em paralelipípedo) enqaunto eu ficava ao portão:"Não saias daí, Guidinha!" (mas nem havia carros, até se brincava no meio da rua). O sr. Joaquim só tinha uma vaquinha e era dela o leite lá para casa.
Depois ele adoeceu e abriu um'super-mercado' - que era uma mercearia maiorzinha, e o leite chegava em sacos plásticos cinzentos e gordinhos.
E só havia iogurtes Longa Vida, em boiões de vidro e com tampinhas coloridas, segundo os aromas (eu gostava muito dos de chocolate...)
Anos volvidos, fui para Lisboa e conheci 'o quarto-de-Vigor' (entre outras coisas, como bife de cavalo, conquilhas, 'bicas', 'bitoques' e assim...). Amei.
E o nome do local? - Odrinhas, Sintra. 'Odrinhas'! Não é um mimo absoluto?!
Mais uns anos e regressei ao Porto.
E os hiper-mercados (grandes, grandes) tinham 'Vigor'. E matavam saudades do meu leite 'fresquinho' lisboeta.
Já não garrafinhas?!
Ohhhhhhh...
Mas não deviam os mamíferos cuidar melhor do leite?!...
ResponderEliminarCumpts.
E ainda lá vai, a leiteira? Cumpts. :)
ResponderEliminarSão Miguel de Odrinhas, muito bem! Uma terra adorável. Não desfazendo do Porto.
ResponderEliminarE os iogurtes não eram Grande Ponto?
Cumpts.
Cara Margarida:
ResponderEliminarEram bons tempos, esses! A propósito, tem na caixa de comentários do postal sobre o relógio de desoras da Encarnação mais um episódio de geometrização da Capital do Reino. Se quiser por lá passar, com a devida licença do Caro Bic...
Beijinhos (e cumprimentos ao Caro Bic).
Cumpts. :)
ResponderEliminar... isso já não me lembro..., falo da segunda metade dos anos sessenta. Se calhar eram...:)
ResponderEliminarPasso logo, ao fim do expediente, OK?
ResponderEliminarObrigadíssima!:)
Cá está a nota deixada atrás: De Margarida Pereira a 21 de Outubro de 2008 às 14:38
ResponderEliminarJá está tudo copiadinho, para ler com calma.
E fazer os TPC!
Obrigada por tanta gentileza...
Xi-coração.
M.
(e podia lá esperar 'o fim do expediente'?! :))
De nada, Cara Margarida!
ResponderEliminarBeijinhos.
... lamento, não sei nada dos 'navios de pedra'...:(
ResponderEliminarA expressão é bonita, porém..., de que se trata?
Cara Margarida:
ResponderEliminarQuando certas ordens monástico-militares desejavam imprimir uma dinâmica específica a um grande empreendimento, davam à sua fortaleza a forma de uma carraca de pedra, geralmente orientada segundo os pontos cardeais (geralmente com a «proa» virada a sul, no caso dos «navios de pedra» da Reconquista Cristã). Em Portugal temos vários exemplos, com especial relevo para o castelo de Guimarães. Quando tiver um pouco de tempo, descrevo-lhe em pormenor este aspecto curiosíssimo de alguns dos nossos castelos.
Beijinhos.
Ou calhando, não... Cumpts. :)
ResponderEliminar.. hum.., V.Exa. é professor de História?
ResponderEliminarEstudioso? Investigador?
Tem blogue?
Cara Margarida:
ResponderEliminarA minha «excelência» não é professora de História, mas apenas estudiosa e entusiasta do assunto.
A minha profissão é tão prosaica e enfadonha quanto possa ser a Engenharia de Sistemas, daí os escapismos. Para a leitura, para a pintura, para a investigação. Mas, como sou geralmente «contra-corrente» e o «mainstream» me causa urticária, não tenho blogue - ainda. Mas já fui professor - de Informática.
Beijinhos.
Ui! mas isso é precioso! INESC?!... tantas histórias, ai...
ResponderEliminarAplausos de uma analfabeta informática....
Eu gosto tanto de canetas de tinta permanente e lacre...
De pairos.
De papel colorido e perfumado...
Mas a informática é incontornável. Parabéns, pois.
E este 'escape' é formidável.
Conseguisse eu semelhante...
- Hoje elenquei-o como um dos meus 'colegas comentadores' de eleição.
Vá..., descubra onde... :))))
'pairos' = papiros.
ResponderEliminar(bolas!) :(
Cara Margarida:
ResponderEliminarFaço minhas - com a devida vénia ao Autor - as palavras escritas pelo meu Caríssimo Amigo Paulo Cunha Porto acerca das Suas qualidades, ao apreciar o Seu excelente Criativemo-nos; contudo, discordo Dele no que se refere ao Seu Bom-Gosto: acho muito bem que aprecie um Espírito Elevado como o do Paulo.
Creio pois que descobri onde... :) Os meus sinceros agradecimentos.
Três notas: Não, não passei pelo INESC, apenas pelo IST e pela IBM, embora tenha amigos do INESC.
E sim, prefiro mil vezes a sensação táctil de um aparo a escrever sobre um bom papel (que saudades do «almaço» e do «papel de ofício») do que a mecânica e insensível de um teclado.
Por fim, curiosamente, já passei pela informática da banca, alguns anitos...
Beijinhos (e cumprimentos agradecidos ao Caro Bic, que me permite esta troca de comentários).
Tem razão..., cabe aqui um imenso agradecimento pela generosidade do excelso 'Bic Laranja' que permite este 'conversê' lateral.
ResponderEliminarAinda ontem pensei nisso (juro!), que falta de elegância...
Mas presumo que o magnânimo anfitrião perceba que é o entusiamo pelo seu labor que reune aqui devotos do belo.
E necessitados de aprendizagem, como eu.
Pequenina adenda ao retroquir de ontem, pois: 'IST??! ui, ui, 'pior' um pouco... :))))
Vamos a ver e temos muita gente conhecida em comum...
Aliás, tenho a certeza (sem ter)...
De nada.
ResponderEliminarSempre ao dispor.
Cumpts.