| Há coisas que levam muita volta. Em Janeiro o amigo Manuel publicou uma fotografia da casa da Rua de Entrecampos, 26, de 1988. Sendo o motivo fotografado de modo e resultado idêntico a uma fotografia que eu conhecia no Arquivo Fotográfico da C.M.L., de Artur Goulart, possivelmente de 1961, dei nota disso aqui no blogo. A casa entretanto foi demolida. Talvez por isso... |
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| Mas as coisas levam muita volta. Vede a vida, por exemplo. Em 8-12-930 a menina Cremilde da Conceição Costa Macedo completou 21 Primaveras. Os tios Vitorino e Eugénia enviaram-lhe um apertado abraço num singelo cartão de aniversário, fazendo votos pelas felicidades dela. A direcção da sobrinha aniversariante era Rua de Entrecampos, 26-B, Campo Pequeno.
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Postal ilustrado circulado para o Campo Pequeno, Lisboa em 1930, in Dias que Voam pela Dona T..



Ou como diria alguém: Bate choco! :)
ResponderEliminarEngraçada a coincidência.
Pelas fotos da Lx Interactiva, parece que não terá sido ainda igualmente arrasada a taberna com quintal que ficava à minha frente esquerda enquanto tal fotografava.
Era um quintal agradável para se almoçar no tempo quente.
Abraço
Quem se quer bem, sempre se encontra:)
ResponderEliminarQue magnífica coicidência:)
Mademoiselle Cremilde, tão jovem e belíssima, poderia ter sido actriz. Bailarina. Pintora, escritora ou musa.
ResponderEliminarNa foto lê-se "Pensa no futuro que será brilhante".
Mademoiselle foi fadada. Esperemos que esse destino tivesse sido cumprido. Que ela tivesse podido sorrir muito mais vezes do que qualquer outro mortal.
As fotos de décadas passadas são de uma nostalgia a raiar as lágrimas.
Tantas interrogações...
Como se pudessem, de alguma forma, ser as sibilas da nossa própria vida. Da nossa inquietação à balustrada dos dias entristecidos que vivemos.
Ou que desmaiam cada anoitecer sem nada acontecer.
Isto deu-me a ideia de tentar arranjar mais postalinhos destes com moradas significativas, que tal?
ResponderEliminarCumpts
Pode ser. Cumpts.
ResponderEliminarBonita evocação. Não é preciso dizer mais. Obrigado!
ResponderEliminarA cidade que eu aqui tenho mostrado carece de personagens. Parece um cenário sem vida. E às vezes acontece isto: recompõe-se encenações passadas com os actores reais. Muito curioso. Cumpts.
ResponderEliminarPode ser. Mas o casarão apalaçado com frente para a Rua Chaby Pinheiro, no lado oposto do quarteirão, está desgraçado.
ResponderEliminarCumpts.
Caro Amigo,
ResponderEliminarQue coisa simples e terna de se ver.
E quanto caminho andado, nem sempre para melhor, confessemo-lo, mesmo sem respeitáveis saudosismos...
Bom início de semana.
Boa semana. Obrigado pela visita!
ResponderEliminarCom o devido respeito, discordo de Bic Laranja quando diz que a cidade aquí mostrada carece de personagens. Ora, essas fotos também mostram pessoas e animais. Aquí o caso é diferente. esta é a "Personagem". Tem nome, tem morada, tem palavras carinhosas que outros lhe escreveram. Deixou de ser uma imagem anónima no meio de um cenário. De certa forma tem vida. É alguém. Se calhar a tão falada imortalidade é apenas isto. E já não é pouco.
ResponderEliminarA.v.o.
A imortalidade dos gregos. A perenidade da memória, sim. Cumpts.
ResponderEliminarO que terá sido feito da Cremilde? Teria agora 99 anos e provavelmente, tal como o prédio onde viveu - que também era bonito -, já não existe. Ficam as fotos.
ResponderEliminarFica a memória. Talvez mais dilatada do que se esperaria. E é bonito. Cumpts.
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