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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Azinhaga das Teresinhas

Az. das Teresinhas (A.Madureira, 1960)
Az. das Teresinhas junto à Av. Alm. Gago Coutinho, Lisboa, 1960.
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

 A Azinhaga das Teresinhas ligava a Av. do Aeroporto ao colégio de Valsassina. Deixou de ser serventia pública. Puseram-lhe um portão. Entretanto - não sei se está relacionado - atalhou-se-lhe adiante um campo de golfe e rasgou-se a Av. José Régio no prolongamento da Av. Dom Rodrigo da Cunha para ligar a Av. do Aeroporto ao troço remanescente da Azinhaga das Teresinhas. Acho que foi isto no consulado do dr. João Soares, que ainda não há muito ouvi argumentar a favor do aeroporto da Portela com a ideia - que se falou [mas nunca se realizou, claro] - da vinda de empregados da Lufthansa até Lisboa para jogar golfe naquele campo; vinham de manhã e tornavam à tardinha para a Alemanha. Uma benesse da Lufthansa para o seu pessoal e vantagem insofismável para Lisboa por ter o aeroporto no perímetro urbano.
 Não penseis com isto que defendo o fecho da Portela.



Az. das Teresinhas, Lisboa (troço desactivado)
Az. das Teresinhas (troço afectado ao Golfe da Belavista), Lisboa, 2008.
Imagem em http://maps.live.com.

 Aquela casa sem telhado com outra inacabada no quintal é obra embargada? Há tanto tempo que vejo aquilo assim...
 




Texto revisto às 9h10 da noite. 

12 comentários:

  1. Não, longe de nós. Mas já reparou o Caríssimo Bic que o plano de então, como o desenvolvimento ulterior, se apresentam cheios de buracos?
    Abraço

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  2. E este tipo de administração da cidade não vale um tostão furado. Cumpts.

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  3. A Av. do Aeroporto é parte integrante da Lisboa de todos nós, mas humildemente acho que não é daquelas partes de Lisboa preocupantes.
    Esta Avenida sempre foi um sitio previligiado da cidade, eu conheci uma vivenda que tinha 20 assoalhadas.
    É dificil exprimir-vos a minha opinião, mas as pessoas que sempre viveram aí, não tinham os olhos afastados dos cifrões.

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  4. A avenida mais as moradias são um marco da História de Lisboa que não obstante o que diz estão em muita medida devolutas, algumas ameaçando ruína. No mais estão dadas a negócios. Pouca gente mora lá. Talvez se tenha mudado com os cifrões para o campo de golfe.
    No nº 168, ao chegar ao Relógio, dei conta há tempo que desapareceu um bonito painel de azulejos. Sabe onde param?
    Cumpts.

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  5. Se calhar numa qualquer feira de velharias, ou se calhar no estrangeiro.

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  6. Ana Paula Roque Baptista12/9/08 16:28

    Olá, Vim parar ao seu blog através de uma pesquisa que fiz da Escola Lusitânia Feminina e li o post que dedicou à escola. Entretanto li outros posts seus e gostei muito. O seu amor pela cidade é contagiante. Aproveito para lhe dizer que criei um grupo de ex-alunos no hi5 e se quiser entrar teria o maior prazer em recebe-lo. Se tiver duvidas como entrar basta mandar-me um email, até lá
    Um beijinho amistoso,
    Ana Paula

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  7. Grato pela visita e pelo gentil convite. Obrigado!

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  8. André Santos14/9/08 18:58

    A Azinhaga das Teresinhas!
    Não me lembro dela aberta, só já a vi fechada com o portão verde.
    Mais um ponto na Avenida Gago Coutinho, que felizmente ainda conserva outros da sua evolução muito interessantes.

    P.S - Quanto à moradia é de facto uma obra embargada. Foi embargada ainda com telhado... mas acharam por bem continuar e assim ficou...
    Lisboa.

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  9. Desmorona-se mais depressa, é só. Cumpts.

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  10. Atentti al Gatti15/9/08 00:28

    Também dei pela falta dele. Mas já foi há bastante tempo. Como o painél era uma representação religiosa, deu-me para pensar que a vivenda tivesse mudado de dono e que o actual proprietário não quizesse representações desse cariz na fachada da sua casa.
    A.v.o.

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