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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Alarme

 Onda de notícias aumenta o eco dos crimes violentos.


Quiosque, balança e lixo, Rua da Palma, 1976.
F. Gonçalves, in Arquivo fotográfico da C.M.L.

16 comentários:

  1. Eh, pá! Que lembranças me trouxe agora esta imagem!...
    Este “estaminé” que aqui se vê durou largos anos e passei por ele centenas de vezes em pequenina! Estava lá sempre uma senhora meia entrapada, que na altura me parecia velhinha – deveria ter aí os seus 40/50 anos! :-)
    Na continuação da rua ficava a maravilhosa Casa Miranda (se a memória não me trai, era esse o nome) onde se vendiam os mais maravilhosos doces e chocolates, que faziam as minhas maiores delícias em criança (penso ser agora um armazém de roupa). Mais à frente existia a Agência de Viagens Rodarte (ainda existirá?) através da qual fiz as minhas primeiras viagens à distante Espanha…
    Ao contrário do que aparenta esta imagem, nesse tempo a Rua da Palma e a Avenida Almirante Reis ainda eram locais aprazíveis – apesar da eterna e desarrumada ruína do Martim Moniz – muito longe dos negros tempos que se abateram uma década depois. De então para cá nasceu uma Lisboa que não (re)conheço, nem sequer consigo (re)visitar…

    Abraço

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  2. Atentti al Gatti28/8/08 00:07

    Esse tapume, hoje desaparecido, na esquina da R. da Palma com a r. de S. Lázaro, durou dezenas de anos. No início, estava mais avançado e mais apresentável. Após o 25 de Abril, foi recuado e, aos poucos, foi ganhando o aspecto que se vê na foto e assim se manteve até ser removido, salvo erro nos anos 90,tal como a balança, que assistiu a estas mudanças, impávida e serena, apesar dos maus tratos sofridos.
    Sempre sentí curiosidade por saber os motivos que estiveram na origem do tapume e porque ocultava a parede que hoje está à vista. Talvez o mau remate do entroncamento do Martim Moniz com a R. da Palma.
    À direita da foto, logo a seguir à prumada do algeroz, ficava a "Antiga Casa do Café Socorro" que durante anos forneceu a casa de meus pais, através de um simpático vendedor, envergando uma espécie de farda em caquí e que se anunciava como "o homem do cafézinho". Seguíam-se a porta da escada do prédio e a agência de viagens Rodarte, cujos magníficos autocarros (que pena não haver um exemplar no Museu do Caramulo) costumavam parquear no aterro onde hoje está a Escola António Arroio.
    Virando à direita, a seguir ao quiosque, existíu o Bolero, depois Duínia e actual armazém de atoalhados, que era assím uma espécie de "night club" onde pontificavam um pianista e umas simpáticas senhoras e cujo ambiente será difícil de explicar aos meros conhecedores de "discotecas".
    A.v.o.

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  3. O comentário da Luciana reavivou-me a memória dessa casa de rebuçados (para mim era casa de rebuçados) e de lá comprar os de seiva de pinheiro naquele formato em tronco de pirâmide.
    Já a coisa em si me lembra que o arrefecimento global e a consequente falta de incêndios que dê notícia, deu foi nisto.
    Não há dúvida que a culpa é do Bush, esse ganda malander!
    Abraço
    P.S. E o officejacking ao Canas? Ele diz que não tem nada a ver com a criminalidade violenta.

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  4. falta-me esta memória de uma Lisboa que hoje amo mas nessa altura não recordo .. isto sobre a foto claro que sobre a introdução gostei da ironia de um eco que como as ondas da pedra atirada ao lago da nossa quietude vai fazendo os seus estragos ..

    Cumprimentos.

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  5. Grato pelo testemunho. Obrigado! :)

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  6. Obrigado também pelo testemunho. V. a casa dos cafés do Socorro aqui: http://biclaranja.blogs.sapo.pt/119371.html
    Obrigado! :)

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  7. Quem incendeia afinal são os noticieiros. Até do arrefecimento lhes brota fogo.
    Essa do P.S. tenho que me informar.
    Cumpts.

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  8. Perdoe-me a correcção. É uma saraivada de pedras. Olhe que já acertaram no ministério do interior. Não viu a ronda da noite? É preciso é haver bairros de ciganos para expiar os ecos.
    Cumpts.

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  9. Atentti al Gatti29/8/08 00:47

    Obrigado pela pista. Já fui ver. Embora a foto seja anterior à minha chegada a este planeta, lá está o tapume e a Casa do Café, tal como os recordo nos primórdios da minha infância. Se passar por este local, espreite (se ainda existir) uma velha barbearia no outro lado da rua, entre a Cervejaria Portugal e a esquina do Martim Moniz. Tinha a montra e as paredes decorados com fotos antigas do local.
    A.v.o.

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  10. Obrigado pela pista também. Cumpts.

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  11. 1976.....mas poderia ser 1876 !

    Cumprimentos

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  12. Se não me engano, a antiga Casa de Cafés do Socorro é a mesma – aquela de que falei - que depois se chamou Miranda e agora é um armazém de roupa… Durante um tempo ainda manteve na fachada o nome e no interior o belo balcão e os antigos armários em madeira.
    Fiquei curiosa. Vou investigar… :-)

    Abraço

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  13. E o polícia sinaleiro?! Alguém se lembra dele? Esteve anos e anos ao fundo da rua da Palma. Até sabia o seu nome... Qual seria?

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  14. Não creio. É lixo a mais para essa época.
    Cumpts.

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  15. Vivi ali de 1958 a 1976. Morei no n.º 177. Conheci a csas de café e tudo o que referem.

    Alguém tem uma fotografia do prédio do 177 da Rua da Palma, tirada entre 1958 e 1970? Precisa de ser fotografia dessa época, pois agora está irreconhecivel, com novas lojas e a fachada toda cheia de aparelhos de ar condicionado, que naquele tempo não estavam lá.
    Lemmbro-me de tudo o que referem e também da balança, de meter moeda, que estava junto à esquina.
    Se alguém puder responder, agradeço.
    Guilherme de Almeida
    g.almeida50@gmail.com

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  16. Lembro-me muito bem do sinaleiro. Não sei o nome.
    Cumpra.

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