Eh, pá! Que lembranças me trouxe agora esta imagem!... Este “estaminé” que aqui se vê durou largos anos e passei por ele centenas de vezes em pequenina! Estava lá sempre uma senhora meia entrapada, que na altura me parecia velhinha – deveria ter aí os seus 40/50 anos! :-) Na continuação da rua ficava a maravilhosa Casa Miranda (se a memória não me trai, era esse o nome) onde se vendiam os mais maravilhosos doces e chocolates, que faziam as minhas maiores delícias em criança (penso ser agora um armazém de roupa). Mais à frente existia a Agência de Viagens Rodarte (ainda existirá?) através da qual fiz as minhas primeiras viagens à distante Espanha… Ao contrário do que aparenta esta imagem, nesse tempo a Rua da Palma e a Avenida Almirante Reis ainda eram locais aprazíveis – apesar da eterna e desarrumada ruína do Martim Moniz – muito longe dos negros tempos que se abateram uma década depois. De então para cá nasceu uma Lisboa que não (re)conheço, nem sequer consigo (re)visitar…
Esse tapume, hoje desaparecido, na esquina da R. da Palma com a r. de S. Lázaro, durou dezenas de anos. No início, estava mais avançado e mais apresentável. Após o 25 de Abril, foi recuado e, aos poucos, foi ganhando o aspecto que se vê na foto e assim se manteve até ser removido, salvo erro nos anos 90,tal como a balança, que assistiu a estas mudanças, impávida e serena, apesar dos maus tratos sofridos. Sempre sentí curiosidade por saber os motivos que estiveram na origem do tapume e porque ocultava a parede que hoje está à vista. Talvez o mau remate do entroncamento do Martim Moniz com a R. da Palma. À direita da foto, logo a seguir à prumada do algeroz, ficava a "Antiga Casa do Café Socorro" que durante anos forneceu a casa de meus pais, através de um simpático vendedor, envergando uma espécie de farda em caquí e que se anunciava como "o homem do cafézinho". Seguíam-se a porta da escada do prédio e a agência de viagens Rodarte, cujos magníficos autocarros (que pena não haver um exemplar no Museu do Caramulo) costumavam parquear no aterro onde hoje está a Escola António Arroio. Virando à direita, a seguir ao quiosque, existíu o Bolero, depois Duínia e actual armazém de atoalhados, que era assím uma espécie de "night club" onde pontificavam um pianista e umas simpáticas senhoras e cujo ambiente será difícil de explicar aos meros conhecedores de "discotecas". A.v.o.
O comentário da Luciana reavivou-me a memória dessa casa de rebuçados (para mim era casa de rebuçados) e de lá comprar os de seiva de pinheiro naquele formato em tronco de pirâmide. Já a coisa em si me lembra que o arrefecimento global e a consequente falta de incêndios que dê notícia, deu foi nisto. Não há dúvida que a culpa é do Bush, esse ganda malander! Abraço P.S. E o officejacking ao Canas? Ele diz que não tem nada a ver com a criminalidade violenta.
falta-me esta memória de uma Lisboa que hoje amo mas nessa altura não recordo .. isto sobre a foto claro que sobre a introdução gostei da ironia de um eco que como as ondas da pedra atirada ao lago da nossa quietude vai fazendo os seus estragos ..
Perdoe-me a correcção. É uma saraivada de pedras. Olhe que já acertaram no ministério do interior. Não viu a ronda da noite? É preciso é haver bairros de ciganos para expiar os ecos. Cumpts.
Obrigado pela pista. Já fui ver. Embora a foto seja anterior à minha chegada a este planeta, lá está o tapume e a Casa do Café, tal como os recordo nos primórdios da minha infância. Se passar por este local, espreite (se ainda existir) uma velha barbearia no outro lado da rua, entre a Cervejaria Portugal e a esquina do Martim Moniz. Tinha a montra e as paredes decorados com fotos antigas do local. A.v.o.
Se não me engano, a antiga Casa de Cafés do Socorro é a mesma – aquela de que falei - que depois se chamou Miranda e agora é um armazém de roupa… Durante um tempo ainda manteve na fachada o nome e no interior o belo balcão e os antigos armários em madeira. Fiquei curiosa. Vou investigar… :-)
Vivi ali de 1958 a 1976. Morei no n.º 177. Conheci a csas de café e tudo o que referem.
Alguém tem uma fotografia do prédio do 177 da Rua da Palma, tirada entre 1958 e 1970? Precisa de ser fotografia dessa época, pois agora está irreconhecivel, com novas lojas e a fachada toda cheia de aparelhos de ar condicionado, que naquele tempo não estavam lá. Lemmbro-me de tudo o que referem e também da balança, de meter moeda, que estava junto à esquina. Se alguém puder responder, agradeço. Guilherme de Almeida g.almeida50@gmail.com
Eh, pá! Que lembranças me trouxe agora esta imagem!...
ResponderEliminarEste “estaminé” que aqui se vê durou largos anos e passei por ele centenas de vezes em pequenina! Estava lá sempre uma senhora meia entrapada, que na altura me parecia velhinha – deveria ter aí os seus 40/50 anos! :-)
Na continuação da rua ficava a maravilhosa Casa Miranda (se a memória não me trai, era esse o nome) onde se vendiam os mais maravilhosos doces e chocolates, que faziam as minhas maiores delícias em criança (penso ser agora um armazém de roupa). Mais à frente existia a Agência de Viagens Rodarte (ainda existirá?) através da qual fiz as minhas primeiras viagens à distante Espanha…
Ao contrário do que aparenta esta imagem, nesse tempo a Rua da Palma e a Avenida Almirante Reis ainda eram locais aprazíveis – apesar da eterna e desarrumada ruína do Martim Moniz – muito longe dos negros tempos que se abateram uma década depois. De então para cá nasceu uma Lisboa que não (re)conheço, nem sequer consigo (re)visitar…
Abraço
Esse tapume, hoje desaparecido, na esquina da R. da Palma com a r. de S. Lázaro, durou dezenas de anos. No início, estava mais avançado e mais apresentável. Após o 25 de Abril, foi recuado e, aos poucos, foi ganhando o aspecto que se vê na foto e assim se manteve até ser removido, salvo erro nos anos 90,tal como a balança, que assistiu a estas mudanças, impávida e serena, apesar dos maus tratos sofridos.
ResponderEliminarSempre sentí curiosidade por saber os motivos que estiveram na origem do tapume e porque ocultava a parede que hoje está à vista. Talvez o mau remate do entroncamento do Martim Moniz com a R. da Palma.
À direita da foto, logo a seguir à prumada do algeroz, ficava a "Antiga Casa do Café Socorro" que durante anos forneceu a casa de meus pais, através de um simpático vendedor, envergando uma espécie de farda em caquí e que se anunciava como "o homem do cafézinho". Seguíam-se a porta da escada do prédio e a agência de viagens Rodarte, cujos magníficos autocarros (que pena não haver um exemplar no Museu do Caramulo) costumavam parquear no aterro onde hoje está a Escola António Arroio.
Virando à direita, a seguir ao quiosque, existíu o Bolero, depois Duínia e actual armazém de atoalhados, que era assím uma espécie de "night club" onde pontificavam um pianista e umas simpáticas senhoras e cujo ambiente será difícil de explicar aos meros conhecedores de "discotecas".
A.v.o.
O comentário da Luciana reavivou-me a memória dessa casa de rebuçados (para mim era casa de rebuçados) e de lá comprar os de seiva de pinheiro naquele formato em tronco de pirâmide.
ResponderEliminarJá a coisa em si me lembra que o arrefecimento global e a consequente falta de incêndios que dê notícia, deu foi nisto.
Não há dúvida que a culpa é do Bush, esse ganda malander!
Abraço
P.S. E o officejacking ao Canas? Ele diz que não tem nada a ver com a criminalidade violenta.
falta-me esta memória de uma Lisboa que hoje amo mas nessa altura não recordo .. isto sobre a foto claro que sobre a introdução gostei da ironia de um eco que como as ondas da pedra atirada ao lago da nossa quietude vai fazendo os seus estragos ..
ResponderEliminarCumprimentos.
Grato pelo testemunho. Obrigado! :)
ResponderEliminarObrigado também pelo testemunho. V. a casa dos cafés do Socorro aqui: http://biclaranja.blogs.sapo.pt/119371.html
ResponderEliminarObrigado! :)
Quem incendeia afinal são os noticieiros. Até do arrefecimento lhes brota fogo.
ResponderEliminarEssa do P.S. tenho que me informar.
Cumpts.
Perdoe-me a correcção. É uma saraivada de pedras. Olhe que já acertaram no ministério do interior. Não viu a ronda da noite? É preciso é haver bairros de ciganos para expiar os ecos.
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado pela pista. Já fui ver. Embora a foto seja anterior à minha chegada a este planeta, lá está o tapume e a Casa do Café, tal como os recordo nos primórdios da minha infância. Se passar por este local, espreite (se ainda existir) uma velha barbearia no outro lado da rua, entre a Cervejaria Portugal e a esquina do Martim Moniz. Tinha a montra e as paredes decorados com fotos antigas do local.
ResponderEliminarA.v.o.
Obrigado pela pista também. Cumpts.
ResponderEliminar1976.....mas poderia ser 1876 !
ResponderEliminarCumprimentos
ResponderEliminarSe não me engano, a antiga Casa de Cafés do Socorro é a mesma – aquela de que falei - que depois se chamou Miranda e agora é um armazém de roupa… Durante um tempo ainda manteve na fachada o nome e no interior o belo balcão e os antigos armários em madeira.
Fiquei curiosa. Vou investigar… :-)
Abraço
E o polícia sinaleiro?! Alguém se lembra dele? Esteve anos e anos ao fundo da rua da Palma. Até sabia o seu nome... Qual seria?
ResponderEliminarNão creio. É lixo a mais para essa época.
ResponderEliminarCumpts.
ResponderEliminarVivi ali de 1958 a 1976. Morei no n.º 177. Conheci a csas de café e tudo o que referem.
Alguém tem uma fotografia do prédio do 177 da Rua da Palma, tirada entre 1958 e 1970? Precisa de ser fotografia dessa época, pois agora está irreconhecivel, com novas lojas e a fachada toda cheia de aparelhos de ar condicionado, que naquele tempo não estavam lá.
Lemmbro-me de tudo o que referem e também da balança, de meter moeda, que estava junto à esquina.
Se alguém puder responder, agradeço.
Guilherme de Almeida
g.almeida50@gmail.com
Lembro-me muito bem do sinaleiro. Não sei o nome.
ResponderEliminarCumpra.