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sexta-feira, 4 de abril de 2008

3.ª travessia

O governo vai mandar fazer uma ponte sobre o Tejo. Uma ponte entre Chelas e o Barreiro.
O governo não sabe que nem com a maré alta o rio Tejo atinge Chelas? É que mal chega aos artelhos de Xabregas!


Inundações em Xabregas, Largo do marquês de Nisa (F. da Cunha, 1946)
Inundações em Xabregas, Largo do Marquês de Nisa, 1946.
Ferreira da Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.




Notas:  o sr, primeiro ministro às vezes diz travessia porque talvez nunca tenha feito uma ponte; os srs. jornalistas só dizem travessia porque sabem bem que pontes é mais ao fim-de-semana.

8 comentários:

  1. Ora, mesmo não sendo bem Engenheiro, o Sr. Sócrates tem decerto ideia do conceito de vão. Mas como será complicado aplicá-lo a construções civis, fica-se pela precisão terminológica. Abraço

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  2. Em vão é esta minha pregação. A estupidez chega de Chelas ao Barreiro e firma-se com rebites bem cravados. Cumpts.

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  3. Suponho que a designam assim por causa do local da amarração e não do sítio onde a projecção vertical do eixo da via toca a margem.
    Há anos (muitos) que ando à volta com esta questão dos nomes das obras. Ainda um dia darei nota disso.
    Abraço

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  4. Bic Laranja disse "...com rebites bem cravados." mas eu tenho a impressão que os cravados somos nós.

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  5. O governo está certamente a contar com a água que vai continuar a meter até lá.

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  6. O lugar de amarração (sei agora) conheço-o por Marvila. Madre Deus mais a poente, depois do bairro. A vertente que desce dali para o Tejo acaba no lugar do Beato.
    É uma zona difícil da cidade... Para governantes e jornalistas (sendo que estes perseguem os outros).
    Cumpts.

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  7. Os noticieiros tratarão de 'impermeabilizar'. Nem que seja com esfregona. Cumpts.

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