Sr. engenheiro,
Primeiro louvo-lhe a estóica modéstia de ter posto o nome da minha pobre terra no Tratado. Sei que é uma qualidade que lhe custa manifestar; tanto mais quanto o seu nome assentaria ao Tratado com maior propriedade por ser a sua pessoa mais em acordo com os grandes feitos...
A sua altivez inflamada não me inspira habitualmente a mais que desprezo; mas hoje a palhaçada fartou-me: não me importaria nada com os seus ilustres convidados caso fosse recebê-los na sua própria casa, na condição do sr. engenheiro antes ter de se deslocar desde o seu trabalho, em carrito de segmento médio-baixo sem luzinhas azuis, através do carnaval que os seus gigantones provocaram na cidade.
- O diabo que o carregue, sr. engenheiro!
Retrato dum anão sentado no Chão (Dom Sebastião de Morra?)
Diego Velázquez, c. 1645.
Óleo sobre tela, 106,5 x 81,5 cm, Museu do Prado, Madrid.</font>
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Retrato dum anão sentado no chão
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E eu, do Prado, a pôr retratos com grandeza lá pelo meu beco. O tempo está é para estes caro Bic; tem toda a razão.
ResponderEliminarNão! Não diga isso! Pobre desabafo, este meu, que não se pode comparar. É da grandeza das façanhas que faz a História, não de tendas e circo, claro. Cumpts.
ResponderEliminarDá para detectar um certo agastamento. Mas o ingenheiro apenas cumpre o seu destino de português que se deu bem: exibir o seu sucesso e amar-se com desvêlo.
ResponderEliminarCompreendo. Mas o diabo que o carregue! Cumpts.
ResponderEliminarTenham pena do homem. O líder africano que mais duramente falou acabou por culpá-lo de tudo o que é mau, menos da seca, decerto por essa já se encontrar universalmente reconhecida. Abs.
ResponderEliminarCaro Bic: Acho que o anão de Velazquez (provavelmente será mesmo Don Sebastian de Morra) tem muito mais dignidade ali sentado no chão do que os vermes que nos andam a vampirizar e a gozar connosco, «engenheiro» da mula russa incluído. A propósito, parece que até há sérias dúvidas quanto ao curso do secundário do traste, e ainda maiores quanto ao seu cadastro. Mas é melhor ficar por aqui, pois as secretas que andam a defender esta vergonhosa oligarquia parece-se mais com as do «Grande Líder» coreano do que a de uma honesta (por comparação) PIDE.
ResponderEliminarQuanto ao que os energúmenos andam a fazer, é o conhecido «duplo esmagamento» de que falava Júlio Gil: criar um regime cada vez mais repressivo, extorquir selvaticamente as populações (uma coisa parecida levou à revolta inglesa do Séc. XIII contra o principe João e à assinatura forçada da Magna Carta), fazer uma política exclusivamenmte de «gestão de mentira», e depois, gastar milhões a entreter sobas africanos e criminosos, criando para Portugal imensos problemas diplomáticos e um opróbio tremendo e, para cúmulo, fechar autenticamente a Capital para se pavonear à frente dos portugueses oprimidos com o seu vergonhoso séquito. Ou seja, dar-nos, ainda por cima, uma estalada com a mão suja, muito suja. A nós, que démos a conhecer o mundo ao mundo; que civilizámos a maior parte de África, para depois estes trastes destruírem tudo, matando muito mais gente em poucas décadas do que nós em 500 anos de dito «colonialismo»!
Eu não o mandaria para o diabo, Caro Bic; a um traidor destes enviava-o para a ex-Rodésia (o actual nome é impronunciável para um Português); talvez o fritassem, como fizeram a tantos fazendeiros brancos. E a pandilha que o acompanhasse.
Pois é, desculpe-me também o desabafo. Penso que até o anão de Velazques está espantado com tanta ignomínia e desfaçatez desta oligarquia governamental.
Um abraço.
Ainda me estou a rir, ao imaginar a fritada mista que o Carlos propôe.
ResponderEliminarMas o que é verdade, é que andamos todos a perder a paciência com estes senhores. Pobre Diabo, que tem que os carregar.
Réprobo: Mas a seca é culpa dele. // Carlos Portugal: Ou o anão sou eu: tratado abaixo de cão mas com nome pomposo dado por zombaria pela corte; com roupa sumptuária mas sentado no chão sem dignidade. Sobra-me a expressão do olhar dizendo: "daqui não levas nada. Nadinha!". Mas anão é ele. Para o diabo que o carregue! // Dona T.: Pobres de nós, entregues a bandidagem mais ordinária. // Cumpts.
ResponderEliminarQuerida T: Uma fritada mista trabalhosa e muito pouco ecológica. Como dizem os ingleses, estes políticos estão tão «full of shit», que quando estourassem na sertã, a poluição ambiental seria medonha. Mas mais valeria lá do que cá...
ResponderEliminarBj//
Caro Bic: deixe estar que o energúmeno e os seus capangas vão ter o castigo merecido; e não há de faltar muito. Por via das dúvidas, têm sempre dois ou três aviões atestados e prontos a voar em Tires, para o que der e vier. Isto confirmou-me um piloto.
Abraço.
Caro Carlos: Então por questões ambientais é preferível adiar a fritada :) E não se podem exterminá-los, senhor Dom Bic?
ResponderEliminarHavia o DDT mas foi proibido, Dona T.. // Muito me conta, caro Carlos Portugal. Nem o professor Marcello Caetano estava tão a postos. // Cumpts.
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