 Aqui há dias dizia-me o meu bom amigo Pinho V., desconsolado, que nunca vira a coisa pública entregue a cáfila tão infame e sem escrúplulos como agora. De exemplo deu-me ele subterrâneos e quartéis... Bem sei que sim. Mas o que eu via até aqui era a matulagem ainda cumprir o ritual de passagem por um qualquer valhacouto académico para se poder armar aos doutores da mula ruça. Era um mínimo de decoro em vendedores de banha da cobra. Pois ultimamente, avaliando pelo oleoso e descarado acompanhar com bandoleiros e tuaregues - mas não só -, torna-se claro que é de reles bandidos que estamos servidos. Há tempo li que até a Penitenciária já venderam... Não resta nada que os detenha e o burgo começa a ficar perigoso para se nele viver.

Fotografias, respectivamente de Paulo Guedes e de Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
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Quererão fazer da Penitenciária uma centro comercial?
ResponderEliminarQuanto aos politícos e gestores podiam ir degredados para Torremolinos. Que tal?
Cumpts
Caro Bic: Segundo o Plano Director de Lisboa de 1967, a penitenciária seria demolida para se construir no seu lugar a expansão do Palácio da Justiça (com os restantes tribunais, ainda hoje espalhados pela urbe), e todos os ministérios. Tal seria no prolongamento da Avª da Liberdade, que subiria a parte central do Parque Eduardo VII e terminaria num nó rodoviário onde hoje é o eixo norte-sul.
ResponderEliminarNo entanto, a cáfila de malfeitores aos quais estamos infelizmente entregues, conta vender o edifício para urbanização de luxo e comércio. Não é que eu goste particularmente do mamarracho de gótico victoriano, mas a destruição sistemática do que marca a cidade para se construir monstruosidades de subúrbios sem qualquer nexo, e apenas visando o lucro de gatunos, revolta tremendamente. Para tais malandrins, penso que o Aljube estaria mais adequado. Só que já foi desafectado, e era demasiado pequeno. Talvez Pinheiro da Cruz, à falta de um Tarrafal cabo-verdiano (já que eles gostam tanto dos trópicos).
Que Deus nos valha!
Um abraço.
Centro comercial, com certeza! Torremolinos podia bem ser. Mas a cadeia era melhor. // Sei do plano de 67. Sabe o que se fez em alternativa? Rasgou-se a José Malhoa e fez-se um rico nó cego nas Torres Gémeas. Um mimo de planeamento urbano. // Cumpts.
ResponderEliminarOportuníssimo! Nas fotos lá aparece gente da Cimeira da FIL, a puxar umas carroças, uns para lá outros para cá - uma roda viva, o chamado «espírito de Lisboa»!
ResponderEliminarPortugal está a leilão.
ResponderEliminarÉ evidente que por tudo o que ficou dito o passo nada tem de ilógico. É a remoção de uma sombra ameaçadora que pairava sobre o futuro dos decisores que nos calharam... Ab.
ResponderEliminarAh! Ah! Ah! Pois é verdade, caro Jansenista. E ali vão uns saloios atrás da carroça; outros mais janotas parecem fazer conselho. Isto é que é espírito, ah! ah! // Diga antes a saque Dª Brites. A saque é o que é. // Uma sombra é inversão de todos os valores. Segue-se a barbárie, temo. // Cumpts.
ResponderEliminarDiscordo em absoluto de Carlos Portugal.
ResponderEliminarO zoológico parece-me muito mais adequado para os malandrins de que ele fala do que Pinheiro da Cruz.
Caro Funes: Tem toda a razão! Só resta saber quem é que iria visitar o zoo para ver tais alimárias. He he he...
ResponderEliminarCumprimentos
Pinheiro da Cruz havia de ser um luxo, pois sim. Cumpts. :)
ResponderEliminarOu Torremolinos ou Zona J de Chelas.
ResponderEliminarTalvez não esteja mal a Alta de Lisboa.
Sete Rios é um gasto supérfluo. A Aldeia dos Macacos tem dignidade a mais.
Cumpts
Mandam-se para a ilha do Alberto João, tira-se a rolha àquilo e já está. Cumpts.
ResponderEliminarOh, meu Caro Bic, a Ilha da Madeira é demasiado bonita (apesar do Alberto João pensar que é o seu jardim particular) para uma maldade dessas!
ResponderEliminarHá outra solução, mais exequível: arranja-se um desses navios cargueiros a granel (parecem grandes petroleiros, mas são para cargas diversas, com grandes porões) para abate, destinados a serem desmantelados, metem-se a escumalha politiqueira traidora nos porões, reboca-se o barco até uma fossa abissal, e depois a nossa Marinha de Guerra faz com ele treino de torpedos. Assim, os novos submarinos servirão para alguma coisa. E as fragatas também poderão dar uns tirinhos. :)
Que azedume que para aqui vai, hem!
Cumprimentos.
Pois vamos por essa solução. Ganha o bem comum e treina-se a Marinha. Cumpts.
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