 Largo de Santa Bárbara, 7, Lisboa, [1897-1908]. |
 Largo de Santa Bárbara, 11-12, Lisboa, [1897-1908]. |
« Aqui, no Largo de Santa Bárbara, foram demolidos há cerca de dois anos uns casebres do lado poente, quási à esquina da Rua de Joaquim Bonifácio [actualmente Rua Jacinta Marto], e no seu lugar, com frente ao largo n.os 7 e 9, se ergue esse grande prédio urbano moderno, de que é proprietário Joaquim Antunes da Silva.»
Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, 1939.
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 Largo de Santa Bárbara 27-28, Lisboa, [1897-1908].
Fotografias: Machado & Souza Arquivo Fotográfico da C.M.L.. |
(Revisto em 18/VII/14 e recomposto em 9/XII/17.)
Sr. Bic Laranja: O arquivista era um verdadeiro nabo nas datações das chapas que V. Exª apresenta. O tipo de botão de breguilha que o cavalheiro da camisa branca ostenta só foi fabricado a partir de 1906 na retrosaria Couraça da Travessa das Mónicas; acresce que a forma de combinar o lenço com a saia e o chinela de polimento da mulher sob o nº7 (pintado sobre o antigo nº5, como veria se V. Exª fosse mais atento) é típica das oriundas de Ílhavo, que, como toda a gente informada sabe vejo não ser o caso de V. Exª só se instalaram no Largo de S.Bárbara em começos de 1908 (cf. Engrácia de Mello, Género e Migrações. As rotas do mulherio nortenho, Lisboa, ed.Cataquefarás, 2003, pp.45-46); estamos, pois, algures em 1908. Se V. Exª fosse um homem prevenido e se munisse de uma lupa atentando no facto do 2º e 3º miúdos da foto estarem incontestávelmente ranhosos, facto esse que deverá conjugar com a generalidade da indumentária, modesta mas inverneira, e o tipo de céu e nuvens, chegaria à conclusão (como eu cheguei logo, diga-se) que as fotos são, fora de toda a dúvida, do Verão de S. Martinho de 1908. Sabe o que lhe digo Sr. Bic? Esqueça a fotografia e dedique-se à literatura Quem não sabe datar e acolhe sem critérios científicos os palpites de qualquer asno arquivista, não merece blogar. Atentamente, um Anónimo respeitador.
ResponderEliminarAs fotografias são excelentes, e obrigado por elas.
ResponderEliminarMas, Caro Bic, vejo elementos de continuidade: os casebres só se mantinham de pé, patente e evidentemente, por milagre de Nossa Senhora de Fátima "avant la lettre", o que foi reconhecido na toponímia posterior, para memória futura. Abraço
ResponderEliminarExcelentes fotografias! Um largo a explorar. O primeiro comentário parece-me uma grande dor de cotovelo, e não vem do JM, como é óbvio. Cumprs
ResponderEliminarDiacho!! Já não há sentido de humor? Então alguma vez eu iria malsinar o nosso querido Confrade?! Farão favor de ler o 1º comentário do post abaixo; esse sim, parece sério, um verdadeiro picuínhas...
ResponderEliminarAnónimo respeitador ou Je Maintiendrai, conforme o caso: Pela minuciosa análise já vejo que apreciou as fotografias e percebe-se que ampliou com lupa o método do olhar atento que expus na adenda ao verbete anterior. É notório que seguir as "rotas do mulherio nortenho" o inspira nos comentários... // José Quintela Soares: Mérito do fotógrafo, que não sabemos quem foi. // Réprobo: Não tenho a certeza mas parece-me que foi quando o 'milagre' acabou que mudaram o topónimo para Jacinta Marto. // Exactor: é um comentário ambíguo. Obrigado pelas suas palavras. // Cumpts.
ResponderEliminarArriscando-me a meter fucinheira onde chamado não sou, Caros Bic, Exactor, JM (se for ele) e demais Roda, o comentário inaugural parece-me só ter uma interpretação credível, a de caricatura de pretensos eruditos que se deixam aprisionar por detalhes, logo pelas próprias conmvicções que lhes aplicam, insurgindo-se contra os saberes verdadeiros e as visões de conjunto que não enfermam de miopia. Enfim a virtualidade crítica que um asniento poderia dirigir ao nosso Bic, numa ironia digna do Je Maintiendrai - se de facto se trata dele. Abraços a Todos
ResponderEliminarHaja Deus! Sou eu sou! Viva a exegese do Réprobo! E o Caro Bic levou a sério que eu andasse a inspecionar de lupa a ranhoca dos petizes? E mais o chibante título da Engrácia de Mello? Ora, até parece uma história do André Brun...
ResponderEliminarO comentário inicial é ambíguo; a mesma bitola ditou a medida da resposta que dei - cujo efeito se percebe aliás nas últimas perguntas formuladas. Basta lê-la para ver que repete e reforça o tom irónico inicial. Mas que parece uma história do André Brun parece. Cumpts.
ResponderEliminarRendo-me ao nosso JM (sendo o próprio)!
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarA cada um o seu comentário. O meu é o que é. Ou seja, foi o que foi, porque era no anterior.
Sem querer desmerecer os outros, não os doutos. Aos doutos. Se bem exprimo, melhor o digo. Errar é humano dizem os não picuinhas ( não, não tem assento, picuinhas não leva assento), afirmava eu que nestas coisas é fácil esconder o erro, é que poucos dão por erros daqueles. Foi o que escrevi. Ou tentei expicar. Talvez mal.
Não tenho por costume ou usança fazer comentários malévolos. Ou andar por aí a encher caixas de comentários. Passei, como é hábito. Li o seu post. Sabedor de que aquelas coisas acontecem. Houve quem não tivesse gostado.
Sendo a que segue a única. Entendi o remoque. O humor era do tipo verdejante. Ranhoso alvitrava-se. Com a seca que por aí vai, pareceu-me demasiado.
Ponderei se devia responder. Não me acho à altura do tamanho conflito. Resolvi assim.
Sendo filho de ninguém, não deixo ninguém sem resposta.
Tenho nome, não cognome, nem artificio, nem mascára. A cada um a sua. Liberdade, de bem fazer o que assim entender com ela. Embuçados há muitos. Assinei com nome. Verdadeiro. Paciência. A cada um a sua estupidez. Mas não sou nem faço caricatura. Ali apenas exprimi opinião. Com uma única certeza: sei do que se falava. Ah! E mantenho o que escrevi.
Não prejudiquei ninguém, nem o trabalho que fora feito. Entendi o seu esclarecimento não como uma critica ao trabalho de outrem. Era trabalho dedutivo o seu, bem feito. Foi isso que apreciei. Apenas reforcei que nestes assuntos, a existir falta de pontaria, só nota quem sabe. Datação é ciência ou não? Se ofendi algum datador da praça peço desculpa. A intenção estava longe.
Quanto ao humor a cada um o seu. Mas gosto de humor. Fique esclarecido. Não gosto é de revista do ex-Parque Mayer. Há quem goste. Ainda bem!
Peço desculpa,sou doutras eras. De outras fotografias. De outro humor. Fica feito e sem recados ínvios. E não será por isso que deixo de passar. Que fique entendido.
Fico no 13.
Caro Carlos Freitas: Obrigado pelo seu apreço pela técnica de análise que eu (vaidosa e descuidadamente) exibi. Mas essa minha vaidade, ainda que em adenda e letra miudinha ia custando um melindre. Penitencio-me por isso, mas não me disponho a polémicas na Internete. Não acho razão para isso e cá o blogo é mero passatempo. Não tenho nenhum dos comentários por malévolo (ah! mas verdejante é um excelente adjectivo, bem humorado). Eis o remédio para o quase melindre. Rirmo-nos da confusão cá na tertúlia. E o meu caro não fica no 13 coisa nenhuma que isso é número azarado: fica mas é na correnteza, na esquina do "Portugal em Postais Antigos" com o "Rio das Maçãs". Cumpts.
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarDeixe-me escrever apenas isto. A sabedoria dá humildade. Ou deve dar. Pelos vistos muitos de nós sabemos que assim deve ser. Embora não sejamos todos dessa cepa. Mas não considere vaidade sua ter exprimido o que sabe e aprendeu. Saber exige trabalho. Demonstrar o que aprendemos não é motivo para que alguém nos pense vaidosos.Só pode ser encarado dessa forma por quem não sabe.
Desculpe esta minha intromissão no seu espaço. Mas teria que dizer o que penso sobre este seu último seu comentário. Cumprimentos
Não há nada a desculpar. Cumpts.
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