A dado passo d' Os Maias (cap. VI) Carlos visita de surpresa Ega na Villa Balzac, à Penha de França. Entusiasmei-me quando li esse passo porque estudava num liceu na Penha. Não sei porquê — por certo pela vetustez daquelas casinhas logo à porta do liceu, ou daquela vila ou pátio atrás da Praça António Sardinha, não interessa... — mas tinha uma vaga ideia que a Rua da Penha de França era caminho antigo; intuía-o pelo serpentear pouco rectilíneo na cumeada que vem desde Sapadores.
Na altura imaginei que toda a adjacência da Rua da Penha era a larga hipótese e assim tornava-se difícil. Estreitando, mais não consegui que arrumar a Villa Balzac nas proximidades do Caminho de Baixo da Penha ao pé de Sapadores, embora no meu tempo de liceu não soubesse nem o nome dessa velhinha rua nem que os Quatro Caminhos eram em Sapadores. |
(*) Eça de Queirós, Os Maias, 1.ª ed., v. I, Porto, Chardron, 188, pp. 193-194. |
sábado, 8 de setembro de 2007
Villa Balzac
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Fascinam-me os autocarros ingleses e ainda me lembro, nesses idos de 1964/65, o típico roncar do motor quando se aproximavam da paragem. Quanto a mim, foi uma pena tê-los substituído pelos «laranja» suecos. Se eu mandasse nos transportes públicos de Lisboa, os taxis (aquilo é que são taxis) e os autocarros, eram os de Londres. Uma belíssima fotografia Sr «Bic Laranja».
ResponderEliminarMeu caro Bic, como Carlos da Maia bateu à aldrava da casa do seu Amigo Ega, podemos começar por excluir todas as habitações sem batente. Mas tentarei dar outra pista lá pela diabólica morada. Abraço
ResponderEliminarObrigado sr. Asdrúbal. Aqueles autocarros tornavam Lisboa (e o Porto) muito especial. // Ah! Ah! Uma ajuda do meu ilustre amigo Réprobo é uma honra. // Cumpts.
ResponderEliminarBoa Noite
ResponderEliminarComeço por lhe dar os meus parabéns, como lisboeta "desterrado" no Alentejo, pelo seu blog.
Por aquilo que li neste post devemos ter sido colegas, ou pelo menos andámos no mesmo liceu na Penha de França. O único que conheço por aquela freguesia é o Luisa de Gusmão, emais abaixo, sem ser liceu, a Nuno Gonçalves.
Mas, de Qualquer forma, nasci e fui criado na Penha de França. nasci no nº 8 da Avª General Roçadas, quando a dita terminava no Vale Escuro, ou seja, onde foi construido o viaduto que a completou até Sapadores. Depois de prolongada, houve renumeração, e a minha casa passou a ser o 58.
Mas, a propósito deste assunto, e porque também me surgiu a mesma curiosidade quando li os Maias, indaguei junto de meu pai se existiam muitas casas antigas naquela zona quando para ali foram morar, em 1952, e o que me disse foi que existia uma casa, tipo chalé, em ruinas, na esquina da avenida com a Rua Dr. Lacerda e Almeida, portanto, sobranceira à quinta existente no local que actualmente corresponde à Praça Paiva Couceiro.
Adorei ver Sapadores nos velhos tempos. Ainda me recordo da placa central, e do grande movimento das carreiras da Carris, pois Sapadores era terminal de diversas linhas.
Descobri o seu blog quando procurava, por mera curiosidade, os velhos autocarros de dois andares, de marca AEC. Nostalgias... Permita-me o amigo Asdrúbal, não leve a mal que o trate assim, e de que discorde consigo numa coisa: táxis a valer só os velhos Mercedes 180, os famosos fogareiros, e os seus concorrentes pobres Austin Cambridge e Morris Oxford.
Um abraço e muito obrigado a todos os que paricipam neste blog.