Caso aquela flexão do verbo 'realizar' ali sublinhada vos pareça extravagante ou pouco clara, o seu sentido vem explicado na Britânica: vale a 3ª acepção. O professor de Direito diz muitas... muitas coisas. Isso desgasta-lhe o Português.
Lá voltamos ao mesmo, Amigo Bic: Compenetremo-nos de que, quer dizer, realizemos que esta forma verbal estimula a auto-estima, ao sugerir méritos activos em vez de meros estados reactivos. Abraço
Ah! Ah! Ah! Aceito a sua teoria. Concedamos isso ao professor cuja acção se perdeu no mergulho no Tejo. Paradoxalmente dessa acção não obteve reacção capaz... Cumpts.
passo de vez em quando por aqui, sem deixar um ar da minha graça, mas desta vez apeteceu-me dizer qq coisa enquanto amante desta língua que é a nossa. sabes, eu faço parte daquele grupo que acha que a língua está viva, evolui e é o uso que fazemos dela que a vai criando. é assim que muitos termos são primeiro considerados estrangeirismos e mais tarde acabam por aparecer nos dicionários. neste caso que referes, é óbvio que se pode dizer "constatei", "apercebi-me", "verifiquei" e sei lá quantos mais sinónimos que o português nos oferece. mas o "realize" inglês tem uma ligeira subtileza face aos que referi, que para mim tem a ver com um certo espanto que traduziria por "andava tapado e de repente apercebi-me", não é? ora "realizei" é mais curto, mais rápido, mais fácil. vais ver, não tarda, aparece nos dicionários com esse significado... mas não estou de certeza a dizer-te nada de novo. parabéns pelo blog. gosto muito.
Bem-vinda TCL! O ânimo (a alma) da linguagem são os falantes. A linguagem é a cada mmomento o espelho dos falantes e, por extensão, do tecido social que eles formam. Ora a sociedade portuguesa está plenamente reflectida neste barbarismo 'realizei'. A nossa (suposta) nata intelectual propõe vaidosamente modos, modas e moldes que vêm de fora, por presumida finura; os restantes, amorfos, imitarão a finura (tanto mais depressa quanto menos entenderem o barbarismo). A importação de modelos desnecessários (a cara TCL deu já vários sinónimos) anula-nos a identidade. Qualquer nova identidade criada por esta via tenderá para uma cópia. E sabemos que a cópia vale sempre menos que o original. Folgo que aprecie cá vir e espero que torne mais vezes. Cumpts. :)
Lá voltamos ao mesmo, Amigo Bic: Compenetremo-nos de que, quer dizer, realizemos que esta forma verbal estimula a auto-estima, ao sugerir méritos activos em vez de meros estados reactivos. Abraço
ResponderEliminarAh! Ah! Ah! Aceito a sua teoria. Concedamos isso ao professor cuja acção se perdeu no mergulho no Tejo. Paradoxalmente dessa acção não obteve reacção capaz...
ResponderEliminarCumpts.
viva bic!
ResponderEliminarpasso de vez em quando por aqui, sem deixar um ar da minha graça, mas desta vez apeteceu-me dizer qq coisa enquanto amante desta língua que é a nossa. sabes, eu faço parte daquele grupo que acha que a língua está viva, evolui e é o uso que fazemos dela que a vai criando. é assim que muitos termos são primeiro considerados estrangeirismos e mais tarde acabam por aparecer nos dicionários. neste caso que referes, é óbvio que se pode dizer "constatei", "apercebi-me", "verifiquei" e sei lá quantos mais sinónimos que o português nos oferece. mas o "realize" inglês tem uma ligeira subtileza face aos que referi, que para mim tem a ver com um certo espanto que traduziria por "andava tapado e de repente apercebi-me", não é? ora "realizei" é mais curto, mais rápido, mais fácil. vais ver, não tarda, aparece nos dicionários com esse significado...
mas não estou de certeza a dizer-te nada de novo.
parabéns pelo blog. gosto muito.
Bem-vinda TCL! O ânimo (a alma) da linguagem são os falantes. A linguagem é a cada mmomento o espelho dos falantes e, por extensão, do tecido social que eles formam. Ora a sociedade
ResponderEliminarportuguesa está plenamente reflectida neste barbarismo 'realizei'. A nossa (suposta) nata intelectual propõe vaidosamente modos, modas e moldes que vêm de fora, por presumida finura; os restantes, amorfos, imitarão a finura (tanto mais depressa quanto menos entenderem o barbarismo). A importação de modelos desnecessários (a cara TCL deu já vários sinónimos) anula-nos a identidade. Qualquer nova identidade criada por esta via tenderá para uma cópia. E sabemos que a cópia vale sempre menos que o original. Folgo que aprecie cá vir e espero que torne mais vezes. Cumpts. :)