Um avião quadrimotor descola de Luanda para Lisboa com 108 passageiros. Avaria-se um motor após pouco tempo de voo. O quadrimotor que falo, sem mais incidências anormais, consegue voar apenas com três motores e as tripulações técnicas são treinadas para isso (e depois habilitadas para a tarefa: uma autoridade passa-lhes um papel). Neste caso o quadrimotor só não prossegue até ao destino porque somado à avaria num motor se notou um excesso de vibração na asa, o que esforçava demasiadamente a estrutura do avião. Regressam a Luanda.
Substitui-se o motor avariado e o avião pode prosseguir já com plena potência para a Lisboa em voo não regular e sem passageiros, i.e. um voo ferry.
Afinal a tripulação original que, não fora a vibração na asa, teria voado até Lisboa com 108 passageiros e menos um motor (estava treinada para isso; e habilitada, não esqueçamos o papel), não pôde ao fim e ao cabo tripular o avião na condição ferry, com quatro motores e sem passageiros, condições aparentemente menos perigosas.
Porquê? - perguntar-me-eis.
Ora, porque lhe não deram equivalência. Logo, não estava habilitada. Ou seja, faltava-lhe o papel.
Super Constellation "Infante Dom Henrique" da TAP sobrevoando Lisboa, [1955-67].
Fotografia de André Malhão publicada em...
A questão d' o papel é muito importante. E à cautela há quem opte por ter dois...
sábado, 14 de abril de 2007
O papel
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Que maldade tão grande!!!!
ResponderEliminarA multiplicação de papéis...?!
ResponderEliminarSim o papel é iportante, para comprar diplomas ou enganar os tolos com aeroportos de otários
ResponderEliminarEsse papel também. Cumpts.
ResponderEliminarO papel tem que ser recheado a competência:)
ResponderEliminarNo caso da tripulação parece-me óbvio que já o era... Cumpts.
ResponderEliminarQuando fui para Luanda depois de nascer (com 1 ou 2 meses) fui nesse bião ao qual mais tarde eu chamava: "Elefante Dom Henrique"!
ResponderEliminarEsta está boa! Cumpts. :)
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