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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

As saloias...

 As de Sintra e de Colares, Raul Proença distinguia-as das vulgares lavadeiras:



« Mas nos arredores de Sintra e de Colares uma natureza benigna, uma vegetação espontânea surpreendente e um ambiente que a todas as coisas comunica, por assim dizer, a sua beleza esparsa, fizeram surgir, entre a própria população autóctone, um tipo feminino, que, embora moreno, ostenta já, nos lindos olhos negros luminosos, na pele mimosa, nos donaires senhoris das figuras mignonnes, delicadeza de boa estirpe, notáveis mesmo no conjunto do país.»


Raul Proença, Guia de Portugal, 1.º v., Generalidades; Lisboa e arredores,  1.ª ed., B.N., Lisboa, 1924, p. 465 [Reed. da Gulbenkian, imp. 1991].



 


Comemorações do VIII centenário da tomada de Lisboa. Carro regional do vinho de Sintra, Rossio, 1947. Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.
Comemorações do VIII centenário da tomada de Lisboa. Carro regional do vinho de Sintra, Rossio, 1947.
Fotografia de Judah Benoliel, in Arquivo fotográfico da C.M.L..


 


 Pois eu fico a pensar — se a natureza benigna do meio geográfico se comunica às gentes como diz Raul Proença — fico a pensar, dizia: onde irão as saloias desta Lisboa patobravizada de hoje colher beleza?!...

(Revisto em 19/VII/14.)

4 comentários:

  1. À caixinha da saúde!!!Um bom blush faz milagres na pele mais poluída:)

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  2. Bic Laranja21/2/07 22:01

    Parece-me coisa de centro comercial... Cumpts. :)

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  3. Mas estas também, não são nenhumas belezas. Desculpe a má vontade.

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  4. Bic Laranja22/2/07 21:17

    Não é má vontade, é verdade. Mas pode ser que sejam modelos no desfile e não saloias... Cumpts.

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