Quando em Setembro passei pela Av. Almirante Reis contava subi-la. O rumo inverteu-se e acabei descendo a Rua da Palma indo dar ao Socorro e por aí adiante até à Mouraria do velho Arco do Marquês do Alegrete. Reencontrando a Avenida D. Amélia [Almirante Reis] em Dias que Voam, retomo o rumo.
Av. Almirante Reis [Avenida D. Amélia], Lisboa, c. 1908.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
O troço que aí vedes apresenta os números 32 a 22 da Avenida D. Amélia no ponto exacto da confluência com o Regueirão dos Anjos, cujas velhas casas se vêem à direita. A velha igreja dos Anjos havia pouco que fôra [ou estava sendo] demolida; julgo não me enganar ao dizer que ela se encostava às velhas casas do Regueirão dos Anjos, com orientação Sul/Norte, dando a fachada à Rua dos Anjos. Aquele prédio que se constrói lá mais adiante há-de ser o n.º 22 que faz esquina com a Rua Andrade. Em frente a ele erguer-se-á o cinema Lys.
Um pormenor muito pitoresco e curioso é a cota natural do chão da avenida que nivelava pelo Regueirão dos Anjos; lanços de escadas exteriores compensam o desnível; daqui percebo a razão daqueles pisos térreos mais baixos que o actual nivel da avenida; nem foi preciso escavar pois assentaram no chão original.
Reflicto agora: desde o tempo em que passava por ali no eléctrico a caminho da Trafaria ou da Confidente que reparava naquela ruazinha com ar antigo, o Regueirão, truncada e soterrada pela avenida larga. Intuía dali sinais da topografia antiga, que houvera ali coisas que já não existiam; mas era muito pequeno. Esta fotografia é muito interessante!...
sábado, 13 de janeiro de 2007
Avenida D. Amélia
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Nunca imaginei que tivesse sido assim. Tenho que passar lá e olhar.
ResponderEliminarObrigada senhor Bic:)
:)
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