Uma fotografia aérea sobre a zona de Belém e Algés (Kurt Pinto, Filmarte, c. 1930, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.) apresenta a Torre de Belém com um fuliginoso guarda-costas: a fábrica de gás. A Av. da Índia (se é que assim se já chamava) terminava na Rua do Arco da Torre de Belém, que se percebe mais ou menos na transversal da fotografia, cruzando a linha de Cascais e prosseguindo (encoberta) a ocidente da fábrica, até à porta do forte do Bom Sucesso.
Um detalhe interessante, se atentardes, é o areal da praia que em estreita faixa acompanha a linha de Cascais: são sucessivamente as praias de Pedrouços, de Algés (onde se distingue o pontão da ribeira do mesmo nome) e, lá onde a vista já não alcança, a Cruz Quebrada. Apercebo-me que desde a construção da Docapesca e tudo o mais que se tem feito em aterros sucessivos, a orla costeira avançou mais de dez vezes o tamanho destas praias de 1930.
Não é justo pois que Neptuno reclame agora em São João da Caparica parte do que lhe foi esbulhado?
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Dos aterros
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Essa fotografia foi tirada no ano em que o meu pai nasceu, nem a ele deu para perguntar, mas tinha que vir meter o "bedelho" na mesma. Assim para saberem que venho ca espreitar. :-)
ResponderEliminarCiao
E veio em boa hora. Assim se ouvir falar da praia de Pedrouços sabe que era uma tira de areia junto à linha do comboio, antes Algés. É que hoje já se lá não vê praia nenhuma. Cumpts.
ResponderEliminarBela fotografia. E vamos com Deus que a sensibilidade dos nossos avós a construir industria em paredões sobre a Torre de Belém era uma batata!
ResponderEliminarE lá está num post abaixo a casa do arco. Quem atentar no outro lado da rua, junto à defunta Univ. Moderna, ainda vê (em obras, espera-se que de boa recuperação) a casa nobre dos Saldanhas (depois marqueses de Rio Maior) governadores hereditários da Torre de Belém.
Um dia destes o Neptuno lembra-se que a terra é dele e "pimba"!!!!! Depois fica tudo muito admirado com mais um capricho na "Ana-Tereza"...
ResponderEliminarObrigado, caro confrade! A sensibilidade de nossos avós fez escola. Menos mal que é obra pela obra: mas ele há por aí cada batatal cultural de Belém... Oxalá a casa dos governadores, desse lado da Moderna que diz, venha a ter melhor consequência! Cumpts. // O capricho da "Ana Teresa" (esta está muito boa), tenho para mim que que é tirar da Costa e assorear a lagoa de Santo André ou de Óbidos. Cumpts. amiga Luar.
ResponderEliminarQuando a praia na cruz quebrada era limpa
ResponderEliminarAmigo Bic tenho uma loja para lhe apresentar lá nas minhas Luas... não atinei foi com o seu link só fiz asneiras e aquilo não abre!!!!!!
ResponderEliminarAhhhhh indiquei o seu blog à dona da loja que ficou interessada com as maravilhas de eu contei!!!!!!!
Tirar da costa para assorear a lagoa de santo andré ou a de óbidos? Uma fica a norte, outra a sul. A devira litoral na costa Oeste Portuguesa funciona Norte Sul. Existindo refluxos pelo Tejo dentro. Duvido que chegue à Lagoa de Santo André grande coisa, fica-se tudo entre Tejo e Sado. Para Óbidos é que não segue nada.
ResponderEliminarSó o Amigo Bic Laranja para fazer da minha pobre Linha uma segunda Holanda...
ResponderEliminarAbraço.
E a de Pedrouços frequentada, Tron. // Conto ir agora lá lá ver, Luar. // Um disparate, não é, Rui? Obrigado por aclarar a questão. Mas a verdade é que nalguns sítios o mar recua... // Uma segunda Holanda? Sim! desde Alverca até Cascais, Paulo. // Cumpts. a todos.
ResponderEliminarÉ normal que a natureza tente repor aquilo que o homem desnaturalizou. E, em certa medida, até acho que justamente. Só que o interior desertifica-se e o litoral não chega para tanta gente e tem de se ganhar espaço ao mar.
ResponderEliminarOs humanos desequlibram e a Natureza volta a equilibrar... Cumpts.
ResponderEliminarNeptuno dá-lhe toda a razão disse-me ele ao ouvido... Também disse que no http://maps.google.com/maps?q=lisbon+portugal&t=k&hl=en (http://maps.google.com/maps?q=lisbon+portugal&t=k&hl=en) encontraria visual explicação da sua zanga. Estreitando o Tejo, as suas ninfas, golfinhos e outras avantesmas iriam, aproveitando a curva de Algés, fazer pressão sobre a língua d'areia que ligava a Cova do Vapor (RIP) ao Bugio por onde um tio meu, nos anos 30, paseava a pé na maré baixa.
ResponderEliminarBurro!
ResponderEliminarEu, claro!
Parabéns pelo excelente trabalho!
Sem politiquices.
Um blog como poucos!
Obrigado! Cumpts.
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