Honra-me o confrade Mendo Ramires com um convite para pendurar aqui na parede um postalinho do saudoso Cais das Colunas - que a empreitada do Metropolitano haja. Meio desprevenido e um tanto atrasado, vale-me que o cavalheiro Jorge Ferreira supriu a falha com cinco belíssimos postais ilustrados n' O Carmo e a Trindade, com dedicatória a condizer.
* * * « O lado S da praça é formado pelo chamado Cais das Colunas (de duas colunas que aí se levantaram), hoje um pouco deteriorado, sendo raros os desembarques que nele se efectuam, a não ser de pequenos vapores e embarcações de vela que fazem a travessia do Tejo para a outra banda. De aí desce até ao rio uma ampla escadaria de mármore.» (2)
(1) A silhueta do silo da Trafaria e o tipo do cacilheiro atracado parece-me que tornam a fotografia daquém 1973, mas posso estar enganado. Música: Verdes Anos (Carlos Paredes).
(Revisto em 20/VII/14. Muito revisto e augmentado em 12/XI/17.) |
A música de Carlos Paredes é dolorosamente bela. Caro amigo, muito obrigado por este momento.
ResponderEliminarJá tinha saudades do Cais! Obrigado. Na primeira foto há também um cais que já desaparaceu com as recentes obras para a Agência Marítima Europeia. Vamos lá ver o que sai dali. Li no jornal que em vez do cacilheiro que se vê na foto que lá estará o Creoula e a Sagres.
ResponderEliminarA pintar a manta não diria, mas?... Que a beleza e o significado das ditas não desapareça com as obras de "Santa Ingrácia", quero dizer do metro. A acontecer seria a descaracterização da Praça do Comércio, não só arquitetonicamente como de toda a simbologia que a mesma encerra. Pelo postal, pela música e pelo reavivar da memória bem hajas. Um abraço
ResponderEliminarNuma noite de 24 para 25 de Abril,há muitos anos, andava eu a passear pelo Terreiro de Paço e sentei-me no Cais das Colunas a ver . Estava contemplativa e vi uma mulher majestosa mas muito triste, que passeava por ali: era a Eunice Munoz.
ResponderEliminarDesde então associo o escondido cais e a actriz envelhecida.
Também numa noite de 24 para 25 de Abril, na Praça do Comércio, fixei uma imagem na minha memória. No espectáculo dos festejos do 25 de Abril colocaram pessoas e luzes nas janelas da praça. Que diferença! Que vida!
ResponderEliminarAs saudades que tenho do Cais das Colunas.
ResponderEliminarQuantas conversas não tive aí, quando na altura, se deambulava por Lisboa a pé. Obrigatório parar junto às colunas e espraiar o olhar.
Beijinhos
De nada, Zé. // Já soube, Pedro. Parece-me que é também a nau D. Fernando e Glória. // Um abraço para ti, amigo Zé do Pinho. // Mais valor ainda para o cais, amiga T. // Devia repor-se lá o paço real, P. // Vamos ter esperança, Marta... // Cumpts.
ResponderEliminarMeu Caro Bic Laranja:
ResponderEliminarBela a segunda fotografia. A primeira não é que o não seja, mas, com tanta conversa de "pintar a manta", as duas silhuetas dos passantes infundem-me algum receio, nestes tempos alternativos. Faça-me uma caridade: coloque a Sua penúltima resposta no texto do postal. Abraço.
A resposta seguiu no correio. Cumpts.
ResponderEliminarQue bom consumir estas fotos em conjunto com esta musica. Belissimo momento. Obrigada!
ResponderEliminarDe nada! Obrigado eu pela visita. Cumpts.
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