Paul Ricard cheirando a tinta, amplas garagens (boxes), soberba sala de imprensa, restaurante — diz o locutor.
Lembro-me que em 1971 o Mundo me parecia muitíssimo avançado, cheio de maravilhas mecânicas. O meu irmão falava do Concorde que — sei agora — não tardaria naquele ano em voos de demonstração pela América. Aqueles mecânicos no filme, de aro de pua afinando os carros de corridas são a minha inocente imagem da evolução pela mecânica; Tim Shencken desistindo a cinco voltas do fim no G.P. de França por perda de óleo era uma contingência; até demonstrava que estávamos quase lá, na última volta do progresso.
Há-de haver centenas de outras imagens; cada um acrescente as suas… Mas em 71 o meu mundo brilhava como novo tal como a Fórmula 1 resplandecia no novíssimo circuito do sul de França.
(Publicado originalmente em 3/XI/2006 às 6 e 21 da manhã. Revisto e publicado de novo em 10/IX/21 às 10 para o meio-dia, com reposição do filmezinho. Reposto na data original a dois dias do Natal de 25 à 10 para as onze da manhã.)
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