« [...] O sítio chamado de há muitos séculos Palhavã, onde se ergue o majestoso palácio deste nome, construído em 1660 pelo 2.º conde de Sarzedas e melhorado e aumentado pelo 3.º conde, seu filho. Data desta época o portão que hoje se vê armoriado com o escudo dos Mendonças [i.é, Mendoças], da casa de Azambuja, que o venderam por sua vez à Legação de Espanha.»

Palácio da Palhavã, Lisboa, [s.d.].
Fotografia outrora in E. Cerdeira, Lisboa Antiga.
« Neste palácio m. em 1683 a rainha D. Maria Francisca, de Sabóia, mulher dos reis D. Afonso VI e Pedro II. Aqui residiram também os infantes D. António, D. Gaspar e D. José, filhos naturais de D. João V, que ficaram por isso conhecidos por meninos de Palhavã. Os franceses danificaram muito este palácio, em cujos sumptuosos jardins e parques, entretidos ao gosto holandês, se desenrolaram as últimas cenas das lutas liberais, tendo os soldados do marechal Bourmont, comandante do exército miguelista, ocupado estes terrenos, atacando destes os redutos da Atalaia e Campolide, onde o exército liberal do Duque de Saldanha defendia a cidade [...] »
Muro do parque de J. M. Eugénio que foi demolido para prolongamento da praça de Espanha, Lisboa, [s.d].
Firmino Marques da Costa, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Passado o palácio, que esquina para a Azinhaga do Conde de Azambuja, bifurca-se a estrada...
Excertos de: Raúl Proença, Guia de Portugal, 1.º v., Generalidades; Lisboa e Arredores, 1.ª ed., Lisboa, B.N., 1924, p. 432-433. [Reed. da Fundação Calouste Gulbenkian, imp. 1991, que reproduz fielmente a 1.ª ed. de 1924].
(Revisto em 10/VI/2013 e em 13/VII/2014.)
Terá sido a vocação para o martírio de tão belo edifício que suscitou um episódio bombista, no período revolucionário na década de 1970´s. Abraço.
ResponderEliminarNão creio muito em tal sina, mas nunca se sabe! Cumpts.
ResponderEliminarO escudo é Mendoça e nao Mendonça
ResponderEliminarMENDOÇA - É O NOME DOS Azambuja
ResponderEliminarHá-de-se corrigir.
ResponderEliminarObrigado!