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domingo, 5 de março de 2006

A ponte de Entre-os-Rios e o pilar descalço

A ponte:



 Compreende-se a dor dos que perderam familiares e amigos e compreende-se também que, por isso mesmo, insistam em procurar culpados.
 Já não se compreende tão bem a enxurrada de imbecilidades que foram ditas e repetidas com este ou aquele interesse mais bizarro [...]
 Melhor fora que lhe chamassem a essa [nova ponte] «Ponte das Amendoeiras em Flor». Que era de vê-las que vinha grande parte das vítimas.

 Manuel, in H Gasolim Ultramarino.



O pilar descalço:



 Os meios de comunicação [leia-se, a televisão], ao mostrarem sucessivas imagens da tragédia contribuiram para aliviar o sofrimento e o stress pós-traumático dos familiares das vítimas: é a tese defendida pela jornalista [fulana de tal, parece que baseada numa certa teoria da Psicologia].
Notíciário da televisão em 4/3/2006 à hora do almoço.




 

12 comentários:

  1. Obrigado mais uma vez pela sua gentileza. Um abraço

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  2. P.S. As coisas que ainda se dizem... Isto da Psicologia de pacotilha mailo apoio psicológico às vítimas disto e daquilo é um monumento à ignorância e à estupidez.

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  3. Sou eu que lhe fico penhorado: sem si não tinha 'calçado' estoutro 'pilar' da psicologia de pacotilha nem do jornalismo panfletário. Mas tudo isto já não leva emenda... Cumpts.

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  4. Respondendo à tua questão, penso que mais tarde ou mais cedo todos estaremos na nova plataforma. Não faz sentido o Sapo manter duas. De qualquer maneira, é simples trabalhar nesta plataforma, foi feita para "nabos" em html. Tem é ainda algumas falhas bastante irritantes... mas os comentários já melhoraram mto em dois dias. Vamos aguardar que estes "limpem" todos os defeitos. Jinhos***

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  5. Meu Caro Bic Laranja:
    Olhe, Caro Amigo, a publicação desta bela imagem também pode ser tida por essa gente como técnica de acompanhamento para superação e alívio das dores do parto das amêndoas, que são dadas à luz pelas flores, etc. e tal.
    Mas é muito mais interessante considerá-la como homenagem a Um Certo Mocho, que é da terra delas.
    Abraço.

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  6. Obrigada, Paulo. Permite-me apenas um Parêntesis: sou de Lisboa mas por motivos de serviço, deslocaram-me para o Algarve e cá me tenho mantido com as penas quentes, pouca chuva e algumas amendoeiras. Bic, é por essas (e por outras bem piores) que não gosto de psicologias. Acho-as baratas... Bicadas a ambos.

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  7. Ai, o que eu gosto das amendoeiras em flor!

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  8. Por acaso também ouvi esse comentário da jornalista e fiquei a questionar-me que génio da Psicologia foi capaz de defender uma teoria tão macabra! Desde quando personificar a nossa dor, faz com que ela diminua? Eu nem quero imaginar a angústia dos que perderam familiares nessa tragédia, a levar com imagens da mesma a toda a hora, em todos os canais... =(

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  9. [Ena, tantos!] Formiguinha: Há mais de 200 entradas no Bic Laranja, todas têm imagens. Consultei o Sapo e a solução é gravar todas as imagens nas fotos do Sapo e refazer as ligações... Uma a uma! Não creio que o Bic Laranja vá durar muito mais... Obrigado e cumpts.

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  10. Pegando no que diz o Paulo Cunha Porto, uma imagem das amendoeiras em flor valeria mais que a repetição 'ad nauseam' das imagens da tragédia. Mas pior, infinitamente pior, é o recurso à psicologia barata (porque a há séria), não apenas para justificar, mas para afirmar como terapêutica para as famílias a prática predatória deste inqualificável jornalismo. Cumpts. a todos e obrigado pelas achegas.

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  11. Jazem no Douro sonhos de amendoeiras em flor brancas como a neve...Jazem no Douro silêncios preces e clamores...

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  12. Muito bonito. Obrigado pelo contributo. Cumpts.

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