Igreja de Benfica, pouco antes da missa do galo.
- Ó chefe! Ó chefe!
- Mau! - pensei, olhando para trás.
- Ó chefe, você tirou minha fotografia.
- Como!? Não lhe tirei fotografia nenhuma - respondi tentando dar fim à conversa.
- O chefe tirou-me fotografia, agora ali - insistia o fulano atrás de mim.
- Já lhe disse que não lhe tirei fotografia nenhuma! - repeti com autoridade de chefe.
- Não tirou?! Então 'tá bem.
Parei, voltei-me e o fulano já se afastava.
Segui o meu caminho convencido que me livrara de boa.
Igreja de Benfica, Lisboa, 2005.
E afinal sempre lhe tirei a fotografia.
Ainda não se deve respirar de alívio. Sei, de fonte segura, que o fotografado só costuma visitar este blogue bem entrado na noite, num computador que há no local de acolhimento aos sem-abrigo...
ResponderEliminar...e ontem o pessoal que liga a máquina esteve de folga.
ResponderEliminarNesse caso assumo o engano e não me resta senão entregar a fotografia (mas não a máquina) ao indivíduo. Cumpts.
ResponderEliminarRecorta-lhe o perfil...Esta fotografia ainda vai servir para apanharem o tipo que todas as noites, naquela zona, assalta carros...hi, hi, hi!!!!!
ResponderEliminarSe assim for sempre era a fotografia (e não a máquina) que o tipo afinal queria. Cumpts.
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