- Não escreveste ao Casaca? - quis saber a mãe.
- Desta vez não.
O modo habitual era: táxi para Santa Apolónia, comboio para Mato Miranda, táxi dali até à Azinhaga do Ribatejo.
Quando escrevia ao avô sobre quando íamos chegar, o pai mandava também carta ao sr. Casaca de Mato Miranda, que era para reservar o único táxi da terra. Uma certa vez não no fez. E quando chegámos a Mato Miranda o sr. Casaca - disse-nos a sua senhora lá na loja - tinha ido fazer um serviço ao Pombalinho.
Esperámos. Uma, duas horas e o sr. Casaca nada.
Anoiteceu...
O pai decidiu - vamos a pé!
Fizemos 4,5 km a pé numa hora, demonstrando que a velocidade média duma família de quatro humanos, a pé, com bagagem, entre Mato Miranda e a Azinhaga era 1,5 km/h.
Foto: Miguel Elói - Mato Miranda, Fevereiro de 2004. Bilhete desta bilheteira.
[Quando me chamaram para a tropa mandaram-me apresentar na Escola Prática de Infantaria.]
sábado, 19 de novembro de 2005
Há uma ordem no Mundo mas eu não sei qual é
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Sou do Pombalinho, uma aldeia vizinha da Azinhaga e esta pequena aventura que encontrei por acaso na Net, tocou-me particularmente, porque muitas vezes o Sr Casaca sempre esteve, para me transportar de Mato de Miranda paar a aminha Aldeia.
ResponderEliminarEsta pequena aventura tocou-me particularmente porque sou do Pombalinho, uma Aldeia vizinha da Azinhaga, e para mim o Sr Casaca sempre esteve presente quando dele necessitei para me transportar de Mato de Miranda para a minha ALdeia.
ResponderEliminarCaro sr. Manuel Gomes, o seu comentário alegrou-me imenso e parece que reforça o título que dei a esta história. Não sei se o sr. Casaca ainda vive, mas passados tantos anos impressiona-me chegar virtualmente de Mato Miranda ao Pombalinho através da recordação que tenho dele. Cumpts.
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