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quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Vade retro auspicium malum

Lembrou-me há pouco dalguém que por fogos fátuos enterrou a pátria consigo.

Reconhecimento do cadáver de D. Sebastião
Alcácer Quibir: reconhecimento do cadáver de D. Sebastião.
Quadro de Caetano Moreira da Costa Lima.

Todos os verões há um grande concurso nacional de fogo real. E há muita gente concorrendo por ganância de fogos fátuos.

[...]

Mas o mouro é que conhecia o deserto
de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e abrasa
o mouro é que jogava em casa

E o D. Sebastião levou tantas na pinha
que ao voltar cá (aí) encontrou a vizinha
espanhola sentada na cama, deitada no trono
e o país mudado de dono

[...]

Excerto d' Os Demónios de Alcácer Quibir, Sérgio Godinho.

Nota: alguns julgam saber mas ignoram; o desastre deu-se em 4 de Agosto de 1578.

3 comentários:

  1. As voltas do passado a pregarem partidas no presente. Pois é, Bic, a história repete-se só que com um factor bt negativo a favor dos dias de hoje: é que antigamente reinava a ignorância, a força e a honra; agora vigora a maldade, o dinheiro, o gosto pelo poder e os interesses instalados. Monarquia VS Corportivismo.

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  2. Venho aqui deixar um olá! Apenas isso!

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  3. Duas respostas. 1) MOCHO: dantes os homens moderavam o actos porque temiam a contabilidade divina. Depois, os humanos criaram a Economia para mover a História e invocaram a lei do mercado para aposentarem Deus compulsivamente. Hoje cada homem julga-se um deus, não pelo 'ser', mas pelo 'ter'. Pode desprezar os demais, que além de mortais, não são senão forças produtivas. 2) BORBOLETA: Obrigado pela visita. Parabéns pelo seu blogo! Cumpts.

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