| início |

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Aventura ao Cais do Sodré

 A mana Isabel levara-os a apanhar o autocarro? Aqueles três não deviam andar ali!

terça-feira, 28 de junho de 2005

A colaboradora

 A minha avó dizia criada. A minha mãe mais não dizia que empregada. A sra. D. Maria Luísa faz por seguir a moda e chama-lhe colaboradora. A descrição de funções é como se vê:




Boa tarde D.ª Luísa.

 Não pude ficar mais tempo pois à sexta-feira tenho 2 senhoras.
 Limpei o pó, não a fundo. Limpei mais ou menos as janelas da sala e quarto. E passei alguma roupa a ferro (as calças beges do seu marido falta-lhe um botão). Quarta-feira, como tenho a manhã para si, já passo a roupa toda a ferro. Quero lavar os azulejos da cozinha e casa de banho. E lavo melhor as janelas.
 Desculpe mas hoje foi para ter a casa limpa no fim de semana.

 Bom fim de semana,
                             Célia

O caneiro

 Comentava-se em cavaqueira familiar umas obras do Metropolitano no cruzamento da estrada de Benfica com a rua de Campolide, junto a Sete Rios, em finais de 50. Havia a garagem do C. Santos, havia ali umas casas velhas com tabernas. A velha estrada de Benfica que vinha de S. Sebastião com eléctricos que iam até Carnide e Benfica...
 Vai daí, disse-me o Sr. D. Jorge que também havia por ali um caneiro.

Obras do Metro em Sete Rios, Lisboa (Judah Benoliel)

Judah Benoliel [salvo erro, de cima do viaduto ferroviário], in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

domingo, 26 de junho de 2005

Mamarracho

 A desproporção do Ministério do Trabalho é contextualmente notória. Talvez haja ministério a mais e trabalho a menos.

Pr. de Londres, Lisboa © 2004

 Pode fazer uma ideia de como era antes do mamarracho aqui...

Av. de Roma, Lisboa

Descubra as diferenças:

Av. Roma © 2004
Cruzamento com a Av. Frei Miguel Contreiras em 2004.


O mesmo sítio através da lente de António Passaporte nos anos 50.

sexta-feira, 24 de junho de 2005

António Passaporte


  • Como era a cidade antes de transbordar de gente e de automóveis?

  • Que movimento tinham os bairros novos quando a população estava aquém do previsto nos planos urbanísticos?

  • Como se vivia naquele tempo quando tudo parecia tão moderno e promissor?

  • Com que tranquilidade nos deslocávamos todos os dias por estas ruas e praças?

  • Com que prazer ouvíamos os pregões das varinas e dos cauteleiros, o riso das crianças  nas escolas?


 Na Feira do Livro de Lisboa de 2003 tropecei no catálogo da Exposição Postais de Lisboa, Arquivo Fotográfico da C.M.L., 1997. E tornou-se fascinante descobrir como ilustrou António Passaporte as respostas àquelas interrogações, geralmente sentidas e brilhantemente expressas pelos autores do catálogo.

A.Passaporte
António Passaporte: Évora, 1901 — Lisboa, 1983.




Ref.ª: António Passaporte. Postais de Lisboa = António Passaporte. Post-Cards of Lisbon / PORTUGAL. Câmara Municipal de Lisboa. - [Lisboa] : C.M.L., D.L. 1998. - 119 p. : Il.; 26cm.

O original

 Disseram-me particularmente, num falar alentejano, que o original inspirador da Tinturaria do Chile se publicava nesta xafarica. Foi essa foto de António Passaporte que inspirou aquele título. Vede:

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Os bárbaros

 Ministros, deputados e políticos de aparelho pelam-se pelo politicamente correcto, por vergonha de serem ortodoxos.
 Governantes, gestores públicos e banqueiros descredibilizam-se na razão directa do seu (des)crédito pelo bem comum.
 Edis, vereadores e empreiteiros oferecem acessibilidades tão rotundas quanto lhes acede, incontornável, a riqueza.
 Advogados e juristas, é vê-los contratualizar; não bastava simplesmente contratar?
 Comentadores, jornalistas e bem-falantes confundem temas fracturantes da moda e reles coscuvilhice com jornalismo heterodoxo.
 Taxistas e passageiros alardeiam alarvidades alicerçados culturalmente n' A Bola.
 O Português hiper abastarda-se... mega além de Latim de bárbaros.


 Quem lhe deita a mão?

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Cultura fracturante (*)

Uma representação 'incontornável' do fracturante edifício cultural da actualidade...

Estr. Militar, Lisboa © L. Gonçalves 2004
(c) Luísa Gonçalves

Pode ver-se nas Portas de Benfica, a caminho do cemitério.




(*) Melhor seria dizer-se cultura heterodoxa, mas este adjectivo jaz com a intelectualidade ortodoxa.

Obras

Obras, Benfica — © 2004 

Só vejo fazer obra assim.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

A melhor obra [3/3]

Av. E.U.A., Lisboa (J.Benoliel)

 Dá-me ideia que a melhor obra é de Judah Benoliel no Arquivo fotográfico da C.M.L..

quinta-feira, 2 de junho de 2005

>... [continuação]

O que se avista desde o Colégio de Campolide para o fundo da antiga Estrada de Campolide.

Sete Rios, Lisboa © 2004

[Mas haverá ruas lá no meio? ]

Avenida dos Estados Unidos da América [1/3]

Av. E.U.A., Lisboa &copy 2004 

 Embora a pressão imobiliária se pressinta na volumetria da construção, esta avenida dos anos 60 tem espaços verdes entre os blocos [continua...].