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quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Estado Novo e a retórica dos papagaios

 De certo papagueanço de quem não estuda nem se informa ou, sequer, lê com rigor o que se acha na Internete — porque vive e convive e nutre bovinamente o espírito com o pasto de propaganda antifascista que lhe dão à manjedoura — repesco do arquivo (agora com gráfico ilustrativo, para ser mais fácil de entender) algo que disse em 2013. Não cuido, todavia, que venha ainda assim a ser mais inteligível, às araras do costume, o óbvio: quase tudo estava por fazer em 1926, fosse na alfabetização, na electrificação do país, na hidráulica agrícola ou urbana, ou até em coisas que lhe não ocorrem como as estradas e as telecomunicações, a aeronáutica, &c. Foi tudo feito pelo Estado Novo a partir quase do nada.



« Ando às vezes com Salazar debaixo do braço. Ontem vinha com o primeiro volume dos Discursos porque queria passar a forma electrónica as páginas do prefácio à 4.ª edição. O que nele pude ler em escassas 40 páginas assombrou-me pela clareza da exposição de todo um pensamento político e pela capacidade de o sintetizar sem perda em tão pouco papel. Admira-me tamanha simplicidade tanto mais que sei o penoso que me é redigir coerentemente a partir duma meada de ideias que me amiúde assalta e a que tanta vez não acho o fio.
  A admiração por Salazar, nem que seja por um mero prefácio, não se deve verbalizar, nem muito nem pouco (é exactamente isto a censura) pois o papaguear de chavões e ideias feitas (o ruído — a censura de hoje) que se ouve em reposta é quase pavloviano. Mesmo que comece por uma admiração formal — Ah! era ele duma inteligência muito superior. Entendia muito bem os problemas. E acho que era sério. Só fez uma coisa mal: o analfabetismo...
  O analfabetismo?! A que propósito agora esta...?
  Parece que para dizer que com intuito de manter o povo dócil pela ignorância.
  Como consegue alguém concluir isto doutrem quando lhe acaba de afirmar uma inteligência superior e uma índole séria espanta-me. Mas não vou estar (como não estive, no caso) a perder-me em grande retórica para rebater estes ditos que se dizem. Basta-me um quadrinho [agora aqui, um gráfico] com o número dos indígenas cá no reino pelo séc. XX e a porção deles que eram analfabetos, com o bocejo de ver o progresso de 2 milhões e 700 mil que sabiam as letras em algo menos de 7 milhões de portugueses (1930), e compará-lo com 6 milhões e 400 mil alfabetizados numa população de oito milhões e 600 mil (1970); eis aí o trabalho feito do começo ao fim do Estado Novo.
 Cada um perceba os factos consoante seja mais ou menos analfabeto ou deixe-se meramente andar na crença em vive.»



 


Analfabetismo em Portugal – 1900-2011

segunda-feira, 28 de maio de 2018

... Nada contra...

Tudo pela Nação. Nada contra a Nação, Portugal (M. Novaes, 1938)
Tribuna de honra, Avenida, 1938.
Mário de Novaes, in Bibliotheca d'Arte da F.C.G.

domingo, 20 de maio de 2018

Algarve cristalino

Santa Luzia, Tavira (A. pastor, 198…)
Praia algarvia, Tavira, 198…
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Crónica do trabalho

Crónica do trabalho em Portugal, Lisboa — © 2008


Crónica do trabalho, Av. de Roma — © 2008

Phalænopsis 10

 A orquídea da senhora tem 10 anos; vai a caminho das 10 flores (eram 14 rebentos mas 4 secaram). Aqui tinha 27. Noutro ano, não me lembro qual, deu 50 rebentos, mas não floriram todos. Não lhe mudamos o substrato desde que fechou a florista, há... anos.


Orquídea — © 2018


Orquídea — © 2018

De Abril a Maio

Grande acidente nacional, Portugal, post 25/4/1974
 
 O 25 de Abril tinha sido [havia] oito dias e nós, putos do ciclo, ao fim de uma semana, já estávamos politicamente informados
...


 Dito sintomático e imagem dos amanhãs cantaroleiros no rei dos leitões. Autor não identificado.


 Ou como se partiu a espinha a uma velha nação.